maio 13, 2026

As palavras passam

AS PALAVRAS PASSAM 
Hayton Rocha

Soube que Aurélio Buarque de Holanda, alagoano cujo nome virou sinônimo de dicionário, numa entrevista há quase meio século escolheu três palavras como as mais bonitas da língua portuguesa. A ousadia não foi pouca. É como pedir a uma avó que escolha o mais belo dos netos ou a um torcedor que, sem negar a própria história, aponte o melhor entre seus ídolos. Sempre haverá culpa e alguma injustiça na resposta.

Primeiro ele escolheu “libélula”, palavra que voa antes mesmo de ser dita. E voa com aquele jeito indeciso de quem ainda está aprendendo a parar no ar feito beija-flor, sustentada mais pelo espanto do que pela física. Depois lembrou de “murucututu”, que já não voa: pousa. Palavra de bico arredondado, de olho noturno que tudo vê e quase nada revela. E “alvorada”, que não anda nem voa: irrompe. É clarim, é o dia abrindo a porta e empurrando a sombra para dentro das coisas, enquanto a noite recolhe seus restos pelos cantos.

Admirei nele não só a escolha, mas a coragem de tentar represar em três palavras a beleza de um idioma inteiro. Língua nenhuma aceita barragem. As palavras escapam. Infiltram-se pela memória, pelas rachaduras da infância, pelos esconderijos do que fomos e ainda tentamos entender. Palavra não é coisa que se escolha. É coisa que escolhe a gente. Às vezes cedo. Outras, só depois de muito estrago.


Ilustração: Dedé Dwight


Comecei então a perguntar por aí quais palavras as pessoas salvariam da enxurrada da língua. Logo apareceram defesas apaixonadas, quase íntimas. Houve quem defendesse “volúpia”, porque sobe devagar, em espiral, como fumaça de incenso procurando o teto. Uma amiga preferiu “fascinação”, palavra que não convida: arrasta. Outra falou “brisa” como um sopro morno que entra pela janela e muda de lugar cortinas e pensamentos.

Alguém escolheu “sublime” com uma espécie de reverência aflita, dessas que a gente sente diante de certas paisagens exageradas demais para caber nos olhos. Outro citou “panapaná”, coletivo de borboletas, talvez porque poucas palavras produzam tanto movimento antes mesmo de terminar de ser pronunciadas. Houve ainda quem lembrasse “mainha”: de todas as mãezonas, a mais gigante, sobretudo no Nordeste. 

Um poeta preferiu “misericórdia”, pela eterna disponibilidade de sofrer um pouco a dor do outro. Citou-se também “deliciosa” e “paixão”, palavras que deixam algum açúcar escondido na língua mesmo depois de pronunciadas. E teve quem resumisse o maior dos desejos humanos numa sílaba breve, leve e única: “paz”.

Já me dava por satisfeito com aquele punhado de assombros quando dois velhos amigos lembraram “efêmero”, porque inerente a tudo — da vida, do amor à dor; “galhardia”, por juntar bravura com generosidade; e “liberdade”, um sonho que ninguém explica nem entende.

Percebi, então, que cada pessoa não escolhia exatamente uma palavra. Escolhia um abrigo.

Quase todas, porém, desembocaram em “saudade”. Talvez porque certas palavras não descrevam: transbordem. “Saudade” não é ausência. É permanência contrariada. É alguém que foi embora mas continua deixando copos espalhados pela casa da memória. Tem cheiro antigo, barulho de talher na cozinha e de telefone de linha discada tocando numa tarde que não volta mais.

Ouvi aquilo encantado, como quem assiste a um leilão de lembranças. Cada palavra erguida diante das outras como uma peça rara, polida pelo tempo, valorizada pelo uso. Cada pessoa levantando sua pequena placa invisível para resgatar um pedaço de si antes que a correnteza levasse.

Já não sei se é escolha ou lembrança, mas a palavra que mexe comigo é outra: “água”.

Fico com “água” porque ela não disputa espaço, não grita. Contorna. Escoa. É das poucas coisas que, mesmo sem forma, encontram saída. E quando não encontram, inventam. Desvio, fresta, rachadura: sempre existirá um caminho para aquilo que nasceu para ser livre.

Talvez porque me contaram que foi a primeira palavra que aprendi. Antes de entender o que era sede, eu já pedia por ela. Antes de compreender o mundo, já sabia nomear aquilo que me sustentava dentro dele. Ou quem sabe porque, no fim do dia, tudo o que nos resta seja um banho demorado, onde a água leve embora o cansaço e devolva alguma ordem ao que por dentro desandou. 

O curso da vida tem muito disso: uma tentativa meio inútil de segurar com palavras aquilo que nasceu para passar.

Algumas voam, como libélulas. Outras pousam, como murucututus. E existem aquelas que escorrem de dentro de nós, como água entre os dedos.

Quando a gente menos espera, as palavras passam. A sede fica. 

 

 

78 comentários:

  1. Caro amigo, que crônica fantástica e profunda . Nessa você se superou. Excelente.

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  2. Esse texto poético que acabei de ler, me jogou num turbilhão ruminante.
    Num loop emotivo, ficou claro que a palavra mais bonita pra mim é "TONICO", tatuada na minha alma, desde terna idade, pela Dona Hermé, avó paterna. Hoje, agora, ao ler esse poema seu, um clarão se fez e mostrou quanto a palavra TONICO me conforta e fortalece.
    Muito bom dia.

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  3. Palavras proparoxítonas são vistas como mais belas e sofisticadas por terem a tonicidade na antepenúltima sílaba, o que lhes dá um ritmo marcante e imponente. Chico Buarque de Holanda reforçou isso em sua célebre obra Construção: náufrago, príncipe, pródigo, sábado etc.

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  4. Incluíria Solidariedade! É o acolhimento com Deus no coração ❤️🙏

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  5. Como um pedreiro que subitamente deixa de assentar sua parede e passa a transformar os tijolos em uma escultura que louva seu ofício. Assim é a crônica de hoje, usar as peças que a compõe, palavras, para louvar. E louvar é palavra que mais que bela torna belo o melhor de nós. Dedé Dwight

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    1. Obrigado, grande Dedé, inclusive pela chuva forte que brota da nuvem de palavras que você criou e ilustra a crônica de hoje!

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  6. Sou de opinião que "mãinha" deva ser grafada com til. E a busca que fiz me dá razão!

    "Mãinha é uma forma carinhosa, diminutiva e popular de se referir à mãe, sendo extremamente comum no vocabulário regional do Nordeste brasileiro. Aqui estão os principais pontos sobre o termo: Regionalismo: É amplamente utilizado na Bahia e em outros estados nordestinos como um modo íntimo de chamar a mãe. Significado afetivo: Embora "inha" seja um sufixo diminutivo, em "mãinha" ele não diminui, mas sim aumenta o aconchego, a intimidade e o carinho.Significado: Equivale a "mamãe" ou "mãezinha". Parceiro: Geralmente utilizado em conjunto com o termo "painho" (para pai). Ortografia: A forma correta é "mãinha" (com til na primeira sílaba). Exemplo de uso: "Ôh mãinha, tô com fome!"."

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  7. Como disse o colega, vc sempre se supera! Amei cada detalhe.gratidao!

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  8. Bom dia Caríssimo Parahyba!
    .
    SUPIMPA essa maravilhosa crônica de hoje. Foi no cerne do meu pensar, como uma “frepa” de aroeira embaixo da unha. Inesquecível 👀
    .
    A palavra do meu coração, contudo, é SAUDADE.
    Primeiramente porque apenas existe na língua de Camões e “segundamente” porque saudade vive, como a nossa alma, dentro da gente. E, para incendiar basta apenas uma gotinha mais aguda, de alegria ou de tristeza.

    Amplexo fraterno 🤝

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  9. Não tenho palavras pra retratar a belezura da crônica de hoje!
    Só sei que o dia que me pedirem pra dar um exemplo de poesia disfarçada de prosa, ou de prosa escrita de maneira absolutamente poética, vou citar este texto.
    Antigamente, o dicionário era conhecido como “pai dos burros”. Perguntei ao moderno “irmão dos burros” (um aplicativo de IA), a origem da palavra "palavra". Não sei se a resposta é precisa, mas preciso compartilhar com vocês: ela “tem sua origem no latim vulgar paraula, que deriva do latim clássico parabola (discurso, comparação), e, por sua vez, origina-se do grego parabolé (comparação, aproximação). Evoluiu foneticamente de parabola para ‘palavra’ por meio de síncope, lenição e metátese”.
    Dou minha palavra que vou deixar pra vocês o prazer de se deliciarem na pesquisa sobre essas últimas três palavras!
    Palavra de honra!

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  10. Bom dia, mestre Hayton!
    Sou, neste caso, um deselegante. Explico: fui instado a dizer d'algumas palavras que escolheria e o porquê da escolha e, pelo vai e vem dos dias, me fiz silente. Imperdoável.
    Mas, já que ao ler esta crônica vejo reveladas um montão delas advindas de pessoas várias, desde o mestre dicionarista, ouso, agora, arriscar uma da minha escolha - tomara Deus eu não esteja sendo impertinente - para que possam tomar lugar na relação das milhares que lhe chegaram quando da enquete.
    Serei breve, mas irei buscar uma que me acompanhou ou talvez ainda me acompanhe na lida diária: "pedir", porquê me põe em igualdade ao interlocutor ou ao prestador de algum serviço ou mera atitude desejados.
    Me deixe explicar: laborei, por algum tempo, em fiscalização ostensiva de tributos, em logradouros públicos, estradas, veredas e estabelecimentos comerciais ou industriais e, quase sempre, assistido por seguranças da força militar estadual. Sempre me dirigi a todos eles pedindo para agir da forma que eu desejava. Numa dessas vezes um dos meus colegas de equipe de trabalho, um militar, me aborda: "seo Fiscal, por que o senhor nunca manda a gente fazer nada, sempre pede, afinal o senhor é o comandante da equipe?"
    É de fácil entendimento esta abordagem, afinal militares são preparados em hierarquia e com vocação a ouvir ordens de quem lhe comanda e cumpri-las. No meu caso eu era um reles coordenador de equipe fiscalizatória, também integrada por um agente militar, mas, convenhamos, todos imbuídos de cumprimento do dever a que fomos ordenados pelo aparelho estatal arrecadatório de suas rendas tributárias, portanto servidores públicos em pé de igualdade como tais, embora cada qual agindo na conformidade da sua designação funcional, por óbvio. Respondi ao perguntante que ali éramos todos iguais, com o mesmo propósito a serviço do Estado, apenas com funções diferenciadas. Doutra feita, ouvi de um contribuinte, ao lhe pedir que me atendesse numa cobrança de imposto, depois de várias tentativas do agente arrecadar que me acompanhava na equipe, "o senhor é muito educado, não serve pra ser fiscal não" pelo que inferi que aquele contribuinte estava acostumado a ouvir ordens e não pedidos.
    Pedir me iguala, creia!, como agora peço ao senhor cronista que me perdoe por não ter respondido a sua enquete.
    Ave Palavra!

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  11. Grande Hayton, brilhante crônica. Tomei a liberdade de brincar com as palavras chaves e saiu uma música:


    *Título: Tempos de Galhardia*

    (Verso 1)
    Mestre Hayton, lendo sua crônica, me veio logo à mente
    A boa cachaça Volúpia, da Paraíba, quente
    Naquela varanda, senti a brisa e dei uns goles
    Lembrando de um tempo, sem ter quem me console.

    (Refrão)
    Ah, que saudade dos tempos de galhardia
    Onde a paixão e a paz reinavam, todo santo dia
    Libélulas pousavam, aplaudindo o momento
    Num sublime lance de misericórdia e alento.

    (Verso 2)
    Com liberdade na mente e fascinação
    A gente vivia essa deliciosa sensação
    Mainha passava e tomava sua 'lapada' no ar
    E eu bebia uma água pro fígado acalmar.

    (Refrão)
    Ah, que saudade dos tempos de galhardia
    Onde a paixão e a paz reinavam, todo santo dia
    Libélulas pousavam, aplaudindo o momento
    Num sublime lance de misericórdia e alento.

    (Ponte)
    Um panapaná revoa, trazendo alegria...
    E ainda verei o murucututu cantando
    Na varanda, com sua magia.

    Letra: Oceano Salvador Jr
    Inspiração: Hayton Jurema - Crônica: As Palavras Passam
    Música e arranjos: Songria

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    1. Que maravilha, caro Oceano!
      Eu me delicio com as reações às belezuras que Hayton nos apresenta.👏🏽👏🏽👏🏽

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  12. Aprecio a palavra “melancolia”… sinto tristeza só de ouvir

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  13. Eu gostei de todas, mas a explicação para água despertou-me mais admiração.
    Maurício

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  14. Que texto bom de ler, delicado. Taí, delicadeza é outra que talvez mereça destaque. Como gentileza, que às vezes faz tanta falta, Diniz/Rio de Janeiro.

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  15. Que crônica, Hayton! A palavra é a arma mais poderosa desde os primórdios da civilização: ela constrói ou destrói; ela aproxima ou distancia, ela faz amar ou odiar.
    Por falar em amar, acho que amor é a mais linda de todas as palavras, pois transmite carinho, afeição, ternura, dengo, apego, paixão, romance, devoção.
    Pode transformar-se em: adoração, idolatria, veneração, dedicação, ou em amizade, benevolência, solidariedade, fraternidade.
    O amor é um doce encanto que seduz; é um chama eterna ou uma paixão serena; é um bem-querer, um xodó!
    Porque o dicionário da palavra amor é inesgotável!

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  16. Palavras são como pessoas: nascem, crescem, aparecem; umas são grandes, outras menores, umas são tristes, outras mais felizes. “Lutar com palavras é a luta mais vã”, pregava Drummond. “Entanto lutamos mal rompe a manhã”. Ou seja, elas podem ser aliadas e/ou nossas desafiantes. Não tenho uma nem duas ou dez palavras de estima, mas gosto muito daquelas que têm sílabas de duas letras, consoante + vogal, como “nada”, “bolo”, “bagatela”, “sucupira” etc. Ótima crônica. Um belo exercício com as palavras.

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    1. Você é o “padrinho da criança” ao me provocar a escrever sobre o tema. Obrigado, mestre!

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    2. Uma crônica onde palavras descem e crescem. Desafiante . Criadora ! Supimpa . Amei !!! Ivanilda Rossp

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  18. Excelente, carobHAYTON! Também vou de "água"...
    José Luiz.

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  19. Eu não escolho a palavra
    Palavra tem liberdade
    Assim como a água escoa
    E sentimos a saudade
    Nossa mais inculta e bela
    A flor do Lácio singela
    Só nos inspira a verdade.

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  20. Velho amigo Hayton,
    No jogo das palavras, aprendemos que cada uma tem força e significado.
    Por isso, vale sempre escolher palavras que motivem e inspirem.
    Que no grande jogo da vida, as palavras sejam sempre de paz e amor.

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  21. A "palavra" junta as letras dando sentido aos nossos pensamentos, reflexões, inspiração e compreensão.
    "A palavra liga os olhos
    Liga o aceno e liga o adeus
    A palavra só não liga
    Dois querer que são os meus".
    Hoje a nossa escolha é o "Esperanto", para que a humanidade buscasse um melhor entendimento em uma linguagem universal, na solução de todos os problemas, principalmente o fim das guerras e a erradicação da fome.

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  22. Stoney Palmeira Melo13 de maio de 2026 às 07:41

    A crônica é linda e generosa, Hayton, você não apenas lista palavras bonitas, mas devolve a cada uma delas um pouco da vida que as carrega. O melhor está no fim: “as palavras passam, a sede fica”. Quem consegue escrever assim não escolheu um abrigo, construiu um.

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  23. Dourar a pílula, lembrei disso. Pegar uma simples palavra e adornar seu entorno tornando o vulgar plural, algo belo e singular. Não é fácil pra mim falar de teus textos, me sinto pequeno, tacanho, obliterado e exposto. Enfim, gostei!

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    1. Você é 10, meu velho comparsa. Taí… comparsa é outra palavrinha interessante, não?

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  24. Muitas palavras já foram usadas e hoje estão em desuso. Da nossa infância até nosso crepúsculo, vimos a evaporação de inúmeras delas, tal qual objetos e conceitos. Com permissão do cronista, porque tem alguma similaridade com o tema de hoje, sugiro a leitura de um livro da autora japonesa Yoko Agawa, com o título "A polícia da memória".
    A crônica dessa quarta é mais uma daquelas que absorvemos com grande aprendizagem e que permanecerá sempre presente em nosso cotidiano, sem perigo de ser esquecida.

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  25. Essa crônica vai ser lembrada para sempre.
    Ela é muito especial.
    Para resumir, cito Carlos Drumond de Andrade:
    "Lutar com palavras
    é a luta mais vã.
    No entanto lutamos
    mal rompe a manhã."

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  26. Por aqui, ficou a sede por mais textos como esse.

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  27. Genial "Percebi, então, que cada pessoa não escolhia exatamente uma palavra. Escolhia um abrigo" Luis Antonio

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  28. Espetacular meu caro Hayton. Você já se aproxima dos grandes mestres ao deitar palavras dessa forma. Parabéns por essa obra espetacular !!!

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  29. Balaio de palavras porreta (linda palavrinha que vem de um palavrão)!

    "Mainha", a minha preferida, sempre me chega com um "cafuné" no coração.

    "Saudade", a palavra mais citada da enquete, cavuca lembranças que a memória do coração jamais esquece.

    "Saudade de mainha", ah isso já é um verdadeiro inventário do amor. E este, sinto muito, mas não sei explicar.

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  30. Adorei o FARFALHAR de palavras. Voam como borboletas. Show !

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  31. Maravilha este texto. Me transportou para momentos marcantes da minha vida que tiveram relacao com as palavras brisa, fascinacao e sublime. Você me surpreende à cada texto escrito. Parabéns!

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  32. Quem diabos inventou as expressões Oxente, Cabuloso, Fuleiragem, Miseravi e, a mais bela de todas, Pantim?

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  33. Ademar Rafael Ferreira13 de maio de 2026 às 09:33

    Ao ler eu perguntei para
    Alma, mente e coração.
    Jogaram na minha cara:
    As três: "Pai, Mãe e Sertão."

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  34. É meu Amigo, se alguém tem intimidade e sabe brincar com as palavras é você, meu Irmão... Fantástica crônica!

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  35. Grande Hayton, grande texto! Você, aos poucos, desloca-se para o time de Rubem Braga, aquele do capricho poético na prosa. Vai compor bem o meio campo, distribuindo emoção e beleza a seus leitores. Parabéns!!

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  36. Caro Hayton,
    Mais uma belíssima crônica. Incluiria na lista COPACABANA, pois nos enche a boca ao pronunciar e praia de rara beleza.
    Marcos André Cerqueira

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  37. A palavra que escolho é “Vida”, tem ligação intensa com a água, já que ambas caminham juntas e muitas vezes são vistas como conceitos inseparáveis.
    Cada palavra carrega seu próprio significado e, quando se unem, são capazes de contar histórias, transmitir mensagens e ensinar. Mas somente os escritores, com sensibilidade e talento, conseguem transformar tudo isso em algo especial e marcante. Parabéns, Hayton, por mais uma crônica inteligente e muito bem escrita.

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  38. Eu cito duas. A brasileiríssima, inventada aqui - "Balacobaco". A outra pelo som rasgado que combina a palavra com a condição - "Orgasmo".

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  39. ROBERTO SANTOS FERNANDES13 de maio de 2026 às 10:56

    Inspiração é uma palavra que me agrada muito e isso é o que não lhe falta para escrever textos interessantes como este.
    Parabéns!

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  40. Felicidade é uma palavra linda e tristeza o oposto .

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  41. Querido Hayton, esta já é uma das quartas mais especiais.
    Que linda arte a de escrever! E você o faz com muita argúcia, sensibilidade e poesia.
    Olha só, você trouxe na crônica de hoje uma frase que, para mim, a que representa da melhor forma o texto. Você diz que não escolhemos as palavras; são elas que nos escolhem. Isso mesmo!
    Elas aparecem em nossa existência e ocupam um lugar em nosso “universo de palavras” de acordo com o significado que trouxe para nós. E ali se instalam, umas em posições de utilidade, outras de constância do uso, e outras, porém, como tão bem apreendemos aqui com o cronista e com os autores dos comentários, entram no nosso vocabulário pelo afeto ou um fato inesquecível e tornam-se “amigas muito queridas”

    Lembrei-me agora de uma música do Wado, aí de Maceió, uma composição muito feliz dentro do tema:

    “Escrever é amarrar
    A palavra no passado
    E a palavra escrita
    É a gaiola do som (…)

    Ler é libertar a palavra
    Que estava enclausurada no papel”

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  42. Palavra - Gosto muito do vocábulo "Palavra" ! É forte e sonoro. Houve um tempo que a palavra de um homem valia mais que qualquer papel escrito. Um contrato verbal 'apalavrado', garantido por um fio de bigode ( gosto tambem dessa palavra ' bigode"), valia mais que qualquer documento burocrata. " Burocrata" - gosto da palavra, mas não gosto do significado. Tem a palavra "Viagra" , que nada tem a ver com a conversa, mas é forte e vigorosa e levanta o astral ( outra palavra legal) de quem precisa ( eu não!!!😁😁). Valeu, Hayton.

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  43. Vida! Mais uma fantástica crônica do amigo Hayton. Um deleite para a nossa leitura. 👏👏👏

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  44. Escolher a mais bela palavra, não seria para mim. Mas, percebi que o filólogo, antes de escolher, deve ter olhado para o céu. Cartola, com Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho, também. Poeticamente descreveram a beleza, tranquilidade e esperança, quando cantaram a Alvorada.

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  45. Esta é daquelas crônicas que fazem a gente saborear as palavras como quem prova frutas raras no quintal da memória.

    Ao escolher “libélula”, “murucututu” e “alvorada”, Aurélio não apenas pinçou palavras bonitas: revelou sons, imagens e sentimentos que moram dentro delas.

    Texto leve, poético e elegante, mostrando que certas palavras passam pelos ouvidos, mas ficam pousadas na alma.

    Parabéns Hayton.

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  46. ALFORRIA - Que, de princípio, para se obtê-la é preciso ter uma carta - A Carta de Alforria -. Mas se não lhes concederem, você poderá comprá-la. Se não lhes venderem você poderá se rebelar e fugir. E, nesse caso, você é ao mesmo tempo quem a escreve e também quem a recebe. Portanto, autor de sua própria história. Liberdade, às vezes, também se consegue com alguma dose de rebeldia.

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  47. Como dizer que você se superou? Todas as quartas-feiras, aguardamos uma superação em forma de crônica. Cabe-me divulgar aos melhores amigos para saborearem, também, suas escritas especiais da semana. Parabéns!

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  48. Sem palavras!Por escritas como esta crônica que a língua portuguesa tem um museu a ela dedicado!

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  49. Hayton, demorei um pouco hoje a ler sua crônica mas finalmente consegui fazê-lo e, como sempre, constatei que continua afiado como sempre. Agora, ao incursionar sobre a beleza quase física das palavras, você nos lembra que nomear é, no fundo, um ato de encantamento. Fiquei pensando nessa sua percepção de que certas palavras voam antes mesmo de serem ditas, como a libélula. Não se trata de gramática, mas de resgatar o espanto diante do som e do sentido. Com efeito, a língua não é uma caixa fechada, mas algo vivo que nos escapa e nos escolhe.
    Gostei particularmente de sua definição de saudade. como uma "permanência contrariada", você toca em um ponto que todos sentimos, mas poucos sabem explicar com tanta precisão. Não é apenas a falta de alguém; é o eco de quem deixou "copos espalhados pela casa da memória".
    A conclusão, com a "água" muito apropriada. Escolher o elemento que contorna e não disputa espaço revela sabedoria sobre como a gente deve lidar com o tempo. No fim das contas, tentamos segurar a vida com as palavras, mas ela escorre entre os dedos, deixando apenas a sede. |Lapidar é esta crônica que começa com a curiosidade de um dicionarista e termina com uma verdade profunda sobre a nossa fragilidade. Parabéns.

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  50. Amigo Hayton, após ler muitas de suas crônicas um turbilhão de sentimentos me invade e, normalmente, fico sem palavras q consigam expressar o q sinto… Não foi diferente na crônica de hj! Que lindeza essa reflexão sobre o poder das palavras na vida de cada pessoa. Amei sua provocação em nos fazer pensar sobre isso. Fiquei aqui matutando sobre q palavra poderia eleger como a q mais me toca de alguma forma. Vieram tantas em minha cabeça… Vida, Leveza, Eterno, Generosidade, Gratidão…

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  51. Parabéns pela bela crônica poética! A minha palavra seria Solidariedade, sentimento que nos faz perceber o outro e suas emoções.

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  52. Simplesmente sensacional!

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  53. Parabéns pelo texto magnífico!👏👏👏👏

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  54. Que maravilha !!! Tinha um amigo muito sábio, um filósofo chamado Saja… quando aprovava algum projeto meu(me ajudou a construir muitos) dizia que eu estava ficando “antipatico” … antipatia pra ele era sinônimo de excelência … lembrei dele pra me referir a você : Estais ficando antipatico !!!!

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  55. Ah! O anônimo da antipatia sou eu : Mário Edson

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  56. As palavras que mais me representam são música e verdade.

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  57. Parabéns amigo pela bela crônica. Sem desmerece o elenco de palavras, senti falta da palavra. Xodó. Êita coisa boa.
    Abraço

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  58. Palavras, meio utilizadas pelas pessoas para se comunicar, agrupamento de letras para esclarecer ideias, pensamentos. Texto expressivo e explicativo e informativo, de uma prática corriqueira e interpretativa dos seres humanos; saber colocar as palavras no lugar certo. James

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  59. Cada vez fica mais difícil aparecer por aqui.
    Afinal, suas peças provocam tanta reflexão que nos confunde, até atordoa.
    Desta vez, até como uma poesia em prosa, como já bem dito aí em alguns comentários, fiquei embaraçado, encucado, vinha sempre a ilação: como pode uma mente humana produzir tanta coisa, com tanto brilhantismo??? A excelência da redação já fica até em segundo lugar, sei lá...
    Enfim, quem posta - "saudade não é ausência. É permanência contrariada." -, não precisaria escrever mais nada.
    Você abusa cada vez mais.

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  60. Acho q as palavras estão muito relacionadas com momentos em q se está vivendo . Quem está vivendo momentos de turbulência são tendentes a gostar da palavra paz
    Atualmente eu estou gostando de uma palavra q saiu acima , mas q não tem o tom da q eu estou saboreando , q é a palavra delícia

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  61. Meu cumpade Hayton
    Crônica maravilhosa. Instigante, poética, singular.
    Penso que dentro de cada vivente existe uma palavra do seu melhor gostar.
    Tenho uma predileção absurda pela palavra "invernia." Imagino que seja umas cinco ou seis chuvas boas, no lugar e data que a gente escolhesse. Um inverno bem distribuído no nosso sertão particular. Aí, tudo resolvido na vida.
    Uma palavra que não existe, mas é boa, é "inapopível". Serve pra a gente achar um absurdo, uma prática errada, inimaginável:
    É algo inapopível o que as autoridades públicas fazem no exercício da cargo.

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  62. Hoje tenho para mim que uma das palavras mais bonitas é abraço. Não envolve só um gesto, é um complexo de sentimentos. Dele, o melhor é a consequência. Quantas almas amparadas!

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  63. Agostinho Torres da Rocha Filho16 de maio de 2026 às 10:37

    Como bem atestou o "cumpade" Jessier Quirino, trata-se de uma crônica poética, instigante, maravilhosa, singular... Também sou partidário da tese de palavra não se escolhe, mas se eu pudesse escolher uma única palavra em todo o dicionário da língua portuguesa, escolheria HARMONIA. Não somente pela beleza do "agá mudo", mas pelo que ela representa na vida do ser humano.

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  64. Tenho só uma palavra bonita para vc desvendar: você é fantástico! Quã verdadeiro e lindo o seu sentir pela água!! Nossa irmã, nossa fonte de vida.

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  65. Hayton, na crônica AS PALAVRAS PASSAM, você realmente demonstrou - mais uma vez e sempre - a sua maestria em brincar com as palavras de forma literária, dando ressignificação, não descritas em dicionários, mas com sentido poético.

    Dentro do contexto da crônica, caso me fosse perguntado qual seria a minha palavra, até mesmo pela data da publicação da crônica - 13 de maio - a mesma data da assinatura da Lei Áurea, então eu diria: liberdade.

    Eu não sei definir essa palavra na mesma estrutura poética da sua crônica, pois ela pode ter a dimensão do voo de um pássaro preso em uma gaiola ou dele livre na natureza, pode ser estabelecida em lei ou ser apenas a sensação de cada um, mas na verdade, só possa ser mensurada e dada a devida importância e só existe mesmo quando sentimos falta dela.

    Atrelada a palavra liberdade, ocorre-me também a palavra “limites,” pois existe um princípio que a liberdade de um termina quando começa a do outro, aí pode ter conflitos, pois é uma linha muito tênue de separação.

    E agora refletindo sobre a palavra “água,” que foi indicada por você e que é fundamental em nossas vidas, penso na liberdade que alguns têm em fazer uso dela como bem entender, até mesmo desperdiçando, muito provavelmente acreditando ser um bem infinito, por outro lado temos pessoas com limites de uso, até mesmos privadas pelas condições econômicas e sociais.

    Mas a sua crônica indica ser possível uma liberdade sem limites quando diz: “Língua nenhuma aceita barragem. As palavras escapam.”

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  66. Não tenho palavras para definir essa crônica. Simplesmente esplendorosa.

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  67. Hayton, que crônica linda, maravilhosa! E que definição da palavra saudade! Me tocou profundamente! Você estava iluminado quando escreveu esse texto, belíssimo!

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  68. Presente ímpa, uma Crônica que Nos leva refletir sobre valores da vida. O que degine o seu, o meu coração, o que toca a alma.

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  69. Amigo, essa abordagem tem uma profundidade danada, uma demanda de difícil desenrosco.
    Escolher é sempre um desafio para que vai tomar posição.
    Requer uma certa dose de coragem.
    "Alvorada" me tocou em particular. Para mim, é o renascer. O reinício das coisas.
    Lembrei de uma frase do Osho: " se definir e se limitar". Danada, essa frase.
    Se eu fosse consultado, com toda a dificuldade das minhas limitações, eu escolheria Abstração. Ela me distancia das coisas ditas concretas.
    Ahh... O Xote é adorável. andar no banco de trás do fim do mundo é emblemático. voltando às escolhas, eu escolheria andar no banco de trás do fim do mundo.
    Adorei!!!
    Abração!!!
    Mário Nelson.

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  70. Altamirando Ferreira da Silva24 de maio de 2026 às 12:09

    Gosto de “devaneio”. Voar, sonhar, alcançar o impossível. Mais uma crônica excepcional do grande Hayton!!

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  71. Lindo texto, que bom que lembraram da nossa "mainha". Eu colocaria: Língua, pois guarda todas as palavras, Vida, pois é onde tudo se reduz e Felicidade pela eterna esperança em ser alcançada.

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  72. Ao ler a crônica sobre as palavras preferidas eu, que havia escolhido "Fascinação" e "Saudade", me dei conta que é impossível fazer essa escolha, porque há uma palavra certa para cada momento, para cada sentimento, para cada pessoa e há momentos em que a palavra mais bonita é "Silêncio", aquela ausência de palavra, porque ao não se dizer nada, pode-se dizer tudo, sem palavras, trazendo paz, respeito, apoio, acolhimento.

    Mas quando as palavras não conseguem dizer o que precisa ser dito e o silêncio não é suficiente, podemos tentar o "sorriso", uma palavra que pode abrir as portas da alma e, se nem o sorriso for suficiente, só nos resta o "abraço", a última instância quando as palavras não conseguem expressar o que o coração sente.
    O abraço é a única forma de expressão que acolhe silenciosamente e diz tudo sem emitir um som sequer.

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O MAR NÃO É PARA AMADORES Hayton Rocha   Morei a maior parte da vida em três cidades litorâneas, porém minha experiência marítima se resume ...