maio 27, 2026

O mar nao é para amadores

O MAR NÃO É PARA AMADORES
Hayton Rocha

 

Morei a maior parte da vida em três cidades litorâneas, porém minha experiência marítima se resume a algumas travessias de ferryboat na Baía de Todos os Santos, quando a maior preocupação era perguntar em quantos minutos chegaríamos e confiar que alguém soubesse a resposta. Ferryboat, aliás, é uma invenção pra lá de esquisita: mistura de ônibus, praça de alimentação e prévia do juízo final com cheiro de maresia.

 

Ilustração: Uilson Morais (Umor)


Nunca pisei num navio de cruzeiro. E se pisasse seria apenas para passar vergonha já na primeira onda mais encorpada, agarrado a uma coluna como quem tenta salvar a própria carcaça. Tenho enjoo e tontura até assistindo documentário do Discovery Channel. Basta a câmera balançar que meu estômago já me cobra o desembarque.

Cruzeiro marítimo é vendido como sonho. Gente sorrindo no convés, taça na mão, saxofone ao fundo, pôr do sol cenográfico e uma garçonete perguntando se você deseja mais camarão empanado. Mas abra o olho: desconfie de qualquer lugar onde você come vinte e quatro horas por dia e ainda chamam isso de descanso.

 

Navio de cruzeiro é uma espécie de condomínio fechado da gastroenterite. Aquilo parece férias, só que funciona como laboratório epidemiológico com música ao vivo.

 

Pense: milhares de pessoas confinadas num tubo metálico flutuante, compartilhando banheiro, corrimão, elevador, espreguiçadeira, maçaneta, piscina e um exército intercontinental de bactérias, fungos e vírus. É uma conferência universal de todas as secreções humanas. A diferença entre um cruzeiro e um hospital é basicamente a presença do cassino.


Na pandemia, houve até um navio transformado num aquário flutuante de coronavírus. O danado circulava pelos corredores com a desenvoltura de bêbado em casamento open bar.

O norovírus, conhecido como “o satanás do intestino”, deve olhar para buffet de cruzeiro como criança diante de vitrine de brinquedos no Natal.


Buffet, aliás, é uma invenção extraordinária para quem gosta de fartura e uma tragédia para quem aprecia os avanços civilizatórios. Nada aproxima mais a humanidade da barbárie do que uma fila por camarão grátis. O sujeito pega a colher da salada depois de coçar a sobrancelha, espirrar discretamente no punho ou ajustar a sunga molhada. Em seguida, devolve o utensílio ao recipiente com a calma de um monge budista. E os companheiros de viagem, logo atrás, seguem acreditando na pureza do purê. Existe algo de profundamente otimista em consumir maionese preparada para três mil desconhecidos em alto-mar.

 

Sem falar nos elevadores. Navio de cruzeiro transforma adultos em sardinhas verticais. Você entra num cubículo com oito pessoas úmidas, perfumadas em excesso e ligeiramente bêbadas, enquanto o ar-condicionado recicla não apenas o oxigênio, mas também evidências gasosas da democracia intestinal.


Os corredores vivem cheios. As piscinas têm consistência de sopa humana. E as hidromassagens? Inventaram um tanque aquecido coletivo e convenceram as pessoas de que aquilo representa luxo, não um experimento microbiológico premium.


E tem ainda um detalhe importante: cruzeiro é paixão especialmente de idosos. Nada contra o time em que jogo. A velhice merece descanso, lazer e até fila prioritária no cassino. Mas reunir centenas de criaturas acima dos sessenta num ambiente fechado, cercado por vírus respiratórios e comida de procedência duvidosa, parece roteiro concebido por um demitido injustamente da vigilância sanitária.

 

Claro, os navios possuem enfermarias. Mas elas lembram extintor de incêndio em boate antiga: você torce para nunca precisar descobrir se funciona. Porque basta surgir uma virose mais animada e, de repente, o comandante do navio deixa de parecer Roberto Carlos em especial de fim de ano para assumir a expressão de síndico quando dispara o alarme de incêndio no condomínio.


Veja você para onde caminha a humanidade. Passamos séculos tentando escapar de aglomerações insalubres, águas contaminadas, epidemias, pestes e ratos. Aí enriquecemos um pouco e recriamos tudo isso em versão premium, com varanda gourmet, pacote all inclusive e internet de bordo.


Na dúvida, prefiro avião. Avião pelo menos oferece a possibilidade estatística da tragédia rápida. Já navio só disponibiliza a chance de você morrer lentamente, cercado de música caribenha, cheiro de protetor solar vencido e o norovírus atacando sua flora intestinal com uma fome de anteontem.

 

Seria isso o progresso? Transformar antigas caravelas da peste em resorts flutuantes onde uma gente bronzeada brinda enquanto procura Dramim ou Floratil na enfermaria.

 

Nem morto embarco numa furada dessas! A comida pode até parecer tentadora, mas o norovírus circula de Ray-Ban e pulseirinha como hóspede VIP.

73 comentários:

  1. Kkk bom dia! Estou no mesmo time seu. Nunca pisei num navio, sempre pensei dessa forma. Ótima descrição para ser fixada na entrada de loja da CVC e outras de turismo. 😂🤭

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  2. Não embarco num trem desses de jeito nenhum

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  3. Enfim, uma crônica validando tudo que penso de cruzeiros marítimos… e mais um pouco. Amigos (muitos) irão discordar.
    Não tinha tantos argumentos, exceto o medo do mar, mas esta crônica veio pra validar e dar voz a esse medo sem precisar nunca ter estado num navio. Assim não me sinto mais tão isolado em jamais ter “entrado de gaiato no navio”…

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    1. E você faz ideia, Gilberto, de onde são lançados os dejetos sólidos, líquidos e pastosos de milhares de almas confinadas por semanas em alto-mar? Será que são devidamente tratados antes de voltarem à natureza?

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    2. Eita que tem muito argumento pra não romantizar os cruzeiros marítimos de luxo… melhor nem aprofundar a pesquisa.
      Será que estes são os motivos de existirem tantas baleias robustas e peixes enormes encontrados apenas em alto-mar!? Melhor nem entrar no mérito da alimentação aos tripulantes….

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  4. Mestre Hayton, hoje as risadas afloraram em nível de calamidade pública! 🤣🤣🤣Você, com genialidade pura, transformou cruzeiros de luxo em um verdadeiro apocalipse zoológico. É genial a premissa de pagarmos fortunas para ficarmos confinados em regime de engorda compulsória, espremidos no meio de multidões e piamente crentes na “pureza do purê”. Sua crônica simplesmente pulverizou o glamour das férias em alto-mar!Chamar a hidromassagem de “experimento microbiológico” e o norovírus de “hóspede VIP de Ray-Ban” foi o ápice do refinamento humorístico. No fundo, a verdade dói: torramos o salário de seis meses para regredir voluntariamente à Idade Média. Tudo isso a bordo de uma “caravela da peste gourmet”, tomando banho de “sopa humana” morna e rezando fervorosamente para o comandante não surtar em águas internacionais. Sensacional!
    Simbora curtir a vida em terra firme, bem longe de confinamentos claustrofóbicos e mantendo o distanciamento social do norovírus! 🥂🦀

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    1. Corro o risco de me tornar persona non grata entre as operadoras de turismo, mas isso pouco me importa, meu caro Oceano. No frigir dos ovos, quase todo cruzeiro marítimo não passa de um atentado deliberado à flora intestinal de confinados voluntários.

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  5. Nunca pensei viajar num Cruzeiro, depois dessa crônica, aí que não vou pensar.
    Zezito

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  6. Bom dia Caríssimo Hayton!
    Hoje, sem dúvida, você conseguiu radiografar os meus pensamentos. Assim mesmo, no plural.
    Comecei absorvendo cada palavra, como se fosse fotografia 3X4, para identidade, dessas que antigamente tirávamos em lambe-lambe, agasalhado numa cadeira de plástico, no térreo da antiga rodoviária de Brasília.
    Daí foi aumentando, passou para cartão postal, depois painel e por fim virou outdoor.
    Esse é o tamanho da minha oposição a qualquer insinuação que façam sobre cruzeiro marítimo 🚢. Só a pronúncia do nome me faz ter coceira de 100 pés de Urtiga.
    Confesso, por derradeiro, você lavou a minha alma com límpida água 🚿 de um bom chuveiro, em terra firme, claro.
    Fraterno amplexo 🤝

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  7. E agora, como faço pra devolver o meu pacote? 🤣🤣

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  8. Acho q vc tá com TOC,pois eu já fui duas vezes e amei . Faça o teste,de repente vc se surpreende. Enjoo até de carro,mas num cruzeiro não senti nada. Faça um curtinho e vá ser feliz ☺️

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  9. Bom e abençoado dia, caro Hayton!
    Escrever depois de Sebastião Cunha não é tarefa simples, convenhamos rsrs, mas ouso arriscar.
    Sua crônica-aula, assim classifico, nos veio mostrar o risco a que estamos expostos, sob paga voluntária, em participar de passeios deste tipo. Como diz a juventude de hoje, "tô fora, mano!", não vou pagar para meu sacrifício fìsico-fisiológico, tampouco me aventurar a desembarque direto para o hospital, além da experiência dos sobressaltos cabidos a um sertanejo que mal tentou algumas braçadas em águas de tanques(açudes) ou de pequenos riachos - como o meu banheiro matinal na terra infância, o Riacho Paiaiá -, abraçado a um tronco de bananeira ou de mulungu ou umburana envelhecido, quando ondas oceânicas balançassem o tal navio de milhares de quilos de peso e dezenas de metros de tamanho e altura.
    Só me resta lhe agradecer pelo fato de me proporcionar a referência positiva da minha aversão a qualquer tipo de navegação e, por seu turno, a cruzeiros marítimos. "Tô fora!"
    Abraçaço

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    1. É mais saudável e menos arriscado até viajar no lombo de um jegue, Tonho. No máximo, um coice ou uma mordida, mas sem risco de septicemia em alto-mar! 😅

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  10. Caro Hayton. Aqui temos uma daquelas crônicas que a gente lê com o sorriso crescendo devagar — até que uma frase nos pega desprevenidos e o riso escapa de vez.

    Você tem um dom raro: o de transformar a recusa em argumento. Nunca pisou num cruzeiro e, ainda assim, constrói sobre essa ausência uma crônica sólida e precisa, com a autoridade de quem estudou o inimigo sem precisar enfrentá-lo.

    A cena do sujeito que coça a sobrancelha, espirra no punho e devolve a colher “com a calma de um monge budista” — enquanto os vizinhos de fila seguem “acreditando na pureza do purê” — é observação humana da melhor qualidade: faz o leitor rir e se reconhecer ao mesmo tempo, o que é sempre um gesto levemente cruel e completamente honesto.

    E o norovírus “de Ray-Ban e pulseirinha” no fecho? Simplesmente perfeito.

    Parabéns, meu caro.

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  11. Se tinha dúvidas se um cruzeiro seria uma boa opção pra comemorar 30 anos de casado, agora não tenho mais. Idosos em quarentena, novas pragas do Egito a solta, capitães que encalham o navio somente pra ver a costa mais perto... tô fora. E a lembrança da cena final do naufrágio do Titanic e a morte lenta por congelamento nao me saem da cabeça. Concordo, com o cronista, melhor ir de avião mesmo. O fim seria mais rápido ( cruz, credo)!

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  12. Kkkkkk.
    Até aqui também me contento só com a "feira" do Ferry Boat.

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  13. Muito boa crônica, como sempre. Eu já fiz um pequeno cruzeiro mas também não acho lá essas coisas. Não sou fã de navio: me sinto presa, apesar dos pesares. No avião, embora menor, literalmente presa ao cinto de segurança, estou voando em direção ao destino, com asas metálicas. E é mais rápido, muito mais rápido! Não faz muita diferença se a pessoa não anda de navio porque não sabe nadar, mas por que anda de avião se não sabe voar? Nelza Martins

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  14. Muito bom.
    Parece tema de tragédia anunciada.
    Tô fora..kkk

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  15. Amigo Hyrton, nunca fiz um cruzeiro e, depois dessa sua crônica, confesso que essa experiência saiu dos meus planos. Você conseguiu retratar exatamente aquilo que eu já imaginava sobre viagens em navios. Parabéns pela sensibilidade e pela genialidade que marcam suas crônicas de todas as quartas-feiras

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  16. Sou viajante por natureza! Mas, não tenho o menor apetite por cruzeiros, adicionado à aversão a esse tipo de turismo por parte da minha cara metade. Sendo assim, sigo de avião ou carro para os destinos de interesse. A crônica condensou todos os receios aleatórios que temos! kkkkk

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  17. Haydee Jurema da Rocha27 de maio de 2026 às 07:38

    Pois te garanto que nada do que colocaste aqui me assusta, e tenho fé que não morrerei sem realizar esse sonho!! " "Pra morrer , basta tá vivo"!!
    Sobrevivi a uma Pandemia, saindo para passear, dançar, viajar, etc... enquanto outros trancados, adquiriram a doença e não resistiram. A hora de viver é agora! O futuro, existirá ou não!!!

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    1. Eu até financiaria um cruzeiro pra você, mas, se acontecesse alguma tragédia, ainda iam dizer que eu só queria aumentar minha parte na herança da nossa mãe.

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    2. Haydee Jurema da Rocha27 de maio de 2026 às 07:54

      😂😂😂😂 Gostei da piada!! Tenho uma amiga já está pagando o 4° Cruzeiro. Vai completar 83 anos em outubro!! Alí sabe viver!!

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  18. É real, o cruzeiro agora está muito mais desvalorizado. Imagino se alguém estiver lendo este manual de possibilidades de contaminações biológicas, cruzando mares neste momento, e se arrependendo da "canoa mais furada do que tábua de pirulitos, sem poder retornar incontinenti.

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  19. ROBERTO SANTOS FERNANDES27 de maio de 2026 às 07:45

    Tô fora!
    Sou animal terrestre!
    Essa crônica véio confirmar minha idéia sobre viagens marítimas.
    Parabéns pelo alerta aos navegantes!
    Kkkk

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  20. Há muitos anos fui num Cruzeiro. Foi ótimo pois eram poucos os passageiros.

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  21. Caramba!
    Nao tinha pensado sob esse prisma, mas é verdade.
    Cruzeiro doravante? Tô fora.

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  22. Excelente. Ainda faltou um detalhe: o preço é muito bom. Aí vc descobre que tem cobrança extra para várias coisas. Luis Antonio

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  23. Putz!!
    Tava justamente embarcando… Desci do convés!! kkkkk

    Também gosto do avião, mas… O mundo passa mesmo sob os pneus e pelas janelas da minha casa.

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    1. Nem de gaiato eu entro num navio, exceto se for pra cruzar minha casa sobre rodas para o outro lado de alguma estrada patagônica!

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  24. Fiz um Recife - Noronha. Gostei. Primeiro e último! Hoje você desenhou o mapa do inferno. rsrsrs. Abração,
    Gradim.

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  25. Olá, Hayton. Leio sempre as suas crônicas e as acho muito interessante e engraçadas. Porém, achei um pouco trágica essa sobre fazer um Cruzeiro. Eu já fiz duas vezes, e lendo a sua narrativa, senti--me, vivendo exatamente tudo o que você escreveu. Pois, apesar de você dizer nunca ter feito um, descreve exatamente a vida em um Cruzeiro. De tudo o que você escreveu a passagem que mais me tocou, pois me assustava e muitas vezes, fazia com que eu esperasse por muito tempo, ou deixasse de fazer, era me alimentar na hora exata. Eram muitas coisas difíceis de aceitar, desde o momento em que entrávamos na fila, até o momento em que finalmente conseguíamos pegar o alimento. Um outro caos, as piscinas eternamente lotadas, um nojo. Sempre tive medo do mar. Os dois Cruzeiros de que participei, foram desafios, ajudou-me muito. Precisamos enfrentar nossos medos. E apesar de todas as verdades expressadas por você, foram dias maravilhosos. Posso falar, mas porque vi e vivi. Se eu tivesse lido sua crônica antes de fazê-los, jamais faria um Cruzeiro, porque eu ficaria ainda mais com medo e nojo, conformando-me só com a sua visão dos fatos negativos. Nessa crônica so faltou a palavra Apocalipse. Acredito que seja interessante viver essa aventura!

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  26. Exelente, não embarco nessa nem me pagando.

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  27. Ademar Rafael Ferreira27 de maio de 2026 às 09:01

    Caro Hayton essa pode figurar entre as TOP 3, com louvor. Sublime. Eu que já cruzei vários trajetos em todo tipo de embarcação sei bem o que significa esse texto cirúrgico.

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  28. Totalmente de acordo com você, amigo Hayton:
    "Nem morto embarco numa furada dessas!"
    Também não acredito "na pureza desse purê".
    Muita gente acha uma delícia viajar num cruzeiro desses que giram pelo mundo.
    Eu achei uma delícia ler esta sua crônica!

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  29. Acho que seu ídolo musical, Roberto Carlos, discorda totalmente de você, porque rumo aos 90 anos continua fazendo cruzeiros e faturando muito com eles (rsrsrs)

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  30. É experiência num cruzeiro é só para agilizar decisões! Feito a prineira experiencia, jamais existirá a segunda! A não ser que a variável de risco seja ignorada!
    Belo texto amigo!
    Abs

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  31. Não me incomodo com o "balanço do navio", mas, de fato, o mar é dos peixes... Quando invadimos o habitat deles, incluímo-nos no cardápio deles voluntariamente... Sem falar que interferimos na rotina deles...

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  32. O assunto, cruzeiro marítimo, é também controverso, por envolver gostos e gosto, como se diz popularmente, cada um tem o seu. Para não vulgarizar, vamos ficar, apenas, no adágio religioso de que gosto é como bíblia, cada um tem a sua.

    No tocante à disseminação de vírus e bactérias, concordo em gênero, número e grau, não só em navios, mas em avião, ônibus, shopping, etc.

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    1. É por aí, meu caro Emidio.
      O que vale a pureza do purê perto da engrenagem econômica que opera o navio, das autoridades portuárias, da tripulação e de toda a equipe que garante conforto, entretenimento, segurança e atendimento aos passageiros?
      A rigor, nadica de nada.
      É fazer a genuflexão, embarcar e torcer para que o anjo da guarda fique de plantão. Full time.

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  33. Muitas vezes o nosso cronista produziu textos que deixava nos leitores a dúvida se ali estava a deixar fluir a livre criação fictícia ou se era uma exposição de suas próprias crenças.
    Hoje eu fiquei convencida de que a crônica é uma fiel descrição do que sente nosso amigo escritor em relação a cruzeiros.
    Eu, que concordei com o inteiro teor da crônica, até mesmo na igualdade de condição de nunca ter feito um cruzeiro e a convicção de que nunca vou fazer, já vou guardar essa crônica tão rica em argumentos coerentes, para mostrar a uns amigos por que nunca tive tal sonho.
    Da mesma forma que desejo distância de cruzeiros, também corro desses resorts “all inclusive”.
    Estive em um deles certa feita e fiquei enjoada (ou seria enojada), com criaturas se empanturrando de chope, refrigerante e comida, exercendo a estupidez do desperdício de uma forma irracional.
    Gosto mesmo é de pousadinhas com comida bem feita, daquelas que possuem hortas no quintal e fazem o pão do café da manhã lá mesmo e os proprietários conversam conosco uma conversa sincera e amável.
    Assim, caríssimo Hayton, muito obrigada por ser meu porta-voz hoje.

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  34. Perfeita a sua descrição desse tipo de aventura .Segundo um amigo , ele e esposa embarcaram em um desses cruzeiros , mas por precaução, só comiam nos restaurantes temáticos, que não estavam incluídos no “pacote”. Sobreviveram ,sem passar na enfermaria. Minha única experiência náutica foi um pequeno Cruzeiro no mar do Caribe , que me deixou com mais certeza de que prefiro terra firme.

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  35. A crônica tá sensacional. Tem tiradas geniais. Começa pela definição de ferryboat. Passa pela descrição do “condomínio fechado da gastroenterite” e pelo “laboratório epidemiológico com música ao vivo”.
    Descreve uma “conferência universal de todas as secreções humanas”. E decreta que a “diferença entre um cruzeiro e um hospital é basicamente a presença do cassino”, já que o que é oferecido na verdade é um “experimento microbiológico premium”.
    É verdade que a “comida pode até parecer tentadora, mas o norovírus circula de Ray-Ban e pulseirinha como hóspede VIP”.
    Eu também nunca fui a um cruzeiro. Exceto o de Belo Horizonte.
    Mas fico pensando que muitas das tragédias “embaladas pra presente” ofertadas num navio também estão presentes em outros lugares. Banheiro de avião, restaurantes em geral.
    Só pra ficar num exemplo: qual é a fé que garante que o talher do restaurante que você coloca na boca não passou há poucos minutos pela boca doente de outro cliente? E que ele não foi lavado com tanto zelo assim?

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  36. Bom dia! De tanto ouvir falar em Cruzeiro, até sonhava em fazer um passeio desses. Hoje o meu sonho se dissipou, feito água fervendo em chaleira. Fantástica essa crônica! Dei boas risadas com a sua total aversão ao tema, e pelo modo como a descreveu.

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  37. João Antônio Amado Comarú27 de maio de 2026 às 11:50

    Sempre há uma primeira vez… Esta é minha primeira discordância total de uma crônica tua. Já fiz 08 cruzeiros. Em navios de porte médio a grande porte, com capacidade para até 5.000 passageiros. Entretenimento para todas as idades e diferentes públicos. Cinemas, boates, bailes e bons shows. Num deles realizei até o sonho de dirigir um F1 (simulador). Tudo isso e mais os desembarques em belas cidades desse nosso mundão.

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  38. Altamirando Ferreira da Silva27 de maio de 2026 às 12:22

    Embora morando há muito tempo (Aracaju/Salvador) junto do mar, de piscinas no Condomínio e no Clube que sempre frequentei, nunca aprendi (nem tentei!) a nadar. Água acima acima do joelho já me deixa apavorado!! Depois que assisti o “Titanic” e agora lendo essa crônica, estou “arquivando” definitivamente a ideia de viajar em um Cruzeiro. Misericórdia!!

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  39. Não poderia concordar mais!
    Aliás, eu me achava o único ser humano a não compreender a existência de cruzeiros (do Cruzeiro, sim!). Agora vejo que estou em boa companhia. Para quem, como eu, tem náuseas boiando na piscina, aquilo adquire aura de sadomasoquismo (sem o lado bom, que me garantiram existir neste último).

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  40. O autor mostra, mais uma vez, que é um observador sagaz do cotidiano. Crônica construída com inteligência e ironia sobre o exagero e os riscos permanentes dos cruzeiros marítimos, transformando uma viagem de luxo numa espécie de pesadelo sanitário flutuante. Narrado com humor afiado e grande criatividade verbal.

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  41. A crônica está excelente, porém descordo de algumas coisas colocadas. Fiz um cruzeiro de Miami para Nassau nas Bahamas, e gostei muito. Faria de novo.
    Abraço
    VFM

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  42. Já fiz alguns cruzeiros e gosto muito, diversões mil, muitas pessoas interessantes e felizes, qto aos restaurantes, existem várias opções, de bandejão a A La Carte, experimente, quem sabe vc muda de ideia. Abraços

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  43. Um primor de crônica. Poderia estar publicada em qualquer jornal online ou site do mundo. Serve para cidadãos de qualquer origem, nacionalidade, perfil ideológico, gosto rústico ou requintado.

    A ironia do Hayton nesse texto seria muito mais eficaz do que qualquer campanha de saúde pública como alerta aos perigos dos cruzeiros.

    Mas o capital e o marketing têm medo do humor sagaz, inteligentemente zombeteiro e revelador do ridiculo que são essas idiotices flutuantes.

    Ainda estou rindo das tiradas do autor....

    Sensacional!

    Sergio Freire

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  44. Nobre Hayton, li tua crônica há mais de uma hora e ainda tô dando risada com minha dosinha de bacardi em terra firme! Show de bola mais uma vez!

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  45. Nau frágil.

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  46. Essa sua crônica foi tragicômica.

    Confesso que nunca fui fã de cruzeiros nem resorts. Sou daquelas que gosta de liberdade e de bater pernas.

    Quando viajo, saio logo após a comilança do café da manhã e, geralmente, retorno exausta após o jantar, pronta para me entregar a Morfeu.
    Sempre considerei um desperdício pagar caro num resort só para dormir e tomar café. Até já me hospedei em alguns, mas a sensação de culpa por não desfrutar me causa incômodo, porque adoro sair a pé e ver a cidade, a arquitetura, os monumentos, a vida pulsante, a cultura, os bares e restaurantes locais, os museus, as pessoas comuns das cidades que visito. Gosto de ver a vida como ela é.

    Quanto a cruzeiros, o máximo que já viajei foi uma travessia de Londres para Roterdã, antes do Eurotunel, em 1989. Foi uma experiência de umas 12 a 15 horas com tudo que se tinha direito, mas usei como meio de transporte. E dali deduzi que, diante do meu perfil inquieto e curioso, o Cruzeiro seria muito limitador para mim. Mais ainda do que o resort.

    Mas, de tanto ouvir maravilhas sobre cruzeiros. ver nas redes sociais incríveis vídeos animados, amigos compartilhando suas viagens, confesso que me vi tentada a experimentar. Só que eu nunca havia pensado em todas essas inconveniências e perigos suscitados na sua crônica. E, quer saber? Tô fora!!!

    Muito obrigada a me ajudar a me manter no meu modus operandi de turistar. Adoro viajar de avião, de trem, de carro, de bike e até a pé. Pra que vou dar chance ao azar? Tô fora, de novo!

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  47. Quanta eloquência com o trato do assunto; parece autoridade sanitária de país sério. Há muito tempo não vou à estádio de futebol, evitar aglomeração e, nem pensar em viagem de cruzeiro, banheira flutuante de irregularidades sanitárias. Valeu, como sempre surpreendendo.

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  48. Mário Ronalsa
    00h36 - 28 de maio de 2026
    Amigo Hayton, chegando do trabalho (Hospital) nesse momento, li sua crônica fantástica até ser avisado que o jantar estava pronto. Me senti muito a vontade em saborear o seu texto porque também não me arriscaria nunca em uma viagem como essa. Há alguns anos em uma confraternização da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, estávamos eu e minha esposa (grande admiradora das aventuras marítimas), a jantar, quando fui convidado a subir ao palco por um apresentador que conduzia um sorteio e fui receber o suposto prêmio. Chegando ao meu destino fui comunicado pelo mesmo, que acabara de receber uma bela viagem em um Cruzeiro com todas despesas inclusas. Não deixei que ele terminasse o restante da "notícia" e tomando o microfone de suas mãos declinei do prêmio, devolvendo-o para um novo sorteio entre os demais corajosos ali presentes. Perdi a noite e ganhei mais alguns dias de total silêncio cemiterial em casa, mas "não entrei de gaiato no Navio".

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  49. Concordo integralmente com todos os que se manifestaram contra os cruzeiros, a começar por Hayton. Até porque, eu e minha família, já tivemos a experiência de ficarmos "confinados" por três dias numa embarcação. No caso, era um "catamaran".

    A viagem foi de Belém até Almeirim, no Pará, para onde nos mudamos, de "mala e cuia". O "catamaran" era o único meio de transporte disponível, naquela imensidão de águas chamado Rio Amazonas.

    Embora, durante toda a viagem, fosse possível observar, o tempo inteiro, as localidades ribeirinhas, às margens do rio, o fato de não poder fazer alguma outra coisa, além de esperar, foi realmente muito estressante.

    A única vez que entramos num navio de Cruzeiro, foi em um que ancorou, no meio do rio Amazonas, defronte à Almeirim. A tripulação precisava registrar a passagem do navio por ali, através de um carimbo com data, no "Diário da Viagem". Só que os Correios, que normalmente faziam este registro, estavam fechados, porque era domingo.

    Alguém, então, teve a idéia de "bater na porta" da casa em que morava o Gerente do Banco do Brasil (no caso, eu) e perguntar se era possível usar um carimbo do Banco, com data, para fazer o registro.

    Concordei. Até porque, eu tinha o hábito de manter um carimbo em casa, para qualquer eventualidade, como receber malotes do Banco, que eram transportados por barcos e chegavam em qualquer dia e horário. Até mesmo de madrugada.

    O Comandante ficou tão satisfeito, que nos convidou (eu e minha esposa) para conhecer o navio. Fomos numa pequena lancha.

    Realmente, era tudo muito bonito e luxuoso, mas com ares de confinamento de "luxo", o que nos fez ter a certeza de que aquela experiência já era suficiente. Jamais iríamos nos "sacrificar" financeiramente por uma falsa ilusão.

    Mas, pelo menos, posso afirmar que "entrei num navio, mas não foi de gaiato". 😀

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  50. Exatamente assim, caro Hayton. Faço parte do seu time. Como sempre, mas uma bela crônica. Parabéns!

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  51. A crônica dessa quarta veio recheada de fúria, parecendo até uma briga comprada com a CVC ou outra empresa de turismo. Alguém em comentário acima mencionou o Roberto Carlos e o texto fez-me lembrar de uma frase dita por ele, quando Paulo César Araújo lançou a biografia do RC. Perguntado por um repórter o que tinha achado da obra, o biografado foi duro :"Não li e não gostei". O cronista foi na mesma linha: "Não viajei e odiei". Mas para não ficar tão breve, expandiu o texto com argumentos que deixaram uma pulga atrás da orelha em vários leitores que estão para comprar um pacote ou já estão pagando por um, seja para sanar a curiosidade da viagem marítima ou para realizar um sonho.
    Já conversei com várias pessoas que fizeram o passeio e, coincidentemente, todas voltaram com sabor de quero mais.
    Eu mesmo já fiz 3 passeios e não me arrependi de nenhum deles.
    Como Sérgio Riede bem mencionou acima, o que lhe garante a segurança em um simples talher de um restaurante? Até uma pequena coxinha pode lhe levar a um hospital, não é mesmo?
    E para fechar, como diriam Accioly Neto e os Titãs: "Se avexe não, amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada...o acaso vai me proteger enquanto eu tiver distraído".

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  52. Hayton, brilhante a sua crônica e me ajudou com a dúvida de que um dia eu e minha esposa entraríamos numa barca dessas. Agora tenho certeza que não iremos. Obrigado.

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  53. Muito bom o que voce colocou sobre viagem de navio e tudo que voce falou assino em baixo não tenho nenhuma vontade de fazer um cruzeiro

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  54. Pela primeira vez discordo de vc amigo HAYTON .Fiz alguns cruzeiros maravilhosos onde me senti em hotéis 5 estrelas .Faria novamente outro pela Grécia !!❤️💙

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  55. Cruzeiro é tudo isso num confinamento de 5 a 14 dias. Nem de graça.

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  56. Emílio Hiroshi Moriya29 de maio de 2026 às 05:23

    Hayton, você sabe tudo sobre o cruzeiro, você deve ter feito um, não?
    Pois eu tive essa experiencia em 2023, ou melhor, nós fizemos essa viagem dos sonhos e, melhor ainda, para comemorar os nossos 70 anos!
    Foi um presentão que ganhei da AFABB/DF e da MAG Seguros, anunciado no Dia dos Aposentados, e a viagem foi em março, cujo roteiro foi Santos, Balneário
    Camboriú, Búzios e Ilha Grande. Foi um espetáculo de diversão (e gastos imensos com fotos, Internet e compras); eu faria de novo!
    Pelos comentários, parece que a maioria nem vai tentar e alguns foram mais de uma vez; eu sou dessa opinião, acho que vale a pena. Cruzeiro também tem varias categorias do mais em conta ao mais luxuoso: nós fomos pela MSC Precioza, um gigante de 333 metros de comprimento, então não balança de jeito nenhum, a não ser uma suave onda nos pés; eu faria tudo de novo, é só ter dinheiro!
    Em todo caso, parabéns pela pesquisa e ótima narrativa!

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  57. Que crônica excelente! Pra mim crônica é isso: crítica com humor e ironia. Não é só porque bateu com o que eu acho, mas também, pela deliciosa construção. Outro dia um sujeito me perguntou porque eu pago, gasto com tênis, viagem só para correr na rua pelo mundo. Conhecendo-o eu respondi que difícil mesmo de entender é o sujeito trancafiar-se numa geringonça boiando e sacudindo no mar e ficar sete dias de caganeira comendo bife ao molho madeira meio-dia e estrogonofe de frango a noite.

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  58. Kkkkk cabra frouxo. Como é que vai criticar uma coisa que tem medo de conhecer. Tá fazendo cortesia com o chapéu dos outros. 🤣🤣🤣

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  59. Agostinho Torres da Rocha Filho30 de maio de 2026 às 12:10

    Eu já viajei de avião, ônibus, caminhão, carro de passeio, trem, motocicleta, bicicleta e até em lombo de burra. Juro que até sonhava em participar de algum cruzeiro marítimo, talvez para comemorar bodas de prata, em breve. Depois dessa crônica... Sei não! Creio que basta uma cerimônia religiosa e celebração entre familiares e amigos, em terra firme. Belo texto! Espantou dezenas de leitores.

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  60. Agostinho Torres da Rocha Filho30 de maio de 2026 às 12:14

    Correção: BODAS DE OURO. Se a madame toma conhecimento de uma comentário displicente desses, não haverá mais celebração nenhuma.

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  61. Misericórdia meu amigo, assim como vc, tenho tontura e enjôo só em pensar na hipótese, remotíssima, de embarcar num navio 🤢

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O mar nao é para amadores

O MAR NÃO É PARA AMADORES Hayton Rocha   Morei a maior parte da vida em três cidades litorâneas, porém minha experiência marítima se resume ...