quarta-feira, 12 de agosto de 2020

À beira do açude de Quixeramobim

Sentado à beira do açude de Quixeramobim, no Sertão cearense  terra natal de Antonio Tertulino, meu sogro , vimos alguns meninos pulando do sangradouro:
– Por que não eu? – pensei alto, seguro de que minha mulher me demoveria da bravata, coisa de rapaz novo e encantado, com vinte e um anos de amor.
– Por que não? – ela me devolveu, já pronta para o clique com sua velha Kodak Instamatic.


Demorou uma semana o tempo entre o parapeito da barragem e a pancada na água da planta de meus pés. Não seria o disparo do coração ou a secura da boca que me fariam desistir do salto e de nadar até a margem para recuperar o fôlego.  

Quarenta anos depois, continua bem fresquinha em minha memória a overdose de endorfina (o hormônio do prazer) que tomou conta de meu corpo naquela manhã de sol, cerveja e piabas crocantes, temperadas com limão, sal e pimenta.

Todo prazer vicia e tudo aquilo que qualquer ser humano mais deseja é poder prová-lo de novo, se possível  elevando o sarrafo. Poderia, portanto, tentar adiante algo mais radical como o bungee jump, esporte onde se salta de um barranco, uma ponte ou coisa parecida, amarrado por um elástico. Ao ser alongado até o seu ponto máximo, tal elástico puxa o corajoso para cima.  

Acontece que não havia de onde retirar tanta coragem. Tratei logo de arranjar para mim mesmo a desculpa esfarrapada (Freud explicaria fácil!) de que não valeria à pena investir tanto em tão poucos minutos de gozo e pânico. 

Com o correr dos anos, esses rompantes passaram. No começo de 2012, porém, recebi de João Comaru,  à época aposentado havia mais de 10 anos, sua imagem sobrevoando de asa delta a cidade do Rio de Janeiro. Me contou que saltara da rampa do Morro da Pedra Bonita, pousando na praia do Pepino, em São Conrado. 

A asa delta, que usa como fonte de energia apenas as correntes de ar, está na imaginação de muita gente e era sonho relativamente fácil de realizar. Claro, na opção pelo chamado voo duplo, onde um piloto experiente conduz o "pássaro" novato pelo céu, diminuindo os riscos da aventura.
Se a experiência vivenciada à beira do açude de Quixeramobim me deixara tão grata lembrança, imaginei como me sentiria após uma experiência dessa envergadura, com direito a imagens de vídeo para ilustrar as histórias que contaria a netinhos orgulhosos da façanha do avô.

Li o que pude a respeito desses voos e descobri que havia boas empresas especializadas no assunto. Escolheria uma das melhores em termos de segurança, ainda que não exista prazer que não diminua quando livre do perigo. 

Com tudo sob controle, inclusive o checkup médico anual e a grana no bolso para a estrepolia num final de semana no Rio, de repente as duas partes de mim – a que pesa, pondera, almoça e janta; e a que delira, se espanta e só se sabe de repente, como diria um certo poeta conterrâneo de meu pai –, entraram em rota de colisão e quase trocam tapas:
– Faz sentido? – perguntava a primeira. 
– Se não vai me ajudar a voar, libere o céu – rebatia a outra.
– Saltar ou não, o que muda? 
– Só se sabe depois.
– E se não saltar, a frustração será grande?
– Talvez sim, talvez não.
– Tá bom. Então, vamos lá?
– Não sei... Faz sentido mesmo?

Depois que passar a pandemia que estamos vivendo, quero voltar à beira do açude de Quixeramobim para ver a molecada de hoje pulando do sangradouro. Quem sabe encontre de novo por lá o que havia de melhor dentro de mim.

Difícil será encontrar resposta para algo mais ligado ao céu de Ícaro do que ao de Galileu: para onde foram as coisas que poderiam ter acontecido em minha vida e não aconteceram?

44 comentários:

  1. Escolhas meu caro: o eterno dilema humano! A cada uma a sua consequência. Devemos aprender a conviver com as duas, igualmente. A humildade da ousadia de arriscar o novo e a compaixão da renúncia frustrante! Juntas são ingredientes soberanos da sabedoria! Como saber? Dizem que aprender pelo amor é mais fácil do que pela dor. Façam suas escolhas!

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  2. Muito legal Amigo Hayton! Memórias de desafios em escala de nossas vidas.

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  3. O final de sua crônica, Hayton, nos remete ao verso de Manuel Bandeira em "Estrela da vida inteira": "A vida que poderia tet sido e não foi". Forte abraço do Sidney.

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  4. "Água não tem cabelo" nos ensina o poeta numa música sobre o Rio Ipojuca, "Menino não tem juízo" é dito popular.Essa mistura é convite para quebrar desafios. A vida para ser bem vivida precisa de aventuras.

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  5. FABRICIO LUCAS DI PACE12 de agosto de 2020 06:15

    Eu imaginei a cena do rapaz novo dizendo que ia pular e a mulher encorajando já com a Kodak Instamatic na mão kkkkk Depois dessa, desistir já tinha deixado de ser uma opção kkkk

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  6. Para mim, qualquer aventura vale a pena, desde que com os pés em terreno firme . Rsrs

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  7. ANTONIO CARLOS CAMPOS12 de agosto de 2020 06:57

    Acho que meus dilemas são muito mais simples que os seus. Quando olho pra traz só uma pensamento é recorrente: PRA ONDE FORAM OS MEUS ANOS? Passou tudo tão rápido e muita coisa eu não captei. De resto, acho que tanto na minha vida, na sua vida e na vida de todos mundo aconteceu exatamente o que tinha de acontecer, inclusive projetos e sonhos não realizados, que faz parte do pacote. A vida, no entanto, ainda está aí pra você por fora o Sonho de Ícaro. Só tem que adaptar ao novo normal.

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  8. Boa Hayton! kkk. Isto me faz lembrar o desejo (de adolescente) em saltar de para-quedas... depois de conseguir umas aulas e treinar salto de uma torre apropriada, os instrutores vetaram a aventura do magricela q era eu. Depois, adulto e dono da minha vida... a coragem passou! rsrs Fiquei c/ outras aventuras menos aladas.
    E aí, vc fez ou não o vôo?

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    1. Não, meu caro Humberto. Cheguei à conclusão de que só passarinho voa leve, sem medo, como quem chupa jabuticabas. A esta altura, é melhor prestar atenção na estrada, antes que meu carro derrape.

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  9. como dizia o Neném prancha, a vontade de ganhar tem que ser maior que o.medo de perder. Assim se joga bola e assim se deve viver.

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  10. É amigo, “navegar é preciso, viver não é preciso”. Eu também adorara viver essas boas aventuras, cheias de adrenalina. Depois do nascimento da minha filhota, até dirigindo numa estrada, por melhor que ela seja, quando o carro passa de 140 km/h já acho perigoso...

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  11. Muito bom. É bom viver tais momentos. Marca-nos o resto da vida.

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  12. Amigo Hayton, se me permitir vou usar este texto num curso sobre longevidade feliz na aposentadoria que darei para o pessoal do MP de Porto Velho. Fantástico registro. De uma alma brincante, se um ser humano que não se limitou a aceitar as formas nas quais somos formados e sempre que pode, as subverteu, alterando a sisuda ordem reinante. Adorei o projeto da Asa Delta. E mesmo que não venha a ocorrer, quem tem algo amarrado nas estrelas do amanhã, transforma realidades no agora. Todos temos, nas gavetas empoeiradas de nosso coração, vivências do passado que nos tornaram lendários, gigantes, bravos e ousados. E, à medida que os fios se tingem de branco, nos parecem que são elas o que nos tornou tão humanos. Como lembrar da piaba feita, na beira do açude, que talvez tenha sido melhor do que muitas comilanças metidas a besta, tempos depois. Procure sua ponte para pular no rio da vida. Permita-se sonhar com outras formas de desafios, aventuras, aprenderes e emoções. Foi isto que mexeu comigo e contigo aprendi. Obrigado por este texto tão sábio e instigante.

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    1. Este é Ricardim, dedilhando palavras e sentimentos como se fossem as cordas e o braço de uma viola. Só pode sair uma cantiga tão bem feita dessas!

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  13. Ah, tanta cousa que queria fazer e ainda não fiz. Ahhh, fica pra outra encarnação. Sim, mais corajosa e jovem. Nesta não dá mais, kkkkk

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  14. Vixe! " Saudade do que não vivi"! ARMARIA!A maior adrenalina que já senti foi àquele friozinho na barriga que dá no sopapo da cadeira da roda gigante, e assim mesmo deletei da minha vida, ui!

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  15. Acho que já comentei com você, meu caro amigo Hayton, que neu lado aventureiro vive cochilando, sem nenhuma pressa de acordar. Por essa razão, nao tenho frustrações por conta de voos não voados. Gosto de estar com os pés em terreno firme, como escreveu acima um de seus amigos leitores. E esta condição também nos proporciona oportunidades de sentir o famoso friozinho na barriga em diferentes momentos da vida.

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  16. Saudoso Seu Terto. E tia Dal, sempre com ferramentas em mãos para eternizar momentos. Fazendo valer cada instante. Ela é das minhas

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  17. Vivemos na eterna dualidade, entre o "sim e o "não" de nossas escolhas. Com o passar da idade, certamente o "sim" prevalece, quando temos posse e os riscos são mínimos. Mas, e o "não" para aquelas que fariam nosso coração palpitar mais de excitação, com o gosto do alcance do desejo e a história pra contar,ainda que seja por outros, caso não possamos assim fazê-la? E assim caminha a humanidade...

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  19. Beleza de texto, Hayton, demonstra como a coragem e mais outras "coisitas" vão diminuindo quando aumentam os cabelos brancos, mesmo com alguns miligramas de cerva como combustível! Mas quem sabe ao voltar ao açude de Quixeramobim, a coragem retorne para um novo salto, agora com vídeo de alta resolução que possivelmente a mulher vai querer eternizar, difícil mesmo vai ser encontrar as piabas crocantes! Parabéns! tiberio

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  20. Mas e aí, saltou de asa delta ou não no final das contas?
    Acho que toda criança tem a certeza da imortalidade, o que sem dúvida ajuda no "empurrão" que nos falta hoje para os saltos dos "sangradouros" (sem falar no nosso labirinto que já não é o mesmo de antigamente). Bela metáfora da vida, meu amigo!

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    1. Não saltei, meu amigo. Talvez por isso vez por outra lembro de um trecho da canção “Jura secreta”, de Fágner:
      “Nada do que posso me alucina tanto quanto o que não fiz....”

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  21. É, “os céus de Ícaro têm mais poesia do que o de Galileu”.
    Falar sobre eles, também!

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  22. Um dos personagens de sua crônica, o João Amado Comarú, tem coragem de "mamar em onça".
    Ele, goleiro do setentão da AABB-Maceió, com menos de um mês de operado de vesícula já treinava defesa de pênaltis para a competição que se aproximava.
    No meu caso, o maior desafio foi o tira prosa, "brinquedinho" que nos deixava no ar, vendo a terra de cabeça pra baixo. Hoje, nem roda gigante.
    Valeu, Hayton, fico no aguardo de sua próxima aventura.

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  23. Belo texto, sobre um excelente assunto. Para quem gosta de sensações extremas (perigo), e quer vivencia-las, precisa impedir que as duas partes de si conversem por muito tempo sobre os prós e contras. No meu caso específico, o que ajuda na realização é a alta descarga de adrenalina. Quanto à sensação do voo, é inexplicável, nunca consegui definir, mas é inesquecível.

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  24. Não há como se arrepender das consequências das escolhas que a gente não fez. Eu já quis fazer tudo e também não fazer nada. Pulei da ponte também e passei bestamente boa parte da vida buscando recriar aquela onda inesquecível. Depois é que descobri que cada dia tem sua própria ousadia.

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  26. Hayton, quem não se lembra de algumas aventuras da infância? Uma coisa, eu confesso, eu era medrosa para tais aventuras; meus sete irmãos, subiam nas mangueiras e cajueiros, e eu com medo de explorar as árvores, ficava embaixo a vê-los com tanta alegria de criança aventurando-se. Pulavam da ponte do velho rio Itapecuru, e eu só a ver "navios" como se diz. O medo impedia-me de fazer certas escolhas. Mas quem teve coragem, valeu a pena! Compreendo sua alegria ao lembrar de suas aventuras, ou escolhas, marcas de nossas vidas. Um abraço

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  27. Oi Hayton, já disse e repito, cada crônica sua me remete à uma passagem na minha vida, às vezes, mais de uma.
    Se me permitir, vou contar.
    Estávamos de férias pelo Nordeste e na Ilha de Itamaracá eu me expus e os meus filhos também, até hoje me arrependo, de uma destas aventuras.
    Fizemos um sobrevôo na praia num precaríssimo ultraleve, a asa amarrada com arame, o combustível numa garrafa pet, o piloto, acredito, sem nenhum conhecimento teórico.
    Felizmente, tudo saiu bem, subimos e descemos sem nenhuma intercorrência, mas me arrepio quando lembro.
    Já em Fortaleza, nos aventuramos num toboágua chamado “INSANO” no Beach Park.
    Depois que subimos a escadaria os meus filhos “arregaram” e desceram pela escada.
    Mas eu não, seria desonroso esta atitude, subir meia hora de escada e não encarar aquela descida vertiginosa.
    Fiquei criando coragem por meia hora e desci. Aqueles cinco, dez segundos de descida pareceram uma eternidade.
    Quando cheguei lá embaixo, totalmente desnorteado, sem saber para qual lado era a saída, a sunga toda enfiada na bunda, parecendo um fio dental e o pior, vazando água pelo furico.
    Nunca mais subo num negócio daquele.

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  28. Mais uma bela crônica, Hayton!
    Morando no Rio de Janeiro e vendo a Pedra Bonita quase que diariamente afirmo que a tentação é grande! Mas, a minha relação com a altura sempre foi conturbada. O medo sempre venceu a coragem de goleada.
    Sem arrependimento. A essa altura da vida, a aventura que mais desejo realizar é poder estar a 1.172 metros de altitude. Mais precisamente em Brasília.
    Gostaria muito de dar um basta a essa saudade sem fim de minha mãe, filhas, netos e irmãos. Por ora, quem tá ganhando por larga margem é a pandemia.
    Não vejo a hora de voar pra lá...

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    1. Você toca num ponto crítico, Beto: hoje, não basta coragem para vencer o medo. É preciso paciência para saber esperar a hora certa de poder fechar os olhos num abraço em nossos entes queridos que a pandemia afastou sem piedade. Chega já.

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  29. Sou medroso convicto! tenho medo de viajar de avião, quanto mais asa delta. Ainda bem que não tenho este dilema e arrependimento de não ter feito algo parecido. Belíssima crônica amigo/irmão.

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  30. Boa Hayton! Mais uma da sua lavra... “Voar assim, só para passarinho, voa leve”! Abs, 👏👏👏 ...

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  31. Uma leitura que encanta e emociona. Muito bem escrita! Nenhuma palavra desnecessária, parabéns pela feitura deste texto preciso, sensível e que faz pensar.

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  32. Mais uma pérola de crônica, e esta com um tema que me é muito caro.
    Sim, aficionado da aviação, fiz até o curso de Piloto Privado e voei muitas vezes.
    Costumo dizer que em viagem de avião se corre dois riscos, um de casa pra o aeroporto e outro do aeroporto pra casa.
    Em função dessa paixão, fui também diretor do AEROCLUBE DA BAHIA por seis anos.
    Paradoxalmente, nem em sonho tenho coragem de me aventurar em vôo de Asa-delta, bem como de saltar de Paraquedas. Cheguei a receber vários convites pra um e outro, mas me recusei de pronto, tô fora.

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  33. Hayton , como já lhe falei, sua escrita prende o leitor , nos absolve completamente, como num bom filme.
    Enquanto nos deliciamos com a leitura entramos naquela história como se fizéssemos parte dela ou se estivéssemos ali, presente, a tudo assistir. E isso é o dom de saber trazer a emoção ao leitor. Sua escrita é cativante e nos faz sempre pedir mais!
    E se vem com relatos de aventuras alegres e emocionantes, ainda nos presenteia com uma dose de adrenalina que nos dá aquele friozinho gostoso na barriga... mas o mais seguro mesmo é realmente essa aventura ficar só na imaginação!

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  34. Hayton , como já lhe falei, sua escrita prende o leitor , nos absorve completamente, como num bom filme.
    Enquanto nos deliciamos com a leitura entramos naquela história como se fizéssemos parte dela ou se estivéssemos ali, presente, a tudo assistir. E isso é o dom de saber trazer a emoção ao leitor. Sua escrita é cativante e nos faz sempre pedir mais!
    E se vem com relatos de aventuras alegres e emocionantes, ainda nos presenteia com uma dose de adrenalina que nos dá aquele friozinho gostoso na barriga... mas o mais seguro mesmo é realmente essa aventura ficar só na imaginação!

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  35. Meu amigo, a tua parte que pondera e a que delira não pode incluir uma terceira: o Comaru... vai que tá perdendo o juízo..rsrs. Nosso amigo gosta de aventuras. Ademais, nem pense em pular do sangradouro, a habilidade em equilibrar o corpo já pode ter sofrido avarias... mas as lembranças e as esperanças caminham juntas, são as que nos movem.

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  37. Talvez o teu voo mais intenso e mais ousado sejam as crônicas cada dia melhores.
    Tenho medo de altura. Tenho um filho Ícaro. Já voei de asa delta, da Pedra Bonita e saltei de paraquedas em Foz do Iguaçu. Parecia coisa sem sentido. Descobri mais tarde a utilidade: os documentos que a gente assina antes de cometer as loucuras é muito semelhante ao que tive que assinar antes da biópsia da próstata: os riscos eram todos meus, eu quis fazer, não havia segurança quase nenhuma e se algo desse errado a culpa seria toda minha!

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  38. Fazemos escolhas a todo instante, Hayton. Confesso que o novo me fascina, assim como superar desafios. Forte abraço!!!

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  39. Tivesse consultado Magdala sobre o salto da Pedra Bonita (como lá em Quixeramobim), com certeza teria aterrisado em São Conrado e ela teria filmado em seu Iphone 11 ou uma parafernália desse tipo. Saborosíssimo texto! Obrigado!

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  40. Pois eu tive essa experiência ao pular de asa delta do alto da mesma Pedra Bonita. Além de mim, três sobrinhos e a namorada de um deles. Uma sensação maravilhosa olhar do alto aquele mar com suas águas meio escuras devido ao tempo nublado. Ainda hoje tenho as fotos e o vídeo. Mais um belo texto seu na minha coleção.

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