fevereiro 25, 2026

Onde andas, meu velho?

ONDE ANDAS, MEU VELHO? 

Hayton Rocha

 

Leio que Donald Trump pretende abrir arquivos secretos sobre alienígenas e OVNIs e renasce em mim uma esperança daquelas que a gente guarda no bolso como santinho dobrado: descobrir o paradeiro de meu velho amigo Urtigão.

 

Trump anunciou a façanha na Truth Social, como quem promete revelar o quarto segredo de Fátima. Dias antes, Barack Obama declarara num podcast que “alienígenas são reais”, mas que nunca os viu e que tampouco residem na Área 51. A CIA esclareceu que, no deserto de Nevada, testavam-se apenas aviões espiões, o que, claro, não tranquiliza ninguém.

 

Se não estão na Área 51, é evidente que podem estar por aqui, sobretudo depois do Carnaval. Talvez na Amazônia, no Cerrado ou plantando feijão-de-corda, maxixe e quiabo no que resta de Mata Atlântica.

 

E eu tenho um desaparecimento a esclarecer.




Há três anos, depois de semanas na roça — sem wi-fi, sem vizinho com antena caridosa, sem o milagre moderno da senha compartilhada — Urtigão ressurgiu na tela do meu celular como quem volta de retiro espiritual e descobre, chateado, que o mundo não sentiu sua falta.

 

Escrevi-lhe, em tom fraternal:
“Que alegria receber sinais de vida seus. Espero continuar merecendo ao menos um quarto do carinho que lhe dedico.”

 

Imaginei que acharia graça. Engano. Urtigão lê qualquer mensagem como agrônomo examina fungo em folha nova: com lupa de desconfiança, procurando praga.

 

Já dissera admirar em mim concisão, ironia e rapidez nas respostas, virtudes que persegue como quem corre atrás do próprio eco numa casa vazia. Minha frase lhe pareceu longa, longa demais. Suspeita.

 

Resolveu submetê-la a julgamento numa maquineta baiana em forma de acarajé futurista. Introduz-se o texto na boca eletrônica, piscam luzes, chia uma fritura metafísica, e sai o veredito impresso em tinta à base de dendê, em caligrafia de contador do Império.


“Ô, seu fresco, cadê você?”

 

Não satisfeito, repetiu o teste.
“Tá vivo, seu esculhambado?”

 

Terceira rodada, já com tempero regional:
“Ô corno, fi-duma-égua, onde andas?”

 

Suando frio, talvez ainda mareado de algum porre filosófico, mastigou o aparelho e engoliu. Sem pimenta. Concluiu que a máquina não errava. Errado era ele, literal demais para sobreviver ao idioma da amizade.

 

Urtigão é maré. Regula-se pela tábua de Massarandupió, praia naturista onde até as certezas tiram a roupa íntima. Some quando a lua mingua; reaparece quando a autoestima enche.

 

Depois que se aposentou, mudou para a roça convencido de que plantas são mais coerentes que humanos. Sonhava dividir com a musa travesseiros e dúvidas no meio do mato. Conseguiu. Depois descobriu que a vida bucólica é um mosteiro com moscas e que o silêncio demais começa a roer por dentro.

 

Talvez a infância explique. Uma professora, ao notar suas sardas espalhadas como constelação mal distribuída, decretou diante da turma:


“Parece um ovinho de tico-tico.”

 

Estava inaugurada a temporada de caça. Vieram outros apelidos cruéis: "Banana Madura", "Cagada de Mosca", "Enferrujado". Aprendeu cedo que há marcas que a gente não apaga. Só aprende a conviver com elas.  


Cresceu, virou bancário, fez filho, leu livros, plantou árvores e se aposentou. Parecia ter domesticado os próprios fantasmas. Fantasmas, porém, são bichos que fingem obediência.


Em fevereiro de 2023, recebi sua última mensagem: celular ruim, rede pior, chip trocado, WhatsApp desconfigurado. Falava em trocar o pomar pelo supermercado em Salvador, a solidão por vinhos e farmácia na esquina. Despediu-se heroico, como explorador prestes a enfrentar a selva:


“Vou ali caçar sinal no mato.”


E foi. Desde então, silêncio interestelar.

 

Por isso aposto nos arquivos americanos. Quem sabe se, entre relatórios sobre discos voadores e experimentos atmosféricos, aparece um anexo amassado:

“Caso Urtigão — humano irascível, visto pela última vez tentando capturar 4G entre abacaxizeiros.”


Se tiver sido abduzido, peço a devolução. Não precisa voltar conciso, rápido ou espirituoso. Basta reaparecer e continuar se comovendo quando, entre uma caipirosca e outra, escuta “Let it be” ou “Something” no bar de praia Lopana, de passagem por Maceió.

 

Porque toda teoria conspiratória nasce da mesma esperança: a de que quem some esteja apenas atrás de uma antena torta, e não soterrado no próprio silêncio, com o celular descarregado e o orgulho em modo avião.

 

Se você, meu velho, estiver só procurando sinal, que encontre o mais breve possível. Mesmo que seja para me esculhambar. 


Porque amizade também é isso: poder chamar o outro de alienígena “fi-duma-égua” e ainda assim esperar que ele reapareça.

 

 

 

 

fevereiro 18, 2026

Manual do bicho indomável

MANUAL DO BICHO INDOMÁVEL

Hayton Rocha

Não é natural acordar cedo e sair caminhando apressadamente ou correndo por aí nesta época do ano. Às sete da manhã, o corpo ainda negocia com o lençol e o sol já tosta o cocuruto de quem ousa sair sem boné. Mesmo assim, a criatura calça o tênis, sincroniza o relógio e declara ao espelho do elevador, com entusiasmo discutível: “Hoje vou correr dez quilômetros porque adoro”.


Ilustração: Uilson Morais (Umor)


Adora? Desconfie de quem diz gostar de sofrer voluntariamente. Bicho nenhum corre se não for tangido pela fome ou pelo pânico. O resto é invenção de quem já não foge de onça-pintada como seus ancestrais, mas continua acuado por outra coisa. Correr por prazer é invenção recente. Método elegante de não escutar a própria cabeça. Disfarce sofisticado da ansiedade.


Natural seria ficar. Uma voz aveludada, com hálito de café, diria: “Hoje, meu bem, basta caminhar sete mil passos. Fique na cama mais um pouco. O mundo não vai acabar às oito”. Mas não. A criatura vai. Volta esbaforida, orgulhosa das medalhinhas digitais no relógio como se tivesse atravessado o Saara puxando camelos. A tecnologia distribui indulgências eletrônicas: sofreu, logo merece existir.


Em seguida, já pensando no almoço, começa a liturgia. Arroz integral penitente ou espaguete pecador? Tilápia virtuosa ou frango sem pele — tristeza sob a forma de proteína? Carne moída que consola ou picanha que ameaça as coronárias? Mastiga-se com culpa ou com rebeldia.


Há quem sonhe com solução mais prática: três cápsulas por dia para corpo, cabeça e alma. Proteínas, sais minerais, cálcio para os ossos, duas gramas de paciência e uma dose de lembrança da infância feliz. Engolir e seguir. Sem dilemas. Sem a angústia de escolher entre salada e feijoada.


Algo como a criatura plugada no útero, recebendo tudo por um tubo. Sem abrir os olhos, sem opinar, sem manual de instrução. Talvez ali tenha sido nossa última temporada sem ansiedade. Depois do primeiro choro, matricula-se num curso intensivo de escolhas. E decidir cansa mais que correr.


Quem sabe uma inteligência artificial possa recalibrar a fórmula a cada aniversário e avisar: “Atualização concluída. Este organismo permanece válido até os 99 anos”. Depois disso, apenas dores, rangidos e perdas. A morte chegaria por notificação prévia: aceite os termos ou desligue.


Água também viria encapsulada. Nada de garrafinha pendurada como amuleto fitness. Mas, para não abolir de vez o livre-arbítrio bíblico, três taças de vinho por semana. Prova de que ainda não viramos samambaias farmacêuticas alinhadas sob luz artificial.


Dormiríamos seis horas por dia. O resto do tempo seria distribuído em blocos produtivos: leitura útil, música que estimule sinapses, boas conversas, exercício moderado. Claro, e algumas horas pro trabalho — palavra que descende de tripalium, instrumento romano de tortura. A etimologia não falha: trocamos o chicote por login, senha, metas e avaliações de desempenho. Tortura digital também deixa marcas, só que invisíveis.


Tais especulações surgiram numa chamada de vídeo com um velho amigo de Batatais, desses que já não temem pensar alto nem errar em público. Falávamos sobre o que é natural e o que é invenção humana — um cipoal de regras que criamos para fingir racionalidade enquanto administramos nossos medos.


Ele perguntou: “E a monogamia, é natural?”. E sorriu como quem derruba a primeira peça do dominó. “No quintal da minha infância, um galo só reinava sobre uma dúzia delas. Nenhuma galinha exigia exclusividade.”


Ensaiei discurso sobre ética nos relacionamentos, pacto civilizatório como coleira do instinto. Ele atalhou: “E o piercing na língua? Isso também é natural ou é só outra forma de marcar território no próprio corpo?”


O celular vibrou. Ele se despediu e sumiu da tela, deixando a provocação no ar: “O que você diz faz sentido… mas o que eu digo também faz, não?”. Vai ver foi convocado por algo inadiável: o tripalium doméstico.


Fiquei olhando os cadarços dos meus tênis encostados na parede. Pareciam me desafiar. Talvez não corramos por saúde. Talvez corramos para manter o animal ocupado. Porque, se ele fica parado, começa a perguntar.


Pergunta por que trabalhamos tanto. Por que comemos com culpa. Por que amamos sob contrato. Por que precisamos provar desempenho até quando estamos felizes.


Existe dentro de nós um bicho anterior ao aplicativo de passos, à planilha, à terapia de casal.


Se paramos, ele fala. E talvez o problema nunca tenha sido o bicho. O problema sempre foi o manual.

fevereiro 11, 2026

Fitas que se multiplicam

FITAS QUE SE MULTIPLICAM

Hayton Rocha

 

Ao publicar aqui Três fitas, semana passada, não pensei em alcance, algoritmo ou estatística. Antes de qualquer coisa, quis resgatar uma cena que trago na gaveta de meus achados mais caros: uma criança observando o gesto materno e descobrindo, sem saber, uma forma de lidar com o mundo. Nada épico. Nada digno de placa. Só o cuidado quando ninguém está olhando, que justamente por isso costuma durar mais.



Imagem: M.E. Ateliê da Fotografia



Escrevi como quem fala consigo mesmo. Um texto sem discurso armado, sem a pretensão de ensinar a quem já viveu mais ou menos do que eu. Talvez por isso tenha passado ileso pelo alarme das grandes certezas e encontrado leitores desarmados.

 

O que não calculei foi o depois.

 

Vieram comentários. Vieram muitos, variados, carregando histórias nos bolsos. Uns falaram de ciência, outros de fé, outros misturaram as duas coisas como quem não vê contradição entre medir os batimentos cardíacos e rezar. Houve quem risse, houve quem lembrasse de quedas — das que o corpo acusa e das que a vida disfarça.

 

E fui lendo tudo com um espanto bom.

 

Vi que o texto tinha escapado das minhas mãos. Já não me pertencia como pertence uma frase bem-acabada ou um parágrafo resolvido. Pertencia agora a quem o atravessava com a própria memória. Cada comentário era uma fita nova amarrada onde eu nem sabia que havia pulso.

 

Teve leitor que se viu no pai. Teve leitora que se reconheceu mãe, na filha. Teve quem lembrasse da avó, de um gesto antigo que só agora ganhava sentido. Gente que nunca tinha pensado muito sobre cuidado e, de repente, percebeu que passou a vida inteira cuidando — sem aplauso, sem plateia.

 

No sábado, recebi uma mensagem do mestre Artur Roman falando da repercussão. Conheço bem o ritual da fera: estudioso e metódico, enxerga sempre com olhos de lince. Falou de números, de proporções, de impacto. Quatro mil caracteres de crônica gerando quarenta mil em comentários.

 

Fiquei contente. Não pelo volume, mas pelo belo descompasso entre causa e efeito. Um barulho íntimo produzindo ecos inesperados. Uma fita puxando outra, que puxava outra, até virar um novelo enorme, impossível de abraçar.

 

Ele lembrou que, na vida acadêmica, impacto se mede por citação. Sob outra régua, impacto se mede por ressonância. Pelo tempo que o texto fica rondando alguém depois que a tela apaga. Pelo comentário escrito dias depois, já frio, mas ainda pulsante.

 

E os ecos foram muitos.

 

Alguns chegaram suaves, tímidos. Outros vieram emocionados, sem pedir desculpa pelo excesso. Vieram também os bem-humorados — esses que lembram que o riso é uma respeitável forma de inteligência. Todos legítimos. Todos necessários. Porque o texto não pretendia convencer ninguém. Queria apenas fazer companhia.

 

Depois da aposentadoria, passei a trabalhar de outro jeito. Sem horário fixo, sem metas mensuráveis. Trabalho de escutar, observar, não atropelar os fatos. Três fitas nasceu nessa praia: um lugar onde o tempo anda mais devagar e detalhe vira protagonista.

 

Talvez seja por isso que tenha tocado tanta gente. Porque não falava de heroísmo, mas de algo bem mais raro: o cuidado cotidiano. O que não aparece em currículo, não rende selfie, não vira discurso. Esse que só se nota quando faz falta.

 

Ao ler os comentários, restou a impressão de que a crônica virou conversa de fim de tarde. Daquelas em que ninguém quer ter razão, só permanecer mais um pouco. Escrever, ali, deixou de ser ato solitário e virou roda. Virou espaço de escuta mútua. Um lugar onde cada um chegava com sua fita, seus nós, sua maneira de segurar o mundo para que ele não caia no vazio.

 

As fitas, afinal, não estavam apenas no pulso daquele pai. Estavam nas mãos de quem comentou. Estavam também em quem leu e não escreveu nada. Estavam na memória de quem fechou a página e ficou olhando para o nada, como quem procura alguma coisa que ainda não sabe o que é.

 

Fitas invisíveis, sustentando uma ideia simples e quase subversiva: ninguém atravessa essa vida sozinho, embora finja não saber disso. 


Aprendi com Artur Roman: a crônica termina quando acaba o texto, mas começa de verdade quando encontra outro. E Três Fitas deixou de ser apenas uma história minha para virar um lugar de encontro.

 

Talvez seja por isso que ainda escrevo. Não para explicar o mundo — isso eu já desisti —, mas para amarrar fitas por aí. Quem sabe ajudam alguém a atravessar mais um dia, mais uma semana.

fevereiro 04, 2026

Três fitas

TRÊS FITAS

Hayton Rocha

 

O estrondo da queda — abafado, bruto, feito um armário que tomba — assustou mais do que feriu. Não houve grito, só o baque seco no chão. O corpo pouco acusou: um galo na testa, o andar hesitante pela pancada no quadril. O susto, esse sim, espalhou-se pela casa como cheiro de lavanda que permanece no ar mesmo depois da janela aberta.

 

O velho, convenhamos, morto de sono às dez da noite, não tinha nada que descer escada de madeira sem meias antiderrapantes. Há imprudências que a maturidade não corrige, apenas disfarça de cansaço. Em minutos, ela, médica, já levava o pai à emergência hospitalar. Ele passaria a madrugada em observação, entre exames, luzes frias e a paciência treinada de plantonistas.

 

Havia no ar uma incerteza nada metafísica, de ordem prática: atendimento médico no exterior costuma surpreender quem não se escora num seguro redigido na língua de Shakespeare. Não era o caso. Mas as letras miúdas de uma apólice sempre assombram. 

 

Entre o protocolo e a vigília, a filha, ciência à parte, amarrou no pulso do pai três fitas. Fez isso solene, como pacto. Ordenou que não as retirasse em hipótese alguma. Só o suor, o sabonete e o tempo teriam esse direito. Não eram enfeite nem superstição. Eram uma espécie de prontuário íntimo, escrito sem palavras.




 

Ela crescera entre os cinquenta tons de azul do litoral nordestino. Brincara com conchas e peixinhos em Maceió, Recife e Salvador, desde cedo aprendendo que o mar tanto acolhe quanto devolve. Até que o destino a puxou para Brasília, onde a infância se despede e o futuro começa a cobrar sua parte, sempre adiantado e quase nunca com desconto.

 

Na Bahia, aprendera que fé se amarra no pulso. Descobrira o Senhor do Bonfim — acordo antigo entre Cristo e Oxalá, entre o sagrado e o profano — e o poder das fitas coloridas, onde cada nó carrega um pedido sussurrado, constrangido. Os dela, ainda pequena, eram diretos: queria voar, fazer mágicas e comer sem engordar. Desejos desmedidos? Talvez. Mas há pedidos tão limpos que a vida escuta com mais atenção, reconhece a voz inocente de alguém no começo da jornada.

 

Antes disso, ainda em Alagoas, numa manhã na casa de amigos, à beira da piscina, viu sua mãe salvar uma criança do afogamento. Ali, sem discurso e sem plateia, decidiu que um dia também cuidaria de vidas. A medicina começou antes dos livros, no susto e na urgência de quem não aceita perder enquanto houver chance de virar o jogo.

 

Nunca se soube quando as fitas coloridas da infância se desfizeram. Sumiram como o rumor de uma onda que volta ao mar, sem deixar rastro visível. Mas os três pedidos foram atendidos.

 

Voou quando se tornou médica — e seguiu voando mais alto. Fez-se mestra e doutora, atravessou a neurologia, a epidemiologia, a ciência da saúde populacional. Agora também ensina, pesquisa, lidera centros de estudo. Descobriu que subir não afasta o chão: apenas amplia a paisagem.

 

Fez mágicas ao quebrar paradigmas e abrir trilhas na mata fechada. Latina, mulher, raridade não branca em poltrona onde o poder costuma vestir outra pele. Hoje palestra, publica, forma gerações sem jamais confundir mérito com privilégio. E desenha traço a traço o amanhã da medicina como quem cria o futuro antes que ele se torne mera fatalidade.

 

Quanto ao terceiro pedido, o mais desafiador, aprendeu a alimentar a alma. Mantém o corpo em guarda e o espírito abastecido de compaixão e justiça. Já orientou dezenas de jovens pesquisadores, muitos deles vindos de onde quase ninguém olha. Seu reconhecimento mora menos nos prêmios do que nas pessoas que ficaram de pé depois que cruzaram seu caminho. 

 

Hoje, cinco meses depois da queda naquela noite, o pai andou relendo memórias de sua filha. Ela fala de fé e superação, de envelhecimento saudável, de inteligência artificial a serviço da saúde. Diz que resistir e persistir não são slogans. São verbos a serem conjugados todo dia, mesmo quando bate o cansaço.

 

E era uma vez um pai — este que vos escreve — que não imaginava aonde ela chegaria. Que, volta e meia, lembra de quando a embalava, cantarolando “Se essa rua fosse minha”.

 

No máximo, torcia para que a febre cedesse.  O resto, o tempo amarrou.

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