TRÊS FITAS
Hayton Rocha
O estrondo da queda — abafado, bruto, feito um armário que tomba — assustou mais do que feriu. Não houve grito, só o baque seco no chão. O corpo pouco acusou: um galo na testa, o andar hesitante pela pancada no quadril. O susto, esse sim, espalhou-se pela casa como cheiro de lavanda que permanece no ar mesmo depois da janela aberta.
O velho, convenhamos, morto de sono às dez da noite, não tinha nada que descer escada de madeira sem meias antiderrapantes. Há imprudências que a maturidade não corrige, apenas disfarça de cansaço. Em minutos, ela, médica, já levava o pai à emergência hospitalar. Ele passaria a madrugada em observação, entre exames, luzes frias e a paciência treinada de plantonistas.
Havia no ar uma incerteza nada metafísica, de ordem prática: atendimento médico no exterior costuma surpreender quem não se escora num seguro redigido na língua de Shakespeare. Não era o caso. Mas as letras miúdas de uma apólice sempre assombram.
Entre o protocolo e a vigília, a filha, ciência à parte, amarrou no pulso do pai três fitas. Fez isso solene, como pacto. Ordenou que não as retirasse em hipótese alguma. Só o suor, o sabonete e o tempo teriam esse direito. Não eram enfeite nem superstição. Eram uma espécie de prontuário íntimo, escrito sem palavras.
Ela crescera entre os cinquenta tons de azul do litoral nordestino. Brincara com conchas e peixinhos em Maceió, Recife e Salvador, desde cedo aprendendo que o mar tanto acolhe quanto devolve. Até que o destino a puxou para Brasília, onde a infância se despede e o futuro começa a cobrar sua parte, sempre adiantado e quase nunca com desconto.
Na Bahia, aprendera que fé se amarra no pulso. Descobrira o Senhor do Bonfim — acordo antigo entre Cristo e Oxalá, entre o sagrado e o profano — e o poder das fitas coloridas, onde cada nó carrega um pedido sussurrado, constrangido. Os dela, ainda pequena, eram diretos: queria voar, fazer mágicas e comer sem engordar. Desejos desmedidos? Talvez. Mas há pedidos tão limpos que a vida escuta com mais atenção, reconhece a voz inocente de alguém no começo da jornada.
Antes disso, ainda em Alagoas, numa manhã na casa de amigos, à beira da piscina, viu sua mãe salvar uma criança do afogamento. Ali, sem discurso e sem plateia, decidiu que um dia também cuidaria de vidas. A medicina começou antes dos livros, no susto e na urgência de quem não aceita perder enquanto houver chance de virar o jogo.
Nunca se soube quando as fitas coloridas da infância se desfizeram. Sumiram como o rumor de uma onda que volta ao mar, sem deixar rastro visível. Mas os três pedidos foram atendidos.
Voou quando se tornou médica — e seguiu voando mais alto. Fez-se mestra e doutora, atravessou a neurologia, a epidemiologia, a ciência da saúde populacional. Agora também ensina, pesquisa, lidera centros de estudo. Descobriu que subir não afasta o chão: apenas amplia a paisagem.
Fez mágicas ao quebrar paradigmas e abrir trilhas na mata fechada. Latina, mulher, raridade não branca em poltrona onde o poder costuma vestir outra pele. Hoje palestra, publica, forma gerações sem jamais confundir mérito com privilégio. E desenha traço a traço o amanhã da medicina como quem cria o futuro antes que ele se torne mera fatalidade.
Quanto ao terceiro pedido, o mais desafiador, aprendeu a alimentar a alma. Mantém o corpo em guarda e o espírito abastecido de compaixão e justiça. Já orientou dezenas de jovens pesquisadores, muitos deles vindos de onde quase ninguém olha. Seu reconhecimento mora menos nos prêmios do que nas pessoas que ficaram de pé depois que cruzaram seu caminho.
Hoje, cinco meses depois da queda naquela noite, o pai andou relendo memórias de sua filha. Ela fala de fé e superação, de envelhecimento saudável, de inteligência artificial a serviço da saúde. Diz que resistir e persistir não são slogans. São verbos a serem conjugados todo dia, mesmo quando bate o cansaço.
E era uma vez um pai — este que vos escreve — que não imaginava aonde ela chegaria. Que, volta e meia, lembra de quando a embalava, cantarolando “Se essa rua fosse minha”.
No máximo, torcia para que a febre cedesse. O resto, o tempo amarrou.
Tal pai, tal filha… “subir não afasta o chão: apenas amplia a paisagem” vida longa e próspera a ambos
ResponderExcluirQuando a ciência "matéria" fica aliada da fé "espírito" e do amor de filha(o) uma queda vira texto de crônica e lembrança boa. Parabéns.
ResponderExcluirBom dia Parahyba - Caro amigo!
ResponderExcluirExcelente. Parabéns para toda a família.
A Doutora, abençoada pelo Senhor do Bonfim da Bahia, além de abençoada foi tocada pela genial genialidade.
Essa está e estará sempre no POHDIUM 🫶👏👏👏👏
Depoimento, carta de amor, crônica brilhante de um pai orgulhoso com justiça e genialidade!
ResponderExcluirParabéns aos pais e à filha! E… vida longa com as fitinhas 💞
É fundamental redobrar os cuidados com quedas, sobretudo quando vamos ficando mais experientes — um verdadeiro contrassenso. Por outro lado, envelhecer tem sua beleza: acompanhar o percurso dos filhos e sentir o orgulho que ele nos traz. Parabéns, Hayton, por nos permitir viajar em suas crônicas e por compartilhar a trajetória de sucesso de sua filha médica. Na fé, o que realmente importa é o caminho, sempre pautado pela escolha do bem e pela sabedoria de distinguir entre o certo e o errado.
ResponderExcluirTexto escrito com a razão e o coração ! Maravilhoso !
ResponderExcluirBilhante crônica envolvendo amor, família, tradições, espiritualidade e união familiar.
ResponderExcluirO uso simbólico das fitas do Senhor do Bonfim conecta as raízes nordestinas da agora Doutora e Mestra na área médica com seus grandes feitos na neurologia e epidemiologia, com destaque para o grande mérito atrelando sua ascensão em espaços de poder internacionais e que a mesma nunca a afastou da compaixão e da justiça social que aprendeu na infância.
E os sonhos de menina, atrelados à vocação, hoje é motivo de um justo orgulho de pai que passou os ensinamentos de humildade, compaixão, carinho e muito amor, proporcionando os grandes feitos de hoje.
O tempo passa e as nossas pequenas criaturas, hoje gigantes, serão sempre nossas eternas crianças.
Valeu nobre Hayton e parabéns pela belíssima trajetória da filhota. 💓💖💞🎯
Fitas amarradas, mãos e corações unidos, desejos realizados, exceto um, perverso, oh céus, mas as meias não podem sair dos pés, o voar é elevar mais ainda as memórias e fortalecer o amor.
ResponderExcluirÓtimo texto🙏
Costumo dizer que a vida é um filme sem edição. Não é um álbum de fotografias.
ResponderExcluirDepois de assistir a muitos filmes de suspense, terror, drama, romance, comédia e tudo quanto é gênero, posso afirmar que histórias de Filhas e Filhos que encantam Pais e Mães está no topo das minhas preferências.
Quanto amor envolvido ! Uma declaração dessa é para poucos… Fico, emocionado e num misto de felicidade e orgulho, não canso de me surpreender com essa desenvoltura em meio a geografia dos sentimentos e as palavras que você sabe tecer tão bem ! Transitar neste universo, com essa poética, onde o belo se mistura a sonoridade do bailar dos sentimentos em meio a palavras delicadamente cirúrgicas é um dom que só mesmo o divino nos pode legar, este sem nó no pulso mas com uma dose cavalar de muito amor !!! Abraço amigo ! Mário Edson
ResponderExcluirAdorei o resistir e persistir. É muito inspirador dizer isso pra si mesma. E ao traspor para cá, todos nós nos deixamos tocar por tamanha beleza do vôo da menina das fitas, médica de catiguria.
ResponderExcluirEspetacular! A vida nos agracia com filhos que, vez por outra, julgamos não merecer, mas essas “fitinhas” nos amarraram muito bem. Abração,
ResponderExcluirGradim.
Mais um mergulho no seu mundo íntimo, que nos permite vivenciá-lo, através de um recorte de suas reminiscências, tão bem aqui traçadas, recheadas de cuidados e, principalmente, Amor.
ResponderExcluirE, coincidentemente, a crônica começa com um tombo, tipo de acidente que, infelizmente, foi o estopim que desencadeou ontem no final da trajetória do colega Ulisses Fernandes, após três meses de luta.
Andar com fé eu vou… e a fé não falhou.
ResponderExcluirEssa crônica poderia levar o título de Missão Cumprida, ou ainda, Relato de um Pai Corujão, mas foi muito bem escolhido. E que bom poder contar a trajetória vitoriosa de uma filha! Que Deus a abençoe para seguir nessa profissão árdua que é a Medicona e te dê muitos anos de vida com saúde para acompanhar muitas outras vitórias que ela terá no caminho. Nelza Martins
Lindo texto ,amigo !! Homenagem muito oportuna nos dias atuais !!
ResponderExcluirQue depoimento lindo. Que texto "bem amarrado". Parabéns!
ResponderExcluirDenominaria as três fitas de PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO! É preciso que a gente evite a fragilidade do tempo. Inspiração na situação de uma queda, gerando uma bela reflexão de FÉ, FAMÍLIA, DEVOÇÃO E AMOR NO CORAÇÃO! Saúde para nós e para quem cuida da gente com muita determinação.
ResponderExcluirEm "Três fitas", você, Hayton, constrói uma crônica delicada e profunda sobre memória, fé e cuidado. Através das fitas amarradas no pulso do pai, a filha transforma um momento de fragilidade em um gesto simbólico de proteção e afeto, ligando suas raízes culturais, sua jornada profissional e a relação entre gerações. O texto, ao mesmo tempo íntimo e universal, celebra a resistência cotidiana e o amor que se manifesta nos detalhes mais silenciosos.
ResponderExcluirO resultado é uma crônica de amadurecimento mútuo, em que o amor e o orgulho aparecem entrelaçados, amarrados com a mesma discrição das fitas do Senhor do Bonfim. Parabéns, Hayton!
ResponderExcluirHistória bonita, crônica impecável.
ResponderExcluirO autor fala de si e sua filha, mas também fala de ciência e fé, que devem andar juntas.
Quisera fosse sempre assim no mundo da medicina.
Parabéns de novo, meu amigo escritor.
Que legal Hayton! É muito bom falar de nossas crias! Parabéns!
ResponderExcluirQue bela crônica, depoimentos, tratando de um amor que não precisa de exageros para ser imenso: o amor entre filha e pai, feito de presença, de cuidados, de gestos simples que, no fundo, sustentam uma vida inteira.
ResponderExcluirHá, no texto, uma reciprocidade comovente: o pai que se orgulha da filha como quem vê o mundo dar certo, e a filha que olha para o pai com a gratidão de quem reconhece a raiz do próprio caminho.
O sucesso, aqui, não aparece como vaidade, mas como consequência natural de um vínculo bem construído - um orgulho limpo, digno, que não humilha ninguém, apenas celebra. E talvez seja esse o maior mérito da crônica: mostrar que algumas conquistas não se medem por troféus, mas pelo amor que se mantém de pé, mesmo quando o tempo insiste em passar.
Os sonhos de criança são os mais límpidos e sinceros. Eles fazem a magia acontecer.
ResponderExcluirE os embalos nos braços do protetor… ah… quanto privilégio. Quem dera Deus, por um capricho, os fizessem eternos.
👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏
ResponderExcluirDelícia de texto!
ResponderExcluirAh, essa não dá pra comentar. Só ler com um sorriso contínuo de embevecimento no rosto...
ResponderExcluirEu não só conheço a protagonista, eu a admiro muito e sou testemunha do seu voo na medicina.
ResponderExcluirAmei a crônica. Que linda e merecida homenagem.
Eu só não sabia que ela tinha amarrado três fitas no pulso do pai. A fé sempre fala mais alto. É a confiança no Todo Poderoso que nunca falha.
Quanto a cuidar de vidas e fazer o bem às pessoas, também sou testemunha de que ela aprendeu no seu núcleo familiar com seus pais. Há mais de duas décadas, vejo o pai dela, homem de coração largo cheio de compaixão e justiça, fazer isso com as pessoas que cruzam seu caminho.
Essa família é a minha família do coração. E como sou feliz e grata a Deus por esse presente.
Amo vocês!!!
Caro Hayton,
ResponderExcluirDesta vez você abordou temas de um interesse profundíssimo, unindo a fragilidade de um tropeço doméstico à solidez de uma trajetória de vida admirável. É tocante notar como a ciência e a fé se dão as mãos em sua narrativa: no momento do susto, a médica cede lugar à filha que busca nas fitas do Bonfim um amparo que os protocolos hospitalares nem sempre alcançam.
Sua escrita revela que as grandes vocações nascem de exemplos silenciosos, como o salvamento que ela presenciou ainda menina. A forma como os desejos infantis de "voar e fazer mágicas" se converteram em títulos acadêmicos e superação social é de uma poesia rara. No fim, o que fica é a beleza desse ciclo: o pai que antes vigiava a febre agora descobre que o tempo, com seus nós e esperas, cuidou de transformar o cuidado em orgulho. Uma leitura que, de fato, alimenta a alma.
Bela história. Aguardo o outro lado. Cada um dos 3 filhos contar suas visões daquele q segurou nas suas mãos nos primeiros passos. Luis Antonio.
ResponderExcluirLula, meu amigo, mal damos conta do amor pelos nossos. Exigir reciprocidade é condicionar sentimento. Amor de pai, você sabe melhor do que eu, nasce como rua de mão única, com a chance de um dia virar mão dupla.
ExcluirTexto emocionante ! A força e garra dessa protagonista é indiscutível! Que ela continue desbravado esse mundo! Nos presenteando com suas descobertas ! Ela é meu grande exemplo !
ResponderExcluirHayton nos oferece uma aula, talvez involuntária, de como homenagear a trajetória de uma filha sem ser piegas, pretensioso, arrogante ou simplesmente exagerado.
ResponderExcluirExercitando mais uma vez a arte de transformar prosa em poesia, o autor nos faz viajar pelas memórias que tecem vidas.
Texto lindo e emocionante! Como disse um outro comentarista, íntimo e universal!
Nessa crônica de hoje você lembra um copista da antiguidade com um viés novo do presente que não resiste a dar sua opinião pessoal. Eu falo sobre a Lídia como se fosse uma ex-aluna querida que me enche de orgulho (como o pai) e satisfaz o meu compromisso de sempre me alegrar em ser ultrapassado pelos meus alunos. Em realidade eu criei essa imagem, “triste do pai que não é ultrapassado por seus filhos”, pensando nos meus filhos reais, mas logo descobri que todos os meus alunos também eram filhos, ainda que de uma linhagem diferenciada. Amigo Hayton: Como é bom ler suas crônicas semanais. Quando termino de lê-las saio de mãos dadas com a saudade certo de que a vida vale pelas pessoas especiais que amamos e por tantas outras com quem compartilhamos o mistério de aprendermos juntos.
ResponderExcluirQuão emocionada fiquei com o relato, tão suscinto da vida de uma doutora, que para mim nunca deixou de ser aquela pequena e linda menina com quem brincava numa cadeira de rede na sua infância. Sempre muito focada e firme no que queria, mas de uma meiguice e singeleza ímpar, que lhe é peculiar. Sinto-me privilegiada em conhecer e viver um pouco da história dessa menina, hoje autoridade da ciência médica. Parabéns para a família.
ResponderExcluirParabéns pela crônica! Um verdadeiro tratado de amor e carinho. Eu diria que estamos diante de uma justa e oportuna homenagem. Justa porque a protagonista conquistou, com muito trabalho e dedicação, o direito ao texto e oportuna porque HOJE, 04/FEV/26, a Igreja Católica anuncia aos fiéis o evangelho Mc 6, 1-6, que trata da chegada de Jesus a Nazaré, sua terra, onde proferiu a seguinte frase: "Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares." Minha sobrinha não apenas conquistou a América, mas tem sido motivo de orgulho para amigos,
ResponderExcluirparentes e familiares. Que Deus a proteja!
Toda caminhada inicia com o primeiro passo ou os primeiros passos... E esses, se forem firmes, darão o ritmo e impulsionarão os demais. Hoje o pai descreve, com orgulho, a trajetória de vida da filha. Mas, certamente, foi o "chão" que os pais proporcionaram que fez com que, no caminho, os obstáculos fossem visíveis a ponto de poder contorná-los... O mérito, sem dúvida, é de quem empreende a caminhada, por ter aprendido a caminhar, pelo chão que foi oferecido pelos pais... Então, a família toda está de parabéns pelo sucesso da filha. E que o pai aprenda - que ainda dá tempo - que somente "meias antiderrapantes" não farão diferença...
ResponderExcluirExcelente crônica...
Que haja mais vida entre vcs para q menos quedas existam, e caso haja, que ilesos saiam, pai e filha, mas que os laços que os unem, sejam a cada dia mais fortificados... laços que unem e amparam... e que apesar do tempo, suor e sabonetes, nunca serão desgastados.
ResponderExcluirQue a união perdure do além vida... e quando a morte chegar, que seja longe para vcs, as crônicas sejam a manutenção destas memórias vivas...
Que seu pai se inspire cada dia a mais e mais em vivências com vc, com os seus... e que, assim como as águias, santa terezinha nos ensina, possam vcs, estar mais alto e perto dos céus....
Queria ter escrito o que seu homólogo Sergio Riede escreveu. Soube mostrar orgulho da filha sem os outros adjetivos citados tão bem pelo Riede. Só fiquei curioso para saber do desfecho clínico da vítima da queda. Parabéns mais uma vez! Diniz.
ResponderExcluirNem lesão cerebral, nem fratura no quadril, nem conta a pagar no exterior, Diniz. Só o susto e uma batelada de exames. A seguradora negociou com o hospital e, ao que tudo indica, chegaram a bom termo. Por coincidência, ao chegar em casa na manhã de sábado, dei de cara com a notícia da morte de LF Veríssimo. Isso doeu bem mais.
ExcluirVer um pai cheio de orgulho pelas conquistas de seus filhos é para mim um motivo de grande alegria. Graças a Deus você fez por merecer essa felicidade.
ResponderExcluirParabéns!
Filhas que voam, são desafios pra qualquer pai. Acabei de falar com uma das minhas, hoje, no Quênia, mas voou cedo para a Holanda em busca dos próprios sonhos, a neurociência é a razão da mudança de continente. Se volta deste voo eu não sei, para nós resta rezar, pedir proteção a Deus e fazer o que você fez com o brilhantismo de sempre, registrar o orgulho de estar presente com o olhar de pai, de paciente e com paciência para assistir a história maravilhosa que ela, com certeza, vai escrever. Aguardamos os novos episódios.
ResponderExcluirA crônica desta quarta embeleza o dia e toda a semana até a próxima quarta-feira.
ResponderExcluirQuando estamos tão desiludidos com os novos médicos, a nova medicina, Hayton nos traz a prova de que há, sim, esperança.
E assim como sua filha, muitos outros, sucessores nossos, estão trabalhando com afinco e amor, antídotos poderosos contra a negligência e o superficial.
Um abraço para o cronista e sua admirável filha e obrigada por suas palavras de hoje, que inundaram de alegria meus pensamentos.
Crônica com muito amor e respeito envolvidos. Sensibilidade de um pai que é admirador e orgulhoso, ao mesmo tempo. Parabéns!!!
ResponderExcluirMuito linda essa crônica real de um pai cheio de orgulho, e que nos remete a também lembrar cada detalhe com nossos filhos, nossos tesouros. Parabéns grande pai!
ResponderExcluirComo pode alguém inspirar-se num episódio que por pouco não lhe causou males talvez irreparáveis pra produzir uma pérola - sim, é esse o nível de sua crônica - assim tão tocante???
ResponderExcluirEu fico a imaginar o que deve estar pensando e sentindo sua filha, afinal ela foi quase protagonista no episódio e, além de saber que carrega uma carga genética pesada, tem certeza de que nenhuma universidade é capaz de só por seus ensinamentos fazer com que alguém seja capaz de produzir uma obra como essa sua aí.
Haja capacidade criativa e perfeição redacional!!!
De qualquer sorte, mesmo tocado e abismado com sua criação, prefiro que você não volte a ter motivo pra tamanha inspiração.
História maravilhosa!
ResponderExcluirOrgulho de Pai, honra do ser humano.
Parabéns aos dois!
Que orgulho para voces, amigos!
ResponderExcluirComo sempre,Hayton,suas crônicas são especiais,e,neste caso,sobre sua Garotinha,dispensa comentários!
ResponderExcluirUm AABBração
Tive/tenho o privilégio de conviver com Lidinha, aliás Dra Lídia. Linda "por fora e por dentro": humilde, inteligente, empática e uma Médica competente e humana. Fruto da excelente educação e DNA dos pais. Hoje é uma das referências nos EUA. Fiquei emocionado em ler esta bela crônica! Parabéns a Magdala e Hayton.
ResponderExcluirVerdadeiramente emocionante, parabéns pra vc, Magdala e sua querida filha. Amei.
ResponderExcluirExistem pedras no caminho, sim. Mas as flores são em quantidade bem maiores. Esse Pai - que me deu a hora de poder ser seu amigo - bem sabe dessas pedras. Conhece-as. Com certeza também conhece a magia embalada ao som de sagrados tambores da Bahia, representada pelas indefectíveis fitas coloridas. Todas com as cores da fé, do amor, da solidariedade. Esse anjo que teve seus três - e outros mais - pedidos atendidos, sabe muito bem tornar esse sentimento de gratidão quase indefinível, um belo tributo à Vida.
ResponderExcluirQue Crônica suave, feliz e recheada de gratidão.
Parabéns!!!
Abração!!!
Mário Nelson.
Resistir, Persistir, aí eu complemento:
ResponderExcluirNunca Desistir...
Parabéns Hayton/ Magdala e a nossa Protagonista "Lidia"!!!
Que história de vida linda!
Orgulho dos Pais....
Que Deus abençoe a família 💫🙏
Texto bem articulado, refletindo o orgulho de um pai com a filha, que demonstra o carinho e apego com o velho pai. Pois nada como uma boa educação, que, com cuidados necessários, se torna uma companhia mesmo na ausência. Abraços.
ResponderExcluirPai,
ResponderExcluireu li a sua homenagem em silêncio.
Depois li de novo.
E mais uma vez.
A cada comentário, a cada palavra de carinho das pessoas que caminharam com você — algumas que eu conheço, outras que nunca vi — eu chorava baixinho e pensava a mesma coisa que você me ensinou a vida inteira: “eu sempre tive mais do que merecia.”
Se eu cheguei até aqui, não foi por acaso.
Foi porque, desde o começo, eu tive alguém na porta, de guarda.
Alguém que me protegeu, me guiou e, principalmente, me deu exemplo.
Você nunca foi e nem tentou ser perfeito. Pelo contrário — sempre me lembrava:
“ninguém é perfeito”.
E talvez por isso eu tenha aprendido tanto com você.
Aprendi com seus acertos.
Aprendi ainda mais com a sua humanidade.
Nunca vou esquecer o dia em que fui roubada no estacionamento da emergência do hospital da Ceilândia, enquanto eu cuidava de crianças e feridos. Levaram meu carro, minha carteira, minhas coisas…
Você podia ter escolhido a raiva. Podia ter escolhido a vingança. Podia ter colocado aquelas pessoas na cadeia.
Mas você escolheu o perdão.
Na época eu achei que era só compaixão.
Hoje eu entendo que também era visão.
Era estratégia.
Era amor me protegendo de um perigo que eu nem enxergava.
Ali eu entendi o tamanho da sua liderança.
Você sempre repetia: “Só não tem jeito pra morte.”
E quando eu ficava angustiada, frustrada, perdida, você me ensinava a olhar de novo, por outro ângulo, a refazer, a insistir.
Você me ensinou que a vida não é sobre não cair — é sobre se adaptar, renovar, crescer.
Talvez por causa das dores que você viveu, você tentou fazer com que eu sofresse menos.
Não me colocou numa redoma.
Você me preparou para o mundo.
Quando eu disse que queria ser médica, você me mandou ser voluntária numa casa de saúde pública (pra idosos abandonados). Eu achei que era castigo (pq não quis ser bancária). Hoje eu sei que foi um dos maiores presentes da minha vida. Foi ali que eu entendi o que a medicina realmente significa.
Cuidar de gente.
Olhar nos olhos.
Servir.
Quantas vezes eu ouvi: “Minha filha, tenha paciência com seu irmão.” “Peça desculpas à sua mãe.” “Minha filha… me perdoe.”
Sem discursos longos, você me ensinava fé, caráter, integridade.
E nunca esqueço o dia da inscrição da residência no Rio de Janeiro. As paredes marcadas de tiros, o barulho do entorno, o medo silencioso no ar.
Você olhou pra mim e perguntou: “É isso mesmo que você quer?”
Quando eu disse que sim, você não tentou me impedir.
Você me deu algo que nem todo pai consegue dar: autonomia.
Mesmo querendo me proteger, você me deixou escolher meu próprio caminho.
Isso também é amor.
Hoje eu olho pra trás e vejo que, em cada fase da minha vida, você estava ali — às vezes segurando minha mão, às vezes me soltando para que eu aprendesse a andar sozinha.
Obrigada por cada valor.
Por cada correção (com aquela voz grossa e alta)
Por cada perdão.
Por cada liberdade.
Obrigada por me ensinar a sorrir das minhas imperfeições e a construir relações com gentileza.
Obrigada por me ensinar a agradecer todos os dias antes de dormir.
A todos os seus amigos, à nossa família, às pessoas que escreveram palavras tão generosas (e até aos anônimos) meu carinho profundo. Vocês fazem parte desse caminho bonito que Deus, e todos os santos da Bahia, me permitiram trilhar.
Eu peço a Deus todos os dias a chance de retribuir, de alguma forma, todas as bênçãos que recebi.
Obrigada e Se cuide!
Cara Lidia, seu pai é um ser humano fora da curva, e que aprendi a admira-lo, e hoje tenho a honra de tê-lo como amigo.
ExcluirO que vc escreveu diz muito de quem vc é, parecidíssima com ele.
Parabéns pela sua trajetória, que ele contribuiu com muito amor, dedicação e compreensão.
Fraternal abraço
Emocionante! Lançamento oficial do Blog da Lídia. De alguma forma pode seguir o dom paterno de ser cronista/escritora.
ExcluirUau!!! Que depoimento comovente da sua filha. Me emocionei bastante.
ExcluirTer filhos exige de nós muita coisa, muitas abnegações e concessões, muito esforço, preocupações, investimentos de tempo e dinheiro que não há como quantificar e, para quem não tem filhos parece ser um grande sacrifício, mas o amor com tudo que fazemos por eles também é imensurável e transformador e, a gente faz sem esperar nada em troca, apenas que cresçam, se tornem independentes e sejam felizes e a felicidade deles passa a ser a nossa felicidade também.
Mas quando se lê um comentário como o da sua filha, a ficha cai e, não há outra coisa a se dizer senão: vale muito a "pena", porque na verdade nem é pena, como algo que compensa o sofrimento, esforço ou sacrifício, mas ao contrário, é alegria, realização, sensação de responsabilidade e de um bom dever muito bem cumprido e, de forma leve, prazerosa, presente e exemplar.
Parabéns, Hayton. Eu não lhe imaginava um pai diferente do que foi descrito por sua menina.
Amor vai, amor vem... amor envolve. Que belo texto, que mensagem tocante, Lídia. Parabéns
ExcluirEmocionante ! Ao citar o a frase do pai: "eu sempre tive mais do que merecia", Lídia toca fundo nossos corações, não só o do papai Hayton. . Ao fazer isso, ela valida a humildade que ele a ensinou. É emocionante perceber que, para ela, a maior riqueza não foi o sucesso na medicina, mas o "homem na porta, de guarda". Ela reconhece que sua base não foi construída sobre privilégios materiais, mas sobre presença e proteção. Hayton, você fez de sua filha uma grande mulher, uma profissional exemplar e um ser humano maravilhoso. Parabéns a você e a ela que soube aproveitar as lições de vida e de humanidade.
ExcluirLidinha e Tio Hayton, impossível conter a emoção com esse depoimento tão lindo. Confesso que tive um pouco de inveja… ou muita mesmo, daquela inveja de viver o que não pude viver pela precoce partida do painho. Mas fico de cá, admirando a louvável relação de vocês. Que seja espelho para muitos lares. Beijos carinhosos, Manu
ExcluirPrezada Lídia,
ExcluirVocê diz em sua personalíssima “carta aberta” para seu pai do que ele representou para você e do que ele representou e ainda representa para muitos.
Permita-me a ousadia da intimidade, que não desfruto. Mesmo estando com uma “asa quebrada”, - implante de uma prótese de úmero -, o que me acrescenta algum grau de dificuldade com o teclado, achei que, diante de teu belo texto, deveria escrever algo.
Não conheço o Hayton, cara a cara, olho no olho, frente a frente. Fui apresentado a ele por um amigo comum – Júnior Pordeus -, que me falou: Oitavo você deveria mostrar os seus textos para o Hayton. Confesso, relutei um pouco, tive um certo temor de não ser bem aceito, ou coisa parecida. Mas ele insistiu, isso não acontecerá. Deixei a timidez de lado e entrei em contato com ele.
Pois bem, mandei um texto e achei generoso da parte dele ter tecido comentários a respeito. Foi gentil. Apontou caminhos.
Daí por diante, passei a ser leitor assíduo das crônicas que escreve no Blog. Tudo isso talvez não seja nenhuma novidade nem para você nem para muitos. Para quem o conhece de perto é provável que seja até um tanto óbvio.
Mas diante dessa obviedade, que provavelmente nem acrescenta muito, gostaria de testemunhar algo bem pessoal.
De 2023 para cá, enfrentei vários problemas de saúde, com certo grau de gravidade. Lia as crônicas que ele publicava, mas não tinha ânimo nem lucidez para fazer algum comentário, coisa que costumeiramente fazia.
Recebi uma mensagem dele: “senti sua falta. Que houve?”
Relatei o que se passava. De pronto, ele disse: “tenho um apartamento em São Paulo. Um dos meus filhos mora lá. Ele o receberá pelo tempo que for necessário”. Desnecessário dizer qualquer outra coisa.
Do que cronista que é, não tecerei comentários. Do ser humano que é, tem a minha admiração e o meu respeito. Acrescento agora essa admiração por ti.
Hayton e Lídia,
Se espirrarem, saúde!
Vão pela sombra!
Mas se tiverem que pegar um pouco de sol, que tal caminhar pelo lado da rua onde bate o sol.
On the Sunny Side of the Street
https://www.youtube.com/watch?v=AbZo4xQy9nA
De repente me descubro como minúsculo e orgulhoso figurante no magnífico cenário que engalana sua própria vida e agora atinge os píncaros da glória na realização do seu sonho maior traduzido no sucesso pessoal, intelectual e profissional da Lídia. Foi uma benção voltar a encontrá-lo depois de tantos anos e poder compartilhar desse momento tão singular e grandioso de sua vida familiar. Hosanas às alturas. Parabéns meu amigo! A você e à Magdala.
ExcluirLidia, passando p te dizer q o momento de leitura da crônica foi terno e poético. Qta cumplicidade e qto amor! Lindo!✨
ExcluirLídia, que declaração, verdadeira expressão do coração, de ensinamentos, gratidão e reconhecimento. O coração do Pai, com certeza, bateu mais forte e acelerado. Além de muito feliz.
ExcluirQuerida Lídia, sou uma das leitoras, colega e admiradora de seu pai.
ExcluirLendo seu comentário, onde compartilha o relacionamento de pai e filha, fico emocionada e gostaria de lhe dizer que, também eu - assim como muitos colegas que conheço - fui uma filha adotiva de seu pai. Na função de executivo do Banco, ele foi exatamente como você descreve: honesto, exigente e, acima de tudo, humano.
Que privilégio o seu e o dele.
Que Deus a abençoe e tenha você certeza, seu pai está mais que recompensado com a filha corajosa, honesta e humana.
Depois de velho o tal do aiton inventou de ser beletrista e também inventa a repercussão de suas letras
ResponderExcluirCom certeza, a admiração entre pai e filha, é recíproca. Quanta gratidão nas palavras de sua filha. O seu texto, em homenagem a ela, é primoroso; mas o texto dela em agradecimento, é uma pintura, de tão lindo! Parabéns aos dois!
ResponderExcluirQue bela a msg. da Dra. Fiz aquele desafio. Isso q eu precisa ler. Reflexo claro de quem é vc, quem é a filha. Não existe milagre, nem Jesus os fez, existem mãos, mente, coração moldando com exemplos e atitudes aqueles q Deus nos confiou para participarmos das suas jornadas. Sejam filhos, funcionários, amigos. Luis Antonio
ResponderExcluirParabéns, mais uma vez, Hayton, por ter uma filha que herdou o dom da escrita do pai e que, com sensibilidade, testemunha ter sempre contado com apoio, incentivo e ensinamentos. Ao longo da caminhada, pai e filha estiveram de mãos dadas e, mesmo à distância, esse vínculo segue firme.
ResponderExcluirMeu caro amigo. Tive o privilégio de trabalhar ao seu lado e, emocionado, constato a beleza integral de sua filha. Traduz exemplo é referência. Tenho uma garota, também médica, que se assemelha a Lídia. Grandes abraços que estendam a Magdala.
ResponderExcluirBelíssimo reconhecimento. Sem palavras. É essência de família, espiritualidade e trabalho demonstrando o verdadeiro amor e cuidando dos pais na preparação dos filhos para o grande voo da independência emocional e financeira.
ResponderExcluirShow de crônica, Hayton. O texto revela, com delicadeza, como certas presenças moldam destinos. Ao acompanhar a trajetória da filha, o pai percebe que ensinar e cuidar vão muito além de funções profissionais: são atos que permanecem na vida das pessoas mesmo depois das quedas. O mestre, ao despertar consciência e esperança, e o médico, ao unir ciência, fé e humanidade, tornam-se referências silenciosas de resistência e superação. Em ambos os papéis, a transformação acontece no outro — e é ali que reside sua maior relevância.
ResponderExcluirSabe, meu amigo, o que levamos da vida pode ser uma recordação de amor ou de ódio. Você escolheu a de amor. Tudo que aconteceu com a Lídia é reflexo direto do grande pai e amigo que você sempre foi. Nosso maior orgulho é ver a realização de nossos filhos. Quando eles reconhecem, milhões de vezes melhor ainda. Papel e dever cumprido. Parabéns.
ResponderExcluirQue bela homenagem sua filha lhe fez, Hayton.
ResponderExcluirAqui o amor é de mão dupla.
Talvez essa seja a melhor definição para "homem realizado". Parabéns, caboclo!
ResponderExcluirLidia ( FIFa ) você também é um pedacinho minha e do tio Nena . Amamos você . Bjs
ResponderExcluirConhecemos muito o pai e, agora, a filha! Medicina é mais que uma profissão. É missão! E levou dos pais os valores aprendidos para a vida! Parabéns, Hayton e Magdala, missão brilhantemente cumprida! Parabéns, Lídia, por estar ajudando e transformando vidas!
ResponderExcluirAprendi muito sob a chefia do Hayton na Superintendência da Bahia e continuo aprendendo com as suas brilhantes crônicas. Cada uma parece ser mais enriquecedora que a outra. Aprendi muito também com os comentários, especialmente o agradecimento da sua filha. Tudo genial!!!
ResponderExcluirLinda homenagem da Lidia, que eu não conheço pessoalmente. Fatura quitada, meu amigo!
ResponderExcluirAbração, Gradim.
Bela homenagem de pai para filha. Dito isso, providenciarei meias antiderrapantes. Kkkk
ResponderExcluirCrônica perfeita!!! Não conheço a homenageada, mas, tracei o perfil de uma menina forte, meiga, carinhosa e muito determinada!!! Os comentários, sempre complementam a crônica, com maestria!!! A resposta da Musa Inspiradora foi emocionante e mostrou a “Via de Mão Dupla” do amor, da dedicação e do educar pelo exemplo!!! Parabéns, Hayton e Dra. Lídia.👏👏👏👏👏👏👏
ResponderExcluirEu tinha registrado em meu comentário que sua filha tinha uma carga genética pesada - o adjetivo aí é no melhor sentido, claro.
ResponderExcluirO que não consegui imaginar - acho que ninguém conseguiria - era o tamanho dessa carga.
Agora foi mostrado aí, além de cientista consagrada, tem também ela o brilho do pai no manuseio das palavras escritas.
Haja parabéns!!!!!
É simples entender… “A fruta não cai longe do pé”. 👏👏 Vocês estão de parabéns!
ResponderExcluirQue lindo testemunho, amigo! Testemunho de um amor infinito e recíproco, que a gente só descobre que existe quando Deus nos concede o milagre de gerar um filho. Parabéns pela filha e use meias antiderrapante s
ResponderExcluirParabéns aos país e a filha. Virou doutora por paixão, mas também tem excelente visão das ciências exatas.
ResponderExcluirAchei a crônica sensacional e emocionante, mas, que me perdoe o meu amigo Hayton, o comentário de 05 de fevereiro, personalizando a imagem do discípulo que supera o mestre, encantou-me mais e ensinou muitas coisas que me deixaram reflexivo.
ResponderExcluirMaurício
A queda inspirou uma das mais belas crônicas do autor. Fantástico como o que foi escrito por Hayton e o comentário de Dra. Lidia revelam a beleza do ser humano, de suas relações familiares e do amor na sua forma mais pura. Já fiquei fã de Dra. Lidia. O amigo Canindé disse algo que deixaria qualquer pai orgulhoso: " Dra. Lídia é linda por dentro e por fora"! Parabéns pela crônica, pelo exemplo de pai e, claro, pela filha!👏👏👏
ResponderExcluirEscreveu com o coração e emocionou, certamente, todos nós, leitores e admiradores do Hayton. Parabéns a Lídia e ao pai da Lídia
ResponderExcluirCaro Hayton, na quarta-feira dos escritos "passei batido" e não fiz comentário à sua linda crônica - como o faço normalmente - tudo por conta de afazeres imediatos que me levaram ao esquecimento, muito embora tenha curtido, tanto no Grupo de WhatsApp quanto no Facebook, mas fui imperdoavelmente tímido, havemos de convir.
ResponderExcluirO que gostaria de dizer de sua crônica os meus antecessores esgotaram. Constatei, hoje, quando da leitura dos comentários.
No entanto, quero apenas expressar minha alegria em poder ler seus escritos a cada madrugada de quarta-feira e aplaudir o espectro desta emocionante crônica.
Vai, preso por um clip imaginário, a minha petição de pedido de desculpas.
Ave Palavra!
Se sua crônica já tem o dom de emocionar, imagine o que aconteceu, na resposta de Lídia... Não tenho palavras!!! Vou simplesmente render-me ao privilégio da emoção e da saudade dos filhos, da filha e do neto, que estão distantes. Felizmente, uma distância apenas física, que terminará em breve.
ResponderExcluirConheci o profissional Hayton, competente e respeitado ocupou vários cargos de relevância, prestígio e complexidade. Do pai Hayton só sabia de umas poucas informações, quantidade de filhos, netos, família espalhada Brasil e mundo a fora, mas, o testemunho de Lídia (acho que aqui podemos dispensar o Dra) nos mostrou que o pai supera de longe o profissional.
ResponderExcluirO comentário de sua filha é um documento verdadeiro da sua atitude como pai, amigo, orientador, dando-lhe liberdade e o livre arbítrio para seguir o seu caminho. Parabéns meu amigo por sua capacidade de fazer o bem.
ResponderExcluirCrônica muito linda. E a carta de sua filha é tocante. Me emocionei. Dois textos repletos de um orgulho recíproco bonito de se ver. Diz muito sobre o amor de vocês.
ResponderExcluirIzabela Lemos
Esse foi definitivamente a melhor crônica! O amor de pai e filha é eterno!
ExcluirTenho muito carinho por vocês!
Mariana Ferrer
...Linda crônica, caro HAYTON! Que DEUS abençoe a sua estimada filha. PARABÉNS! - José Luiz.
ResponderExcluirNão sei o que foi melhor...se a crônica-pai ou a crônica-filha...um verdadeiro show de vida! Maravilha!👏👏👏
ResponderExcluirHayton, acredito que muitos dos que leram a sua crônica *TRÊS FITAS,* sem dúvida, ficaram emocionados e de alguma forma se identificaram na condição de pais e também vendo o reflexo dos seus filhos.
ResponderExcluirProvavelmente, uma das maiores preocupações dos pais, é o encaminhamento dos filhos para a vida, tanto enquanto pessoa em seu comportamento humano e quanto ao encarreiramento profissional. E no aspecto profissional, não está restrito apenas ao sucesso financeiro, mas em uma realização de satisfação de vida e objetivos humanizados.
Você citou o nome do Shakespeare, por isso me lembrei de uma frase que é amplamente atribuída à ele: “Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.” Então a comprovação dessa realidade vem através do comentário da Lídia, um verdadeiro depoimento de amor por esse pai Hayton, que muitos já conhecem como pessoa e profissional, mas ela revela outras nuances magníficas da intimidade familiar.
“Descobriu que subir não afasta o chão: apenas amplia a paisagem.” Ao ler isso, fui reportado à um diálogo que tive com a minha filha, quando ela estava iniciando a carreira também na medicina. Pedi que ela, na condição de médica, jamais perdesse a sensibilidade. Tive como resposta que não é a profissão que faz modificar uma pessoa, mas o que cada um já traz dentro de si.
A sua crônica sempre estimula muitas reflexões, e aí tem várias vertentes, de acordo com a sensibilidade e percepção de cada um, mas o depoimento da Lídia, na visão de filha, nos traz, na condição de pais, um desejo e satisfação do dever cumprido.
Com tudo isso, a sua crônica e o depoimento da sua filha Lídia, comprovam que o grande alicerce da sociedade está realmente no seio familiar, é lá onde tudo se origina e depois se amplia para o coletivo, aí vai depender e refletir como foi estruturado.
Ler sua crônica foi um momento de poesia e delicadeza!
ResponderExcluirQue Beleza, Pintura de crônica. E descrever o crescimento, o despertar e sucesso de um filho, não tem preço. Parabéns pelo texto, pelo desenvolvimento e realização da filha, que tenho certeza é o seu; obrigado por dividir História de Vida, permitindo uma boa reflexão
ResponderExcluirMuito boa crônica!!!! Parabéns!!!!
ResponderExcluirMeu caro Hayton, releio, verbo ad verbo, sua crônica de 05.02.26. Impressiona como você se inspira em fatos de sua vida para presentear seus leitores com crônicas recheadas de lições e emoções.
ResponderExcluirNo momento em que se questiona os cursos de Medicina em muitas faculdades, TRÊS FITAS poderia ter leitura obrigatória nas aulas inaugurais Brasil a fora.
Parabéns!
Que maravilha! É muito, muito bom saber disso através de uma crônica e que crônica. Recebam meus sinceros parabéns: você, sua esposa e a Lídia e, quando puder, transmita à Lídia, (mesmo sem a conhecer) que li três vezes o que ela escreveu. Fantástica crônica.
ResponderExcluirMeu amigo, Hayton, os talentos de vocês dois se confundem, de uma forma tão próxima, que nos faz acreditar cada vez mais na força da genética. Você consegue traduzir em palavras o susto da queda e a emoção das consequências do que veio depois, o que não é novidade pra quem conhece sua sensibilidade com os escritos. A Lídia, com a habilidade muito próxima à do pai com as palavras, traduz em um texto emocionado todo o sentimento que o coração de filha pode fazer brotar nesses momentos. Nós, que somos pais e mães, sabemos da importância que têm os filhos em todos os momentos da vida. Não dá pra disfarçar as emoções quando o assunto é amor entre pais e filhos. Isso, fica bem nítido em ambos os textos, que poderíamos caracterizar como crônicas, já que, como eu disse no início, a genética os faz muito próximos.
ResponderExcluirParabéns pra ambos e, neste momento, mais particularmente para a Dra. Lídia, pela sensibilidade para com as palavras, pelo amor e pela capacidade intelectual e profissional na dedicação aos cuidados com a vida das pessoas.
Hayton, a crônica é uma emocionante declaração de amor, regada de exemplos de dedicação à família, fé, superação, humildade. A resposta de Lídia é fantástica, também carregada de emoção, quando enfatiza a importância de sua influência na trajetória dela, na orientação, proteção, no exercício do perdão, na formação pessoal e profissional pautada pela fé, caráter, integridade. Parabéns!
ResponderExcluirHayton, filhos é a maior bênção que a vida nos dá. Desde o instante em que chegam, tudo em nós se transforma. Aprendemos a amar de forma incondicional, a sonhar com mais esperança e a enxergar o mundo com mais ternura.
ResponderExcluirFilhos, são as nossas maiores riquezas, e, a continuidade da nossa prole. Quando põem em prática os nossos ensinamentos, o nosso orgulho é dobrado.
Parabéns, pelo exemplo de filha que Deus te concedeu e pelo presente de mais uma crônica genial.