quarta-feira, 10 de julho de 2024

Nao dá pra esconder

Há duas semanas, uma cantora pernambucana interrompeu um show em Mossoró, no Rio Grande do Norte, por um motivo insólito: um pum afastou parte do público da frente do palco durante a festa de São João na cidade. Após notar a dispersão, a artista brincou: "Pensei que fosse uma briga, mas soltaram um peido aí, foi? Tá podre mesmo. Carniça!". E compartilhou em suas redes sociais: "Já parei o show por vários motivos, mas por causa de um peido foi a primeira vez".


Essa situação inusitada me fez lembrar de um velho amigo, poeta matuto paraibano que vive "defendendo sua poesia a golpes de declamações por todo o Brasil em tons solenes e brincativos", como ele mesmo diz, a quem manifestei minha preocupação de vê-lo nessas aglomerações juninas regadas a comidas à base de milho verde, manteiga e leite de coco. 

Ele me tranquilizou ao explicar que, no caso de suas geniais apresentações, um pum pode mudar de um lado pro outro sem maiores consequências para o recital ou para o efeito estufa (camada de gases que envolve o planeta). “Se tem uma coisa que não se esconde é paixão, febre e catinga de peido”, pontuou.

A ocorrência também me fez recordar dos dias que sucederam o enterro de meu pai, há mais de meio século, quando minha mãe, que até hoje morre de medo de alma penada, convocou os nove filhos a dormirem ao lado dela, espalhados em colchonetes pelo quarto de casal. 

Na terceira noite, após rezar o terço pelas almas do purgatório e a luz ser apagada, um de meus irmãos libertou uma daquelas ventosidades silenciosas que fazem os olhos lacrimejarem e queimam os pelos das narinas dos circunstantes. Nem ele mesmo suportou o ambiente insalubre e se entregou nas justificativas: 

– Mamãe, acho que aquele cuscuz com graxa de galinha no jantar me fez mal... 

– Deixe de conversa! Onde já se viu cuscuz fazer mal a ninguém? Tu tá é podre, miserável! Saia daqui agora e vá dormir lá na sala! – sentenciou, tapando o nariz e levantando-se aos engulhos para abrir janela e porta do quarto.

Esses momentos burlescos escondem uma realidade mais séria sobre os gases que emitimos. Todo animal, inclusive os racionais, produz gases intestinais. Estudos mostram que um humano adulto pode liberar gases até 20 vezes por dia. A libertação de um flato na atmosfera decorre de reações químicas promovidas pelas bactérias que atuam nos intestinos, intensificadas por alimentos como feijão, ovo e repolho. Apesar de ser um processo natural, o "efeito bufa" dos outros é insuportável, especialmente em espaços fechados.

Mas a questão vai além do desconforto imediato. A produção mundial de carne tem uma responsabilidade significativa na emissão de gases do efeito estufa, superando até a quantidade de gases emitidos pelos automóveis. A digestão dos animais libera metano (CH4) na atmosfera, um gás com um potencial de aquecimento global cerca de 25 vezes maior que o do dióxido de carbono (CO2), resultante da queima de combustíveis fósseis.

Ilustração: Uilson Morais (Umor)

Circula na internet, inclusive, a notícia de que a Dinamarca vai tributar pecuaristas pelos gases de efeito estufa emitidos por seus animais. A medida, acordada entre agricultores, indústria, sindicatos e grupos ambientais, ainda aguarda aprovação parlamentar, mas promete revolucionar a política climática do país. Enquanto especialistas dinamarqueses calculam os impostos, os criadores de bois, ovelhas e porcos terão de pagar 300 coroas (aproximadamente R$ 237) por tonelada de dióxido de carbono equivalente. O valor subirá para 750 coroas (R$ 592) até 2035, com direito a uma dedução fiscal de Imposto de Renda de 60%.

Apesar de se falar muito de CO2, o metano, principal gás emitido pelos animais, preocupa mais pelo seu potencial de aquecimento do planeta. Responsável por 32% das emissões de metano, o setor pecuário se destaca no centro na agenda ambiental global.

Assim, seja no palco em Mossoró, na casa de minha mãe ou nos campos da Dinamarca, o impacto dos gases emitidos pelos viventes, embora muitas vezes encarado com humor, constitui uma ameaça que não pode ser desprezada. 

O pum que dispersou o público em um show ou a bufa silenciosa que causou risos e desconforto em família, ambos são lembretes de nossa natureza animal. Contudo, é importante não perder de vista que esses mesmos gases contribuem para um problema ambiental grave.

Portanto, enquanto brincamos sobre a carniça no São João ou debatemos políticas ambientais na Europa, não podemos esquecer que cada disparo, por mais engraçado que seja, tem um papel crucial na preservação da vida no planeta. Diminuir o consumo de carne e optar por dietas mais sustentáveis são maneiras de cada um de nós contribuir para a redução dos gases de efeito estufa.

Como o poeta diz que, "se tem uma coisa que não se esconde é paixão, febre e catinga de peido", talvez esteja na hora de não escondermos também a seriedade do impacto que cada um de nós pode causar ao meio ambiente, legando para as próximas gerações um planeta melhor. E mais cheiroso.


46 comentários:

  1. Crônica efeito "bufa" ecologicamente correta e com responsabilidade ambiental.🤣🤣
    Êta pum da gota serena. A pessoa comeu urubu e esqueceu de tirar o papo.

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  2. Sucedeu em Mossoró
    O show foi interrompido
    Pela bufa fedorenta
    Ou peido muito fedido
    É grande o efeito estufa
    Dessa tão famosa bufa
    Deixou o público aturdido.

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    1. Soube outro dia, Maurilio, que o cineasta baiano Glauber Rocha era um inveterado peidão e quando numa roda, dessas chatas, tinha uma maneira de dissolvê-la rapidamente. Sim, soltava um. Quem contava isso numa entrevista era seu amigo, também baiano, o escritor João Ubaldo Ribeiro. Dizia ele que Glauber era insuperável nessa arte. Reuniões infindáveis, modorrentas e chatas seriam ótimas para serem soltos gases letais. Os ex-bancários sabem do que estou falando…

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    2. Foi bufa ou peido mesmo?
      A sua ou de um de seus irmãos foi bufa.
      Com certeza.
      Mas a de Mossoró pode ter sido peido.
      Mas é mais provável que tenha sido bufa.
      A bufa é silenciosa, rasteira, mas sempre muito fedorenta.
      Já o peido é estrondoso, denunciador da autoria e pode feder muito ou apenas um pouquinho.
      Em Mossoró deve ter sido bufa.
      E se foi peido nem dá para saber por causa da amplitude do som de palco.
      Eis uma discussão interessante!

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  3. Quando comecei a ler, achei que seria um tipo de texto que não me interessaria. Não imaginava o desfecho primoroso que daria. Gostei muito. Como sempre o autor nos surpreendendo.

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  4. Rapaz!!! Você é demais!!! Consegue escrever sobre e descrever uma situação dessa com classe, humor e ciência. Mas a Dinamarca trocar o IR pelo imposto do PUM do gado, será que vai aumentar ou diminuir a arrecadação?
    Nelza Martins

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    1. No limite, querem avacalhar a arrecadação. Literalmente!

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  5. Como já dizia minha vó: "seguarar o peido faz mal, pois dá nó nas tripas"

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  6. Meu pai contava que lá nos Três Corações, onde nasci, um amigo dele, homem sério, mas tímido queria cortejar uma mocinha, naqueles passeios após as missas de domingo. Certa vez, acercou-se dela, e resolveu apanhar uma rosa do canteiro da praça. Ao abaixar-se… soltou um pum alto e em bom som. Ele virou-se, saiu correndo e nunca mais olhou para a moça ou frequentou a praça após as missas (Isa Musa de Noronha)

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    1. Não sabia o coitado que a moça também estava sujeita a disparos acidentais, pelo menos vinte vezes por dia.

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  7. O primo da flatulência é sempre mais ético na eructação, além de quase sempre ouvir a expressão: saúde! Enquanto os "gases indomáveis" são dispersantes de pessoas.

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  8. Ademar Rafael Ferreira10 de julho de 2024 às 07:55

    Este relato faz com que busque apoio para minha tese: "Neste assunto tem muito preconceito com o local de origem". Precisamos abolir o preconceito e sermos solidários. Sem trocadilho o Fundo Eleitoral fede muito mais.

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  9. Certa vez um colega soltou esse vento silencioso em um elevador,lotado,pense em um constrangimento.Falei pra ele: “amigo,pq não segurou”? -Ele respondeu-me: assim tem mais emoções,fica um acusando o outro,kkkkkkkkkk

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    1. "Quem está preso quer ser solto. Vai passando para não enganchar".

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  10. Que situação inusitada! O peido, um fenômeno natural e muitas vezes constrangedor, provou ser o protagonista inesperado nesse show, interrompendo a apresentação e deixando todos atônitos. Hayton, uma vez mais você soube explorar com humor e criatividade esse momento peculiar, mostrando como algo tão simples pode ter um impacto tão grande. Uma reflexão sobre como a vida nos surpreende com suas reviravoltas inesperadas, mesmo que seja de uma forma divertida e um tanto embaraçosa..Quem diria , um peido ….

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  11. O assunto é sério mesmo!
    Nos meus tempos de estudante, em Curitiba (sem insinuações com o nome da cidade), eu ficava incomodado com as pessoas que expeliam ventosidade pelo ânus (definição que à época encontrei em dicionário para peido) dentro dos ônibus urbanos lotados.
    Lembro de ter escrito uma crônica com fúria juvenil, que depois perdi e nunca mais tentei reescrever.
    Resumidamente, pensei em utilizar essas explosões orgânicas humanas como combustível para o transporte público. Seria inventado um aparelho coletor de peidos, colocado dentro dos ônibus, que transformaria essas explosões em energia.
    As pessoas pagariam as passagens em peido. Para quem estivesse com dificuldade de pagar a sua, seria oferecida porção de repolho ou estímulo equivalente.
    Ao invés da clássica frase repetida pelos cobradores de ônibus lotados ("um
    passinho mais pra frente, por favor"), seria solicitado, com muita educação: "um peidinho a mais, por favor"!
    Isso foi lá por 1975. Não estava na moda a discussão sobre meio ambiente, efeito estufa e tal. Nem eu tinha noção que estava à frente do meu tempo.
    Como extraviei a crónica, perdi a chance de virar uma celebridade, quiçá rica!
    E ecologicamente correta!

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  12. Que atire a primeira bufa quem nunca passou por uma situação de vexame "pumsístico". Seja por pensar, se der tempo, que está sozinho, que ninguém vai notar, que não fui eu, por incontinência, por maldade mesmo e por aí vai...
    Existem várias formas de alívio ou "alivio". Praticamente todos nós temos um caso a contar envolvendo o assunto tabu em comento. Menos os que não bufam e peidam, claro, pelo orifício corrugado.
    Certa feita, após o expediente, descíamos de elevador, na agência Maceió Centro, quando inveterado gaiato soltou flatulência odorífica de dar inveja a gambá em rota de fuga acossado por cachorros e gatos.
    Dois andares abaixo, adentra senhorinha e sua cuidadora, cheirando mais do que filhas de barbeiro.
    O encontro dos "cheiros", podre e de perfume, doía nas ventas e a inalação, por mais de um piso abaixo, sujeitava o vivente a desmaio convulsivo.
    A senhorinha começou a contrair as narinas e fazer aquele gesto típico de colocar o ar fétido pra fora.
    O peidão ainda teve a petulância de perguntar:
    - Está sentindo alguma coisa senhora?
    - Estou sentindo cheiro de merda debaixo de pé de jasmim! O senhor não está cagado não?

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  13. Lembrei daquela situação em que o sujeito entra no elevador junto com um casal. Numa dessas 20 situações diárias ele solta um daqueles brabos.
    O rapaz todo nervoso repreende o peidorreiro: “Como você faz isso na frente da minha namorada?!”
    E o sujeito responde educadamente: “Desculpe, eu não sabia que a vez dela”
    Mais um belo texto, grande Hayton 👍🏼😁

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  14. O peido é o suspiro da alma. Da alma sebosa, inclusive.

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    1. A crônica já fez efeito no bolso dos contribuintes…
      A carne foi excluída da cesta básica, na calada da madrugada, simultaneamente à publicação.
      😂😂

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  16. Conheço uma senhora, esposa de alguém membro de uma família muito importante, em Salvador; daquelas, cujo sobrenome, a quem o porta, abre-lhe portas aqui e alhures. Pois bem, quando mais jovem, matriculou-se em uma academia de ioga (já não sei se a pronúncia é com o “o” aberto, como antigamente ou com “o” fechado, como atualmente).
    Uma das posições, em que tinha de ficar de cabeça para baixo e as pernas para cima e abertas, era difícil de fazer. O professor sempre lhe ajudava, segurando-lhe as pernas.
    Certo dia, solicitou a ajuda do mestre para se colacar na dita posição. Cabe lembrar, que, na véspera, tinha ido a um caruru de Cosme & Damião, na casa de uma socialite. O vatapá tinha tanto camarão, que mais parecia um bobo. Interrompendo o jejum intermitente, ela se esbaldou no vatapá, no caruru, no xinxim de galinha, na frigideira de mariscos, no maturi e nas sobremesas de cocadas e quindins.
    Esquecida desse desatino gastronômico, preparou-se, com a ajuda do mestre, para se colocar na referida posição. Ao abrir as pernas, sem quer, saiu-lhe, não apenas um, mas uma carretilha de peidos audíveis em todo o salão, direcionados ao rosto do instrutor. Este, soltando-lhe as pernas, exclamou sufocado: que carniça é essa?!
    Ela saiu dali correndo e nunca mais voltou. Mudou de cabeleireiro, deixou de levar os filhos à escola, de ir ao Yatch Club e de outras coisas mais, a fim de não ter de se bater com as “amigas”.
    Hoje, muitos após o ocorrido, ela confidenciou: “pois é, minha amiga, um peido solto sem querer mudou minha vida.”

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    1. Me acabando de rir com essa história. O espaço que Hayton proporciona aos leitores enriquece muito nossas interações.

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  17. Mais um peido bem humorado!

    Ou melhor, um peido tratado cientificamente, que afeta até meio ambiente!

    Parabéns escritor super versátil, aborda com muita facilidade qualquer tema, inclusive o pum (nosso de cada dia)...
    Emílio Hiroshi Moriya

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  18. Grande reflexão. Veja que é mais uma fonte, manifestação que o mundo precisa urgentemente de buscarmos equilíbrio, a racionalidade cada dia que passa, aparece como uma exigência fundamental e necessária. . Afinal tudo tem sua contribuição positiva, aliada a um preço. A começar pelo consumo inteligente, sustentável.

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  19. O efeito estufa que se lasque. Não vou evitar uma deliciosa feijoada e nem um suculente espeto de carne.kkkk

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  20. Faltava isso, uma peça verdadeiramente inusitada entre as pérolas produzidas por você.
    Nem sei definir precisamente o sentimento que me tomou, só sei que ri como nunca na leitura de uma crônica - aí computando-se todas, de todos os cronista que li até hoje
    Fiquei também agradavelmente surpreso com tantos especialistas no assunto, como mostram os competentes comentários postados, seus leitores realmente passeiam com brilho pelo tema.
    A propósito, verdadeiramente insuperável e impagável o postado pelo Castelli, solidarizo-me com ele...

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  21. Corrigindo - "de todos os cronistas "...

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  22. Em cada crônica publicada, Hayton consegue unir assuntos de uma forma magistral. É como se fosse uma viagem em que o guia vai nos apresentando pontos surpreendentes e muito aprazíveis. Com a desta quarta retornei à infância em família e relembrei o bordão que se repetia sempre que um peidão cara-lisa reclamava do fedor: Quem primeiro sentiu por aí saiu”.
    Aí depois, entra Hayton com os problemas que os boizinhos de nossa infância nunca pensaram existir. Nem nós. Então, indo ao encontro do chamamento que o cronista nos faz ao final do escrito, está na hora de pouparmos os boizinhos, poupando também nosso planeta e, ainda, por tabela, minimizando a produção de nossos próprios gases.

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  23. Não tinha conhecimento desse”evento “ocorrido em um show . Muito boas e educativas as reflexões dos leitores . Os idosos de antigamente soltavam esses ruídos sem nenhum pudor e diziam a quem reclamasse: são apenas gases. Ainda não se falava do efeito estufa. Dei boas risadas!

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  24. Meu amigo, eu dei gargalhadas imaginando a cena no quarto da sua mãe, mas não tem quem me convença que os gases de uma vaca polui mais do que um avião voando de Recife para Lisboa ou do Recife para Monteiro.

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  25. Surpreendente o tema do dia abordado no seu texto. Surpreendente também como o efeito foi capaz de provocar dispersão na multidão que acompanhava o show. Entendo que se trata realmente de um certo exagero, pois a dispersão do efeito do pum se daria de maneira natural e rápida. Contudo…
    É, de fato, interessante uma pessoa conseguir ser bem-sucedida ao desenvolver um texto sobre um assunto tão bizarro como esse, pelo menos para mim. Contudo, devido a habilidade do autor e a sua importância junto ao seu público-alvo, ele foi bem-sucedido, uma vez que certamente muitos estão aproveitando para se divertir com histórias de pum acontecidas ao longo do tempo, bem como nas rodas de bate-papo entre os amigos. Creio que o texto está proporcionando muitas gargalhadas por aí afora.
    Até a próxima. Grande abraço.

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  26. A respeito do tema, há uma coisa curiosa: A tal fedensa é difícil de ser abordada em roda de conversa e até memo por profissionais da arte. Agora, as senhorinhas velhinhas tiram de letra.
    Uma delas, barata-de-igreja, se aproxima do novo vigário e pergunta na bucha:
    -Seu Vigário, é pecado peidar na igreja?
    -Olhe, minha senhora, não apagando a vela!?…

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  27. Nesse mundo das "bufas" e assemelhados, acredito que todos, em algum momento, maltrataram as narinas... Difícil é apontar o réu, mas a sentença é quase sempre a mesma: rua, ao malfeitor...
    Nesta crônica o autor conseguiu testar o quanto o tema é perturbador, porém muito presente no cotidiano...

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  28. E os apelidos decorrentes, então? Que atire a primeira pedra, ou melhor, libere o primeiro, quem não sabe do que estou falando. No Exército, durante o tal "Serviço Obrigatório", o mais utilizado era "Guerra Química". E pobre do coitado que o recebesse.

    Mas, todos nós sabíamos que o coitado não tinha culpa. Ou melhor, os coitados, por que eram mais de um. Às vezes, se revezando. Outras vezes, em sintonia, como executando uma Sinfonia, com direito a "Maestro" e tudo. Quem mandou servir, como prato principal, tanto no almoço, quanto na janta, e até mesmo no café da manhã, a famigerada batata doce? Cozida ou assada, ou raras vezes fritas, bem fininhas e crocantes (atualmente, seriam chamadas pelo nome chique: "Chips"). E já pensou se servissem também repolho? Nunca saberei!

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  29. Hayton, diria que você não tem jeito (risos)… de forma bastante inteligente, sempre apresentando situações hilárias, pitadas de humor, mas habitualmente nos remete para reflexões sérias nas questões e problemas sociais, ambientais, cotidianos familiares e muitos outros comuns à todos.
    E nas situações mal odoríferas, quem é que nunca…
    Grande abraço❗️

    Nelson Lins

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  30. Como sempre, crônica bem escrita, de maneira divertida, mas com informações importantes.
    De tudo isso, deduzo: precisamos deixar de comer nossos amigos animais, contribuindo, assim, com as causas ambientais!!

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  31. Agostinho Torres da Rocha Filho11 de julho de 2024 às 11:52

    "Talvez esteja na hora de não escondermos também a seriedade do impacto que cada um de nós pode causar ao meio ambiente, legando para as próximas gerações um planeta melhor." O último parágrafo do texto induz o leitor a uma reflexão séria sobre a responsabilidade de cada um com o meio ambiente, porém, no presente caso, somente uma rolha de cortiça seria capaz de auxiliar na causa. Brincadeiras à parte, devemos ter em mente que cidadania é um termo que designa a pessoa atribuída dos direitos e deveres de cidadão, ou seja, um indivíduo que vive e coabita na cidade, em comunidade e com as normas criadas pela sociedade e também em nível de negócios e decisões políticas. Entendemos que a cidadania abrange o cuidado e a preservação do meio ambiente para que todos possam usufruir de um equilíbrio equitativo, com direitos e deveres igualitários a toda população. Texto criativo e bem humorado

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  32. Essa crônica foi uma das mais engraçadas e bem boladas que já li neste espaço. Muito divertida! Quase pe*dei de tanto rir!

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  33. Jesus do Céu! O assunto é sério, político, educacional e hilário. Envolve alimentação, educação, meio ambiente, economia, política, saúde e etcetal.

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  34. Gado come capim, logo o cheiro da bufa não perturba tanto... mas uma buchada de bode pode fazer um estrago considerável... a cantora que o diga e o público que se expresse.

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  35. Nunca pensei que ia ler um texto sobre esse tema.
    Todo mundo disfarça quando o assunto é pum, principalmente quem o gera. É preconceito até mesmo falar seu nome.
    Mas aqui você desafiou a regra e pôs os pingos nos is, Hayton. Com classe.
    Quem diria …

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  36. Peguei uma incoerência, acho. No penúltimo parágrafo sugere pararmos de comer carne — o que soa politica e saudavelmente correto. Mas no meio da crônica atribui a flatulência a ovo, feijão e repolho Qual o certo afinal? Engolir, dura solução como pede a boa educação? Diniz.

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  37. Texto e comentários hilários!!! Fazia tempo que não gargalhava tanto! Show!!👏🏻👏🏻👏🏻
    Beto Barretto

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