TCHUTCHURURU!
Hayton Rocha
No começo do mês, meu amigo Sérgio Riede comemorou a chegada dos setenta anos com uma festa brega, em Brasília. Digo "brega" com carinho, sem a menor intenção de ofender. Aos setenta, a pessoa adquire o direito de ouvir Reginaldo Rossi, vestir paletó amarelo com broche de girassol na lapela e declarar novamente seu amor à cara-metade sem prestar contas ao bom gosto.
Enquanto ele fingia tocar guitarra e dublava canções que sobreviveram aos próprios intérpretes, fui transportado para União dos Palmares, interior de Alagoas. Eu tinha 10 anos e integrava o “The Friend Boys”, nome, extraído de um dicionário, que ninguém sabia traduzir, mas todos pronunciávamos com a segurança de quem acabara de desembarcar de Liverpool.
A banda era formada por mim, César, filho do marceneiro da cidade, e os irmãos Luciano e Tadeu Farias. Não me lembro de quem tocava o quê. Certamente porque ninguém tocava coisa alguma.
Nossas guitarras eram feitas de madeira. Não madeira nobre, dessas que hoje vêm acompanhadas de certificado ambiental e preço em dólar. Eram tábuas recortadas à serra e lixadas apenas o suficiente para não arranhar a barriga do guitarrista. César levava vantagem sobre nós: sendo filho de marceneiro, tinha acesso à tecnologia de ponta da época: compensado, prego, serrote e verniz.
As cordas podiam ser de arame, barbante, elástico ou linha de pesca. Produziam um “nhen-nhen” que não chegava a incomodar os vizinhos nem favorecer a paquera. Para fingir que afinávamos o instrumento, usávamos parafusos, pregos dobrados ou tampinhas verdes e vermelhas de tubos de creme dental. O fabricante da pasta jamais soube que também abastecia a indústria musical da terra de Zumbi dos Palmares.
A guitarra não tinha cabo, amplificador nem som. Ainda assim, tocávamos alto. A eletricidade vinha da imaginação, que naquele tempo não precisava de tomada nem bateria. As bocas eram suficientes.
O microfone era um cabo de vassoura. Latas faziam as vezes da bateria. Os pratos eram tampas de panela, desde que nenhuma mãe percebesse o desfalque na cozinha. Montávamos nosso palco em qualquer canto e, de repente, o quintal virava The Cavern Club, embora nenhum de nós soubesse onde ficava o famoso porão dos Beatles. Para falar a verdade, mal sabíamos onde ficava a Inglaterra.
Havia outro pequeno problema: os Beatles insistiam em cantar em inglês, língua que ainda não havia chegado oficialmente à nossa vida. Mas não nos deixamos intimidar.
“She loves you, yeah, yeah, yeah” virou “Xilóviu, ié, ié, ié”. “Help! I need somebody” transformou-se em “Rélpi! Ai nidi sambaqui”. E “Well, shake it up, baby, now” saía mais ou menos como “Uél, xeiquitópe, beibe, nau”. Cantávamos tudo com uma convicção que dispensava dicionário. Se Paul McCartney aparecesse para corrigir a pronúncia, provavelmente seria convencido a cantar no cabaré do Alto do Cruzeiro.
Alguns meninos mantinham cadernos com as letras escritas em fonética caseira. “I want to hold your hand” passava a ser “Ai uant tu rould ior rendi”. Eram manuscritos preciosos, uma espécie de Pedra de Roseta da Jovem Guarda, compartilhados em segredo por quem havia conseguido decifrar duas estrofes no serviço de alto-falante da cidade, no rádio ou na radiola.
Quando a música acelerava e o inglês escapulia de nós, recorríamos ao idioma universal dos desesperados: “tchutchururu”. Bastava manter o ritmo até o refrão reaparecer. O importante não era saber o que a canção dizia, mas cantá-la como se falássemos de nossa própria vida.
E falávamos. Afinal, toda criança compreende uma canção antes de compreender as palavras. O corpo traduz aquilo que o vocabulário ainda não alcançou. É possível que nosso inglês fosse péssimo, mas nossa meninice tinha sotaque perfeito.
Quase seis décadas depois, não sei o que foi feito dos demais integrantes do “The Friend Boys”. César, Luciano e Tadeu Farias dobraram em algumas esquinas do tempo, esse empresário ingrato que desfaz as bandas sem se preocupar com o destino de seus integrantes. Talvez ainda se lembrem de nossos concertos mudos. Ou quem sabe tenham esquecido até o nome do conjunto. De vez em quando, a memória também pratica seu embromation: inventa alguns sons, preenche os vazios e a vida pega o beco.
Quanto a mim, já não me fazem falta a guitarra de madeira nem o microfone de cabo de vassoura. Dormem no limbo onde estão os demais brinquedos da criança que fui.
Mas, naquela festa em Brasília, enquanto meu amigo celebrava os 70 anos e alguns convidados dublavam cantores e tocavam instrumentos invisíveis, tive a impressão de ouvir, muito ao longe, quatro meninos afinando instrumentos que nunca tocaram.
Então alguém gritou “tchutchururu!”. E o moleque que ainda cochila em mim, sem guitarra, sem microfone e ainda desconfiado da pronúncia do inglês, entrou no refrão.
Há canções que a gente passa a vida inteira sem entender. Mesmo assim, sabe de cor.

Bom dia, mestre Hayton!
ResponderExcluirCrônica pra nos levar ao passado meninístico de interior das mais variadas grotas sertanejas. Um primor❤️
Peço-lhe desculpas para afirmar que também fui músico deste naipe rsrs: toquei pandeiro em tampa de lata de manteiga de 20kg, toquei guitarra em cabo de vassoura, toquei bateria em latas de querosene Esso - aquele do Jacaré - só não cantei em microfone de sandália japonesa porque sou desafinado e a turma da banda me proibia. Quanto a pratos, nunca ousei por as mãos nas tampas de panelas, minha mãe, se descobrisse, me dava u'a surra de bainha de facão - hoje criminalizado - para que eu nunca mais esquecesse.
E o inglês, então, arranhávamos da mesma forma que os "The Friends Boys". Nós éramos a Banda da Rua Velha, português mesmo e homenageando nosso bairro de moradia, então nós lá sabíamos como escrever ou falar em inglês?! No curso de Ginásio tivemos como primeira língua estrangeira o francês ensinada pelo vigário da paróquia e depois por uma professora formada em Alagoinhas, tudo muito incipiente. Ouvíamos os Beatles sem saber a pronúncia e o significado de cada palavra das letras das suas músicas inesquecíveis.
Salve a memória de menino!
Ave Reminiscências!
Munique, 23 setembro 2026
tonhodopaiaia.org
Aprendi inglês ouvindo e cantando Ray Charles e a bela I Can't Stop Loving You… nunca me esqueci da letra, pronuncia e significado Bons tempos
ResponderExcluirOtima crônica!!!
ResponderExcluirMais uma vez, Hayton, sua crônica nos proporciona uma verdadeira viagem no tempo. Como você tão bem descreveu, a música faz parte das nossas vidas antes mesmo de aprendermos a falar. Que delícia revisitar essas lembranças e, melhor ainda, permitir-se reencontrar a criança que fomos e que continua ali, adormecida, esperando apenas um “tchautchaururu” para despertar.
ResponderExcluirComo diria um tal de RC, em suas Jovens tardes de domingo: "Old times, beautiful days", usando a língua natural dos Friend Boys. Belo resgate histórico-emocional!
ResponderExcluirPara estas canções o espírito captou algum sentimento e a memória gravou o momento. Abração
ResponderExcluirMuito bom. O “The Friend Boys” deveria se reunir de novo, nem que fosse a derradeira vez, e lá mesmo em União dos Palmares. Juntaria, senão com os mesmos integrantes, ao menos uns inventados. O inglês nós temos que cantar é do nosso jeito mesmo — e sambarilove. A crônica tá uãnderfú.
ResponderExcluirCaro Hayton.
ResponderExcluirHoje você resgatou, com muita sensibilidade, um dos traços mais fascinantes da imaginação juvenil, que é a gravidade e a paixão solene com que as crianças encenam o impossível. A composição que fez desse cenário é de uma riqueza admirável. Uma guitarra talhada não compensada, equipada com tampinhas coloridas de pasta dental como tarraxas de afinação, alcança as raízes da infância provinciana de todos nos. Diverti-me com sua sutil ironia ao sugerir que o amigo César dispunha da "tecnologia de ponta" simplesmente por ter acesso ao escritório do pai marceneiro, humor refinado que arranca o riso pela moda e por meio do contraste.
A metáfora da "Pedra de Roseta da Jovem Guarda", para descrever os cadernos de transcrição fonética foi ótima. Todo aquele esforço de decifração auditiva, coletado de autofalantes e radiolas de pilha, pertence a um Brasil que soube reinventar o mundo à sua maneira.
Foi impossível não evocar a lembrança de um velho amigo de colégio que passava tardes inteiras empunhando uma raquete de tênis como se fora uma legítima Fender, vociferando sucessos dos Rolling Stones numa língua franca que só ele e os deuses compreendiam. Quando a articulação do verso ruía o recurso salvador era invariavelmente esse esperanto rítmico a que você deu o nome de "tchutchururu", solução engenhosa para transpor o abismo fonético sem perder a pose.
Particularmente apreciei a transição serena que a crônica faz entre o anedótico e a filosofia do tempo. A constatação de que o tempo atua como um “empresário ingrato que desfaz as bandas sem se preocupar com o destino de seus membros” é perfeita e profunda. Do mesmo modo, a sentença de que a sua meninice possuía "sotaque perfeito" condensa, em poucas palavras, a primazia da sensibilidade sobre a convenção estrita das linguagens formais.
Ao aproximar o septuagenário em sua festa de celebração desinibida do menino no quintal de União dos Palmares, nos vem a lembrança de que a maturidade bem resolvida conquista, enfim, a mesma despretensiosa liberdade da infância, a graça de cantar sem o jugo da aprovação alheia.
Parabéns por mais esta inovadora crônica.
Até hoje as "Palmas da "União" dos garotos de Liverpool estão ecoando nos"Ares" com a criatividade da fabricação das guitarras fazerem "inveja" a Dodô e Osmar. Kitsch party.
ResponderExcluirMaravilha meu amigo! Rejuveneci 60 anos! Gratidão!
ResponderExcluirQue delícia de texto, Hayton! Me transportou aos anos 60.
ResponderExcluirNão tive a mesma sorte que você, pois minha educação paterna fiscalizava meus passos para não aderir à beatlemania. Na minha casa, "cabra de cabelo grande não tinha vez não". Para meu pai, calabrês — a versão nordestina do italiano — o corte tinha que ser escovinha militar, que o barbeiro, amigo dele, fazia com o orgulho de quem estava salvando o país daquele movimento.
A rígida fiscalização não deu certo. Curtíamos muito as músicas da época sem entender uma palavra, como você disse. Adorávamos as versões do Renato e seus Blue Caps, que depois descobrimos não ser a tradução literal. Aliás, nem sabíamos o que significava "Blue Caps".
De uma coisa podemos ter certeza, muita gente se interessou em aprender inglês por causa dessas canções.
Parabéns Hayton. Uma escrita cativante, nada interrompeu a leitura.
ResponderExcluirEuler
Crônica intimista e cativante. "Tempo, esse empresário ingrato que desfaz as bandas sem se preocupar com o destino de seus integrantes", foi uma jóia a parte. .
ResponderExcluirNem só de bola e joelho ralado é feita a infância / adolescência!
ResponderExcluirE parabéns ao Riede, que adentrou a envelhescência,
Ótima crônica.
Abração,
Gradim.
Eta crônica gostosa de ler!!!! Lembrei do início da adolescência ouvindo Telefone Pedinfo Bis, pela manhã, e ouvindo as mais pedidas à tarde. Mas, nessa época já havia as versões e era a elas que eu dedicava atenção para taquigrafar as letras e depois com minha prima cantar acompanhada do acordeon, pois ela é fera em tirar música de ouvido. Boas lembranças!!! Nelza Martins
ResponderExcluirHayton, sua bela crônica resgata com humor e carinho as memórias da nossa infância, mostrando que a falta de instrumentos reais era suprida por pura criatividade.
ResponderExcluirO Banco do Brasil perdeu um músico, mas a literatura ganhou um cronista de primeira ordem e que continua usando a mesma criatividade dos tempos de criança, mas agora com as palavras envolvidas em emoções.
Simbora viver e reviver os bons tempos da vida.
Aproveitei e recriei sua banda. 🎯🍻🎼🤣
Eta crônica gostosa de ler!!!! Lembrei do início da adolescência ouvindo Telefone Pedindo Bis, pela manhã, e ouvindo as mais pedidas à tarde. Mas, nessa época já havia as versões e era a elas que eu dedicava atenção para taquigrafar as letras e depois com minha prima cantar acompanhada do acordeon, pois ela é fera em tirar música de ouvido. Boas lembranças!!! Nelza Martins
ResponderExcluirBela crônica.
ResponderExcluirTransportei-me para meus 8, 10 anos, lá em União dos Palmares, mais precisamente para o Sítio Amolar, onde de música, só ouvíamos mesmo o piado das 🦉, dos sapos e rãs coaxando, das vacas mugindo à noite com fome ou saudade das crias presas para o leite da manhã e dos cavalos relinchando atrás das éguas no cio.
Às vezes, minha mãe ou minha vó cantavam, desafinadas, um "boi, boi, 🐂, boi da cara preta, vem pegar menino que tem medo de careta".
Francês, inglês, latim e grego só muito depois depois.
Acho que é por isso que até hoje a única frase que sei aprendi pronunciar, more ou less, em latim, foi "dominus vobiscum".
Perfeita. Como um comentário anterior salientou; “Velhos tempos, belos dias”. Parabéns
ResponderExcluirMaravilha. Todos sonhamos com o sucesso. Na minha cidade apenas um menino tinha uma guitarra de verdade. A minha feita tb no Haytons styles tinha cordas de linha de pesca. Porém, minha vingança veio após os 23 anos quando fui a um Karaoke e "cantei" Louras Gelada do RPM. Vc se lembra disso ficou "mangando" de mim por um ano, ou mais. Luis Antonio.
ResponderExcluirQuanta honra ser personagem de uma crônica do Hayton! Rsrs
ResponderExcluirA celebração foi muito divertida. Foi lindo ver amigos intelectuais - alguns com certo constrangimento diante do brega - se esbaldarem cantando Wando, Rossi, Waldick, Nelson Ned e a trupe toda.
É incrível também descobrir aos 70 que a infância foi ontem. E que tem partes dela que nunca foram embora da gente!
Hayton, além da sua crônica inicialmente fazer uma homenagem pela festa de aniversário do amigo Sérgio Riede, provoca uma verdadeira nostalgia aos tempo de infância aos que são 60+.
ResponderExcluirAcredito que despertou lembranças das brincadeiras criativas, que todos foram buscar na memória.
Não vou comparar se a infância de antigamente era melhor do que a atual, pois as crianças brincam no momento praticamente somente através de equipamentos eletrônicos e telas, à distância e sem interação presencial.
De qualquer forma, os 60+ podem dizer que viram grandes transformações na sociedade, evoluções boas e maléficas, e nas brincadeiras inventivas e criativas não é diferente.
E após ler sua magnífica crônica, fiquei passando um filme em minha mente de várias brincadeiras e amigos de infância, que alguns até mantenho contato, mas muitos “dobraram em algumas esquinas do tempo,…”
Ahh, e para finalizar, sempre fui muito ruim em cantar, pois não me atrevo nem fazer o “tchutchururu!”
Bela crônica.
ResponderExcluirAlgo muito comum na minha juventude.
E eu diria que carregava até certo charme cantar em inglês,
como se estivesse entendendo alguma coisa. Kkkk
Então, aquela história da sanfona em que você teve aulas de música, serviu de inspiração para esse projeto em União dos Palmares, dessa vez se apresentando com uma guitarra improvisada! Kkkk
ResponderExcluirIsso é que foi infância, época que nos permitiram guardar memórias inesquecíveis. Imagino nosso cronista tocando um instrumento sem amplificador e cantando sem microfone, com certeza foram momentos hilários e que muito contribuíram para ele ser hoje quem é, rsrs
ResponderExcluirMaravilha de crônica!!! Parabéns!!!!
ResponderExcluirMarcos André
Nessa você se superou. Foi a melhor crônica que eu li até hoje. Parabéns.
ResponderExcluirQue viagem caro amigo. Na última semana de fevereiro 2027, sob as graças de Deus, estarei em Afogados da Ingazeira comemorando meus 7.0. Teremos amigas e amigos cantando os Zés Dantas e Marcolino, Maciel Melo, Flávio Leandro. etc. Depois de algumas doses com certeza iremos do Pajeú ao Mersey sem remorsos.
ResponderExcluirQue lembrança boa, amigo! Voltei a União desse tempo.Não lembro do conjunto musical , mas também cantava as mesmas músicas , com o mesmo nível de Inglês e sotaque. As vezes vejo Tadeu e há algum tempo revi Luciano. Só não lembrei do César, mas vou perguntar as amigas de União. Obrigada por sempre nos emocionar.
ResponderExcluirQue infância sadia você teve, Hayton, conforme nos conta em seus causos.
ResponderExcluirTambém foi generoso hoje ao lembrar do aniversário do Sérgio Riede, que é um colega escritor e muito criativo.
Quisera ter sua memória e lembrar de momentos e peraltices da infância, que trazem boas lembranças e comovem.
Que crônica fantástica.!!!
ResponderExcluirCreio que, assim como diferentes povos da antiguidade faziam coisas espetaculares (pirâmides, por exemplo) sem saber que os outros também faziam o mesmo, as crianças criavam fantasias similares. Eu, nos meus 8, 9 ou 10 anos de idade, também cantor e guitarrista, me valendo de cabos de vassoura e. Às vezes, a mesma vassoura virava o cavalo do caubói, que também fui.
A beleza desse aniversário é que, aos 70, Sérgio pôde tirar o menino do sono que a adultez impõe ao menino que há em nós.
Excelente crônica .. a festa do amigo Riede teve este poder , de nos fazer “voltar “ no tempo . Lembrar da nossa infância.. com tecnologia de ponta : serrote , compensado, verniz.. parabéns .
ResponderExcluirAdorei o seu ingrês mai frende !!
ResponderExcluirBoa tarde Hayton! Essa sua crônica me resgatou memórias maravilhosas! No começo das minhas bandas, The Jet Stones Júnior, Os Bárbaros, Os Corujas, Os Diamantes e por fim o Grupo Seis, era exatamente assim que a gente fazia: a gente copiava as letras em inglês num caderno pela pronúncia aproximada, no 'embromation' total, e mandava ver no vocal. Quando a língua travava, o 'tchutchururu' era, também, a nossa salvação e a plateia cantava junto feliz da vida. Que tempo bom! A sua crônica foi um verdadeiro passeio no tempo! Parabéns!
ResponderExcluirHayton, que bela viagem à infancia sua crônica me proporcionou. Parabéns!
ResponderExcluirConcordo com Oceano Salvador " o BB perdeu 1 músico mas a literatura ganhou 1 cronista de primeira ordem ..."
ResponderExcluirContinue usando am aquela criatividade de infância nos brindando sempre com suas belas crônicas
Como diz Oceano Salvador o. BB perdeu 1 músico mas a literatura ganhou um cronista de primeira ordem ....
ResponderExcluirContinue nos brindando com sua criatividade originada naquela infância/ juventude ....
Ai que delícia reviver memórias da infância lendo sua linda crônica! Adorei meu amigo 🥰
ResponderExcluirMassa!
ResponderExcluirInfância querida, tempos que ficam na lembrança, momentos especiais únicos de alegria que, de vez em outra se apresenta em nossos pensamentos. Valeu. James
ResponderExcluirMinha relação com a música sempre foi muito limitada. Como apreciador, sou fã incondicional da boa música, seja qual for o estilo.
ResponderExcluirMas, como músico ou cantor... Terrível!
Uma das músicas que mais cantei foi o Hino Nacional, durante todo o período escolar e o serviço militar, além dos eventos formais dos quais participei.
O Hino Nacional só perde para o “Parabéns a Você”. São pelo menos seis vezes durante o ano, na família, fora os convites.
Nem preciso dizer que nunca cantei “imbromation”, porque simplesmente nunca cantei. Nem música popular nacional, quanto mais música estrangeira.
Mas o maior desastre foi minha tentativa de aprender a tocar violão, tocando “O amor é meu; o coração é meu”. Não passei da terceira aula...
Por isso, sua crônica, ao relatar que, na infância e adolescência, uma de suas diversões preferidas envolvia a música, faz bem ao emocional de qualquer pessoa. Imagine ao meu!
Como diria o poeta, felicidade é poder relembrar os bons tempos de criança com uma certa nostalgia. Parabéns pelo texto e pela criativa homenagem prestada ao amigo Sérgio Riede.
ResponderExcluirPenso que Riede deve está considerando sua pérola como chave de ouro pra o fechamento de sua festa de comemoração dos 7.0.
ResponderExcluirEu ainda hei de ver uma criação sua sobre a rebimboca da parafuseta.
Depois disso, diante disso, nada mais me resta a comentar.
E eu que achava, que na adolescência, os imitadores dos Beatles só eram: eu, meus três amigos e a torcida do Corinthians 🤪, depois da sua crônica, conheci mais quatro😊😂
ResponderExcluirHayton, o que li foi o retrato do que fazíamos em Sorocaba em 1965/66. Colocávamos os discos dos Beatles pra tocar, ensaiávamos os detalhes das músicas e travestidos de The Beatles, púnhamos pra quebrar! Eu era o Ringo. Na hora de “tocar” colocava o anel com a pedra vermelha (igual à do filme Help!).
De resto, tudo igual a você e seu grupo: das guitarras de pedaços de madeira “fabricadas” no quintal, das latas e tampas de panelas e caixa de chapéus como bateria. Tínhamos até “amplificadores” feitos com caixas de cerveja da Brahma; as “letras”, traduzidas ao pé do ouvido para o “português” (a que mais me lembro era “Girl”: Isdéranibari gouintolistem tomaistori… guéeellll ). Tudo igual, mesmo. Estávamos a mais de dois mil quilometros de distância, sem internet, e a mesma ideia.
Dos três outros membros do meu “conjunto”, mantenho amizade com um deles há setenta anos.
Tempos bons. Saudosos. Era feliz e não sabia!🥳
Abraço 🤗
Eta, que maravilha de crônica. Otimo reviver momentos de alegria, de sonhar com os sonhos ja vividos e com
ResponderExcluirdisposição celebrar, comemorar, festejar a vida.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirInevitável lembrar do Gleyfy Brauly, aquele tecladista Piauiense que arranha no inglês e faz um sucesso danado
ResponderExcluirCrônica boa demais pra lembrar as invencionices dos tempos de criança. Quem nunca tocou uma guitarra ilusória, uma air guitar? Bom demais, prezado Hayton