NO GRID DE LARGADA
Hayton Rocha
Até bem pouco tempo, vocês corriam em pista segura e sinalizada. A escola ditava o ritmo dos dias, os pais ajudavam a escolher os caminhos e a vida parecia uma estrada protegida por guardrails dos dois lados. De repente, os dezoito anos chegaram trazendo na mochila um mapa incompleto, uma bússola de funcionamento duvidoso e a notícia de que agora a escolha do rumo lhes pertence.
Essa fase só é bonita nas selfies. Vista de dentro, lembra aqueles segundos que antecedem a largada de uma prova de Fórmula 1. O coração acelera mais que o motor, ninguém sabe o que encontrará depois da primeira curva e a parte mais barulhenta nem vem dos carros. Vem dos especialistas na vida alheia. Há sempre uma multidão disposta a explicar qual profissão seguir, onde investir o talento e como atravessar uma pista em que ela própria nunca correu.
Como já estive nesse grid, deixem que este velho avô, hoje sem capacete e com o motor em marcha mais lenta, espalhe algumas placas pelo caminho. Não porque seja sábio, longe disso. Apenas porque já errou curvas suficientes para reconhecer algumas delas à distância. E porque a experiência, embora não evite capotamentos e derrapagens, ensina onde o asfalto fica mais escorregadio.
A primeira descoberta costuma decepcionar os vendedores de fórmulas mágicas: dinheiro é importante, mas raramente aceita ocupar o lugar de propósito. Evita muitos vexames, paga contas e reduz angústias. Ainda assim, parece preferir a companhia de quem se apaixona pelo próprio ofício. Na vida encontrei mais felicidade entre os apaixonados pelo que faziam do que entre os obcecados pelo que ganhavam. O entusiasmo, curiosamente, abre portas que a simples ambição jamais encontra.
Também aprendi que tudo nasce pelo menos duas vezes. Primeiro na imaginação de alguém. Depois no mundo das coisas. Antes de existir um automóvel, um avião ou um navio, alguém suportou ouvir que aquilo era impossível. Antes de existir uma empresa, um livro ou uma ponte, existiu uma ideia teimosa recusando-se a morrer. Quase toda realização começou como uma aposta que parecia grande demais para quem observava de fora.
Outra surpresa: ninguém cruza a pista sozinho. Os heróis das fotografias costumam esconder uma multidão fora do enquadramento. Pais, professores, parceiros de jornada. Há sempre uma equipe nos boxes, calculando riscos, trocando peças e pneus e torcendo para que o carro complete a corrida. Às vezes, basta uma palavra dita na hora certa para evitar que alguém abandone a prova.
Por isso nunca compreendi o culto exagerado ao sucesso individual. Quase tudo o que realmente importa é construído com outras pessoas. Até a felicidade depende mais dos vínculos que acumulamos do que dos troféus que exibimos. Os aplausos passam. Quem caminha ao nosso lado permanece.
A vida também não demonstra grande respeito pelos nossos planos. Ela gosta de nos mandar de volta aos boxes. Desmonta certezas, muda rotas e nos obriga a recomeçar. Com o tempo percebemos que a pista ensina mais nas curvas do que nas retas. E que alguns desvios aparentemente injustos acabam nos levando a paisagens que jamais conheceríamos de outra forma.
Nunca ouvi uma história memorável sobre alguém que passou a existência inteira evitando riscos. Conheço muitas sobre acidentes de percurso, derrotas, fracassos e recomeços. Aliás, são essas que merecem ser contadas.
Outra coisa que o correr dos anos me ensinou: o mundo produz em abundância especialistas em feitos imaginários. Conheci gênios das segundas-feiras, empresários bons de garganta e influenciadores da coragem alheia. Enquanto eles discursavam, alguém trabalhava. Enquanto explicavam o sucesso, alguém o construía.
Há quem tenha pressa de chegar, mas as pessoas que mais admirei quase nunca pareciam apressadas. Apenas apareciam todos os dias e continuavam fazendo o que precisava ser feito. Descobri que a disciplina vence corridas que o talento sozinho não consegue terminar.
Quanto ao resto, diria que faz bem manter algum carinho pelas próprias raízes. Uma árvore não cresce porque abandona o chão. Cresce porque continua ligada a ele. Saber de onde viemos pode ajudar a não nos perdermos quando o caminho fica nebuloso.
E não tenham medo das escolhas. Nem das mudanças. Nem dos circuitos desconhecidos. Mesmo quando tudo parece caótico, talvez exista uma ordem invisível acertando o percurso fora do nosso campo de visão. Uns a chamam de Deus. Outros lhe dão nomes diferentes.
Tendo o universo tantas possibilidades, tantos países, tantas cidades e tantas famílias, vocês foram colocados exatamente aqui, como meus netos. Não sei explicar a razão. Ninguém sabe. Sei apenas que, de todos os títulos que a vida poderia ter me concedido, nenhum me envaidece mais do que ser avô de vocês.
E algumas vitórias dispensam troféus.
Amigo Hayton,
ResponderExcluirA crônica de hoje, além de bela e emocionante, me pegou pelo sentimento: estou ‘louco’ para ser avô!!!
Parabéns!!!
Marcos André
Ah, hoje sim! Casualmente meu neto fez 18 em fevereiro. Ele e os outros Burgos vão receber este texto inspirado, lindo e tão distante da minha capacidade de criá-lo. Parabéns escriba...
ResponderExcluirTexto escrito com o coracão de avô !
ResponderExcluirSegundo a Rita Lee,,falava de forma lúdica,”se soubesse q os netos dariam tanto prazer,queria ter primeiro os netos,pois os filhos deram muito trabalho””. Gil Messi .
ResponderExcluirPrimeiro parabéns! Pelo Selo Off Flip 👏🏻
ResponderExcluirA crônica de hoje emociona e enche de felicidade a quem está pra ser avó “ Sei apenas que, de todos os títulos que a vida poderia ter me concedido, nenhum me envaidece mais do que ser avô de vocês.“
Que lindas palavras , é a continuidade da vida! Vida nova que chega!👏🏻🙏🏻
Bom dia Caríssimo Parahyba 🤝
ResponderExcluir.
Excelente. Melhor, excelentíssima crônica.
Se numa suprema ousadia me arvorasse a traduzi-la, diria que vi fidedigno retrato da vida, animado com poesias do coração 💓
Efusivos parabéns 👏👏👏👏
Amplexo fraterno 🫶
Quem ainda não é avô, depois da leitura desta crônica vai ficar ansioso por ter filhos do filhos. Obrigado Hayton por descrever de forma tão emocionante a alegria de se ter netos.
ResponderExcluirE que Sorte a deles! ❤️
ResponderExcluirSe eu tivesse que escolher uma crônica que gostaria de ter escrito, com certeza seria esta. Foi endereçada para os netos, mas serve de orientação para pais e até para avós.
ResponderExcluirMaurício
Hayton, você escreveu para os netos, mas acertou em cheio o coração de muita gente que já passou dos dezoito e ainda enfrenta novos grids de largada. Gostei especialmente da ideia de que a vida ensina mais nas curvas do que nas retas. Ela conversa com todos nós. Só acrescentaria uma imagem: ninguém vence apenas acelerando. Há horas em que a maior coragem é reduzir a marcha, recalcular a rota e seguir. Porque, no fim, as melhores corridas não são as mais rápidas. São as que nos permitem chegar inteiros, de mãos dadas com quem amamos. Fantástico.
ResponderExcluirSem palavras para descrever essa crônica. Que netos privilegiados os seus, por terem um avô sábio! Esse título de avó, no meu caso, é também o meu maior orgulho. Tenho 3 lindas netinhas que são o meu tesouro. Obrigada por nos encantar mais uma vez.
ResponderExcluirBelo texto amigo Hayton. N'alguns momentos dei um salto mortal no trapézio da minha memória e me meti no oco do mundo.
ResponderExcluirCerto dia, um amigo de infância comentou a possibilidade de não sermos avôs. O que seria de nós sem a continuidade da nossa geração? Nas curvas da vida , nascer é um momento sublime, multiplicar a espécie ultrapassando barreiras e obstáculos, é outra história.
ResponderExcluirUm neto e um avô se completam na mão dupla da vida.
"É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança". Que leitura espetacular!!! Mariana.
ResponderExcluirAcabei de ler. Simplesmente incrível, vô! Essa fase da vida realmente demanda muitas escolhas, e sua crônica conseguiu traduzir exatamente o que a gente sente quando está entrando nessa nova etapa. Dá um frio na barriga mas também da uma vontade enorme de construir o próprio caminho.
ResponderExcluirObrigado por escrever isso para mim. Pode ter certeza de que vou guardar suas palavras e lembrar delas sempre que aparecer uma curva difícil pela frente.
Já valeu muito a pena ter escrito essa crônica só por saber que um apaixonado por Fórmula 1 como você a leu e gostou. Fico muito feliz com suas palavras. Conte sempre comigo!
ExcluirQue conversa boa com os seus netos, Hayton.
ResponderExcluirOrientação prática e filosófica, que vale muito.
Essa lição de vida vai repercutir em muitas pessoas.
Que assim seja.
Bela crônica amigo. Para mim tem sabor caseiro. 3 netos biológicos, maravilhosos. Já ouvi esse comentário por aí: se soubesse que os netos eram tão bom, preferia criá-los primeiro, não que os filhos não foram prazeiroso, é que nessa fase da vida, eu estava correndo, quase sem tempo para eles. Para os netos tenho todo o tempo e paciência. Ah como é bom ser avô!!!
ResponderExcluirAbraço
VFM
Crônica carregada de experiência e paixão. Li entusiasmado.
ResponderExcluirQuando nos tornamos avós, tudo continua igual, mas passa a ter um significado diferente. A vida ganha um sabor mais doce, um sentimento difícil de explicar. Nessa grande corrida da existência, nós, avós, também aprendemos com nossos netos. Tenho o privilégio de ser avô de três tesouros: Alice, Felipe e Luísa. Eles são presentes que iluminam meus dias. Em cada pit stop da vida, compartilhamos histórias, trocamos aprendizados e fortalecemos os laços que nos conduzem por um caminho repleto de amor, carinho e cumplicidade.
ResponderExcluirParabéns, Hayton, pela belíssima crônica de hoje. Você conseguiu traduzir com sensibilidade a magia de ser avô e despertar em cada um de nós lembranças e sentimentos que só esse amor tão especial é capaz de proporcionar.
Essa é para os netos carregarem por todo o traçado de sua trajetória de corridas da vida. E o melhor, serve para diferentes tipos de circuito: ovais, mistos, de rua... Um verdadeiro roteiro que vai desde a volta de reconhecimento até a bandeirada de chegada. Show de crônica. Certeza que os netos vão levar esse roteiro em seu cockpit e consultar sempre pra não derrapar nas curvas do caminho. Adorei.
ResponderExcluirAgora você aumentou a altura do sarrafo!
ResponderExcluirEssa crônica véio a calhar para o momento que as minhas três netas estão vivendo.
Vou passar pra elas esse roteiro de vida que você acaba de nos presentear.
Parabéns!
Acho muito importante a conversa com nossos filhos e netos.
ResponderExcluirNós avós, sempre temos a experiência vivida para compartilhar.
Parabéns pela bela crônica, vovô Hayton! Muita sabedoria e emoção juntas. Vi uma netinha com camisa cruz-maltina, seria a preferida? São todos amados igualmente, diria o vovô carinhoso! Sua cronica merecia um comentário bem melhor do que consigo produzir no momento... Quem sabe depois fico mais inspirado e escrevo! Sorte e sucesso para seus netinhos, serão sempre crianças para os avós corujas!
ResponderExcluirCamilinha nasceu ouvindo que “Enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal”. A frase, eternizada por um ex-presidente do clube, resume a essência do sentimento vascaíno: um amor que se renova a cada geração, encontrando sempre um novo coração para manter viva a paixão pelo Vasco.
ExcluirQue beleza acordarmos para o café da manhã e nos depararmos com uma declaração dessas.
ResponderExcluirQuem já tem o título de avô sabe bem o quanto significa esse privilégio prazeroso e certamente leu a crônica com os olhos marejados.
O texto merece ser emoldurado por cada neto, como um quadro de passagem do olhar em todas as fases da vida, pois o vínculo e o amor permanecem sempre verdadeiros.
Maravilhosa crônica, uma lição que temos que lembrar e transmitir todos os dias, mesmo após os 18 anos. Obrigado Hayton por mais essa pérola.
ResponderExcluirSaudações
Davi
Ahhh… coisa boa é colo de “vô” e de “vó”.
ResponderExcluirTem cheiro, tem som, tem um calor diferente!
Esta ficará bem guardada para alguém mostrar aos meus netos, hoje com 9, 4 e 2 anos, espero que seja eu mesmo. Entre tantas orientações destaco a que fala sobre "dinheiro X propósito". Parabéns.
ResponderExcluirMaravilhosa crônica, mexeu com o coração de muita gente. É verdade que a vida ensina mais nas curvas do que nas retas. Avô de cinco netos, cujas idades variam de quinze a vinte e nove anos, vou encaminhá-los essa crônica, com a certeza de que lhes será muito útil.. Parabéns, Hayton, desse vascaíno igual a você, que vem sofrendo há anos com esse time que só tem nos dado tristezas. Paulo Sampaio.
ResponderExcluirParabenizo-o e agradeço pelo belíssimo texto de reflexão escrito para seus netos. Suas palavras não apenas emocionam, mas traduzem perfeitamente o sentimento de todos nós, avós. É um verdadeiro presente para o coração. Muito obrigado por compartilhar essa inspiração conosco!
ResponderExcluirHayton, sua crônica de hoje é como receber um abraço na alma. Ela tem a força de quem conhece o peso e a beleza da estrada. Me fez pensar imediatamente na nossa jornada: nos tempos de Banco do Brasil, desbravando tantas cidades, enfrentando poeira e asfalto para construir o futuro. Enquanto nos doávamos ao trabalho, os filhos cresciam rápido no banco de trás da vida.
ResponderExcluirO tempo voou, a pista mudou, e hoje esses mesmos filhos nos presentearam com os netos que estão no *grid de largada*.
No fundo, a gente sabe que esses meninos e meninas também são um pouco nossos filhos, porque ser avô é exatamente isso: é ter a chance de ser pai duas vezes, com o coração ainda mais maduro e transbordando de afeto e com algumas experiências na bagagem que podem ser compartilhadas.
Simbora, seguir pelas estradas da vida, colhendo os bons frutos de nosso plantio, curtindo e aproveitando os próximos 40 anos de boas curvas deste estradão chamado vida.
Caro Hayton,
ResponderExcluirVocê conseguiu produzir mais um texto excelente e profundo. Comecei lendo com curiosidade e terminei com a sensação de que ganhei um presente.
A metáfora da Fórmula 1 foi ótima. Com ela você foi costurando tudo sem forçar, e quando a gente se dá conta já está dentro da pista junto com você. Particularmente uma frase disse muito para mim, foi a afirmação de "a pista ensina mais nas curvas do que nas retas." Meu amigo, isso é de uma verdade que assusta. Porque a vida é exatamente assim, não é? As retas são os dias tranquilos, aqueles em que tudo flui e a gente nem presta muita atenção no que está acontecendo. Já as curvas são os perrengues, as portas que se fecham, as escolhas difíceis, aquilo que a gente não pediu e apareceu mesmo assim.
E são justamente essas curvas que moldam quem a gente é. Na reta ninguém aprende a frear, a contornar, a sentir o limite do carro e a superar esses limites. É na curva apertada que a gente descobre do que é feito. Os problemas que surgem sem aviso, os desvios que pareciam injustos na hora, são eles que vão talhando o futuro da gente, ensinando-nos o que nenhuma reta ensinaria.
Você falou de um lugar honesto, de quem já rodou e já foi pros boxes, e é por isso que essa frase expressa verdade, pois é calcada na realidade. Não é teoria. É vivência. No mais, fiquei com a impressão de que você ri do mundo, sem, no entanto, ficar amargo, quando se refere aos "gênios das segundas-feiras", aos "empresários bons de garganta".
Voce sempre nos surpreende nas suas crônicas. Hoje você passou a crônica inteira com o pé no acelerador da sabedoria e nas últimas linhas tirou o capacete e mostrou o que realmente importa. "De todos os títulos que a vida poderia ter me concedido, nenhum me envaidece mais do que ser avô de vocês." Isso não é frase bonita. É sentimento verdadeiro. Seus netos e nos, que o lemos, temos sorte.
Ser vovó foi o título que me foi dado há 15 anos por Rafael. Me senti completa. Pouco depois vieram mais 4. Melissa. Melina, Filipe e Milena. Hoje nos meus 68 anos ainda incompletos, desejo pouco da vida pra ser feliz
ResponderExcluirFaz 11 meses que me sinto nessa vibe descrita pelo vovô Hayton. Foi quando nasceu meu primeiro neto, Liam. Ele também mereceu uma cartinha do vovô em forma de crônica, que faz parte do meu livro “Ninguém Solta a Alça do Caixão de Ninguém”.
ResponderExcluirAinda não imagino o que escreveria pra ele quando completar 18 anos. Hayton conseguiu escapar do risco de passar fórmulas prontas e conselhos “donos da verdade”. Descreveu com maestria e amorosidade os trajetos que percorreu ou observou outros percorrerem, deixando a liberdade das decisões a cargo dos netos.
E ainda atingiu a todos nós com sua emoção!
Ganhei os meus primeiros três netos esse ano (2026). É uma benção! Um presente de Deus! Obrigada pela beleza do texto, pela emoção partilhada e despertada! Amei!
ResponderExcluirNetos são filhos com açúcar…
ResponderExcluirPara filhos, para netos, para nós …
ResponderExcluirParabéns companheiro! A criatividade impera! E você se supera a cada dia!
ResponderExcluirForte abraço
Caro Hayton que leitura ótima, traz caminhos, corridas, histórias ao nosso presente. Faz-nos pensar que além da alegria, satisfação e prazer de sermos avôs, temos a responsabilidade de trazermos, no mínimo, nossas histórias para a inclusão, reflexão, de nossos pequeninos a Vida.
ResponderExcluirMaravilhosa crônica !! Representa muito bem nossos sentimentos ! Parabens !
ResponderExcluirMuito mais que um presente de aniversário para os netos Breno e Camila, a crônica NO GRID DE LARGADA representa para todos os avós um verdadeiro tratado sobre a educação dos netos, de leitura obrigatória. Parabéns ao autor pela iniciativa e criatividade.
ResponderExcluirPostado por Agostinho Torres da Rocha
Que lindo texto, vô! Amei muito! 😘
ResponderExcluirHayton, que maravilha! Nada a comentar pois tudo já foi dito. Fico confuso, quando tento lembrar e, até, equiparar a emoção do nascimento do meu casal de filhos e do meu neto.
ResponderExcluirObrigado Hayton por mais esse presente. O texto me pegou duplamente: pela Fórmula 1, já que sou um grande fã de Ayrton Senna e Lewis Hamilton e, também porque sou um avô coruja, muito coruja!.
ResponderExcluirOs responsáveis por esse sentimento sem tamanho nem definição na racionalidade têm nome:
Giovanna, Alexandre e Marianna! Certamente são os melhores combustíveis para que o motor do meu coração continue funcionando no ritmo de um fórmula 1. Gratidão.
Obrigado Hayton por mais esse presente. O texto me pegou duplamente: pela Fórmula 1, já que sou um grande fã de Ayrton Senna e Lewis Hamilton e, também porque sou um avô coruja, muito coruja!.
ResponderExcluirOs responsáveis por esse sentimento sem tamanho nem definição na racionalidade têm nome:
Giovanna, Alexandre e Marianna! Certamente são os melhores combustíveis para que o motor do meu coração continue funcionando no ritmo de um fórmula 1. Gratidão.
Beto Barretto
Lições de um grande sábio, humilde e exímio escriba, para os mais jovens, de vida e de espírito. Sim, porque vale para todos os que tiverem a honra e a oportunidade de aprender com quem já vivenciou e vivência tantas experiências práticas. Parabéns e muito grato, amigo Hayton.
ResponderExcluirHoje já fiz um pequeno comentário sobre.essa crônica que a todos encantou. Voto aqui porque, ao repassá-la a um ex-colega e amigo, Renato, o que faço todas as semanas. CIdadão de vida ilibada, ele me solicitou que fizesse chegar até você, Hayton, a alegria que tivemos , eu e ele, com a beleza da redação. Disse-me ainda que, gostaria de ter escrito essa crônica. Missão cumprida amigão Renato.
ResponderExcluirJames. Um texto eloquente de um avô profundamente dedicado a passar tempo com seus netos. Tornei-me avô há pouco tempo — a idade não importa; mesmo um pouco de tempo juntos nos ensina muito, até mesmo à distância. Obrigado por compartilhar essas reflexões e pelo texto.
ResponderExcluirTexto belíssimo!
ResponderExcluirA sensibilidade com que você descreve a vida e compartilha suas experiências toca profundamente o coração. Mas confesso que foram as últimas linhas que mais me emocionaram. Ser avó é um privilégio que transforma nosso olhar sobre o mundo. É descobrir uma forma de amor ainda mais doce, leve e generosa, que não se mede por conquistas, mas pelos abraços, pelos sorrisos e pelos momentos compartilhados. Também sou uma avó apaixonada pela minha neta e sei que algumas das maiores vitórias da vida realmente dispensam troféus. Parabéns pela linda reflexão!
Maravilhosa e belíssima crônica!
ResponderExcluirSe lembra que estávamos juntos,em Maceió, qdo voces receberam a notícia do nascimento dos gêmeos , estávamos na concentração de um bloco de carnaval??
Excelente texto, Hayton! Que conselho sábio aos netos os seus ao comparar a corrida pela vida a uma corrida de fórmula 1, com todos os percalços e riscos. No percurso, você utiliza, como sempre, o que mais admiro em sua escrita: os recursos da figura de linguagem, sem rebuscamento nem citações prontas.
ResponderExcluirNão apareceu, desta vez, o meu nome: Orlando
ResponderExcluirEssa foi puro coração, aqui acolá entrou a razão mas o coração falou mais alto. Maravilha!
ResponderExcluirEssa foi puro coração, aqui acolá entrou a razão mas o coração falou mais alto. Maravilha!
ResponderExcluirQue maravilha!
ResponderExcluirLinda e emocionante homenagem à sabedoria, ao humano, à vida.
Rapazzz, isso não é uma crônica, mas uma bela poesia: a Poesia da Vida! (Emilton Rocha)
ResponderExcluirParabéns pela premiação. Merecido!!!! (Emilton)
ResponderExcluirParabéns pela bela, verdadeira e estimulante crônica.
ResponderExcluirAs netas e netos são diferentes entre si, mas o prazer e a alegria de ser avô são semelhantes. Baita crônica!
ResponderExcluirQue texto lindo, tio Hayton! O correr da vida sempre impressiona e as curvas - muitas vezes inesperadas- é que mostram a habilidade dos pilotos. E, aos meus primos: que ciclo desafiador e bonito começa! Espero que aproveitem muito e façam as melhores escolhas para si!
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