ME TIRA O TUBO!
Hayton Rocha
Virada a página da última Copa do Mundo, restou a sensação de que o futebol precisa de uma janela aberta. O jogo continua apaixonante, mas a sala está abafada, o ventilador quebrou e alguém ainda acendeu um cigarro.
Ver uma partida hoje exige mais paciência do que paixão. Você grita gol, abraça o desconhecido ao lado, promete abandonar os vícios e, quando se prepara para voltar à condição de civilizado, surge na tela a frase capaz de congelar vulcões: “Checagem do VAR.”
E, se a coisa já andava ruim, piorou com o impedimento semiautomático, engenhoca que espalha câmeras pelo estádio e usa inteligência artificial para identificar o instante do passe, traçar linhas virtuais e entregar ao VAR, em imagens 3D, a posição de atacantes e defensores.
O gol, que antes saía à vista, agora é pago em duas prestações. Na primeira, o torcedor explode. Na segunda, se a tecnologia autorizar, comemora de novo. Entre uma e outra, fica de braços erguidos, como um assaltante surpreendido pela polícia.
Reconheço a nobreza da intenção: fazer justiça sem tirar a graça do esporte. O problema é que, para descobrir se o atacante tinha uma unha adiante do zagueiro, joga água gelada justamente na fonte do calor do futebol: o grito de gol.
Parte da chatice vem da escassez. Gol virou fruta fora da estação. Há partidas em que não aparece nem com reza braba. Depois de noventa minutos, atendimentos, substituições e conferências no monitor, o placar termina zerado.
Ninguém deveria ficar satisfeito com menos de seis gols. Quatro a dois — ou cinco a um, três a três — seria o placar desejável. Um gol a cada quinze minutos, tempo suficiente para o coração se recompor antes de ser novamente posto à prova.
E não se diga que a emoção seria banalizada. O basquete distribui cestas como quem joga xerém aos pintinhos e nem por isso a torcida boceja. O prazer não perde a graça porque acontece mais vezes. Se fosse assim, ninguém repetiria beijo ou sobremesa.
Como todo apaixonado pelo futebol, trago comigo um reformador das regras. Por isso, ouso receitar alguns remédios baratos. Nenhum exige aumentar o campo ou as traves.
A partida poderia ter dois tempos cronometrados de trinta minutos. Parou a bola, parou o relógio. Seriam sessenta minutos de bola circulando, em vez de noventa recheados de cera e falsas agonias.
Por mim, cada equipe teria dez jogadores, incluindo o goleiro. Menos gente, mais espaço. O talento respiraria e os pernas de pau perderiam esconderijos. Quem ultrapassasse a linha central com a bola não poderia retornar ao próprio campo. Futebol foi inventado para andar para a frente. Para trás já caminha a humanidade.
O escanteio seria batido do encontro da linha da grande área com a de fundo. Depois da quinta falta, tiro livre da meia-lua, sem barreira. Talvez os brucutus descobrissem que tornozelo adversário não é bigorna.
Há quem defenda o fim do impedimento. Discordo. Seria intolerável ver um armário de dois metros acampado ao lado do goleiro, esperando um chutão. Acabaria levando cantil, rede e repelente.
Quanto ao VAR, não proponho desligá-lo. A credibilidade do futebol também está em jogo — e as casas de apostas não ajudam. Adotaria o sistema do vôlei: cada treinador teria direito a duas revisões por tempo.
Isso reduziria as interrupções e a mistura de covardia e vaidade que leva certos árbitros ao monitor mesmo quando estão convencidos do que viram. Alguns parecem ter descoberto ali, cercados pelas câmeras e pela marca do patrocinador, uma oportunidade de exposição. Viraram totens de merchandising com apito na boca.
Com menos atletas, mais espaço e maior tempo de bola rolando, o futebol ganharia novas estratégias e sobrevida entre as novas gerações.
Muitas talvez nunca tenham visto, nem no YouTube, o “General”, personagem de Jô Soares no Viva o Gordo. Amigo do presidente João Figueiredo, sofrera um acidente e passara seis anos em coma. Ao despertar, descobriu que a ditadura acabara e José Sarney ocupava a Presidência. Toda vez que a realidade contrariava suas certezas, desesperava-se:
— Me tira o tubo! Me tira o tubo!
Se nada for feito para soprar as brasas da paixão pelo futebol, um dia o atacante ainda marcará um golaço, a torcida conterá a comemoração e o VAR traçará dezessete linhas para descobrir que a ponta de uma espinha no nariz estava impedida.
E talvez já não tenhamos forças nem para xingar. Restará macaquear o velho General:
— Me tira o tubo! Me tira o tubo!

Bom dia, Hayton!
ResponderExcluirMais uma excelente crônica para ser lida num domingo pela manhã!
Parabéns e um abraço !
Marcos André
Hoje deu formiga na cama. Já li sua crônica e me convenci que perdi o encanto pelo futebol. Achei que era uma arte, mas hoje simplesmente não existe mais amor pelo time que esses malandros jogam.
ResponderExcluirÔ Hayton, depois de ler essa crônica a vontade é gritar igualzinho ao General: "Me tira o tubo!".
ResponderExcluirMas quer saber? É muito mais negócio ficar sossegado no Banco do Brasil cuidando da reserva de caixa ou do atendimento, ou melhor ainda: garantindo umas geladas na AABB assistindo às peladas do fim de semana. Pelo menos lá na AABB o VAR não anula a nossa cerveja!
Simbora viver sem medo de ser feliz, e torcer pelas boas coisas da vida!
Não tenho meio termo, sou contra o VAR e a favor do futebol livre de amarras tecnológicas. Bastaria talento e punição severa aos infratores dentro e fora das quatro linhas.
ResponderExcluirO futebol também foi alcançado pela modernidade, e talvez não pudesse ser diferente. Algumas mudanças, porém, acabam tirando um pouco do brilho e da emoção que o futebol tinha antigamente. Confesso que, com tantas transformações, perdi um pouco daquele encanto pelo jogo.
ResponderExcluirTalvez as sugestões feitas por você, Hayton, possam justamente dar uma nova roupagem ao futebol e devolver um pouco do brilho que ele perdeu. Só não concordo muito com a ideia de que, depois de ultrapassar a linha central com a bola, o jogador não pudesse retornar. Essa regra certamente mudaria bastante a dinâmica do jogo.
Mas quem sabe, Hayton, você não está mesmo prevendo o futuro e algumas dessas ideias não acabam se tornando realidade?
A mudança nas regras do futebol cabe exclusivamente à IFAB (International Football Association Board), órgão que define e altera as leis do jogo.
ExcluirO problema é que a IFAB é formada pelas quatro associações britânicas (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) e pela FIFA, que presume representar o resto do mundo, do Afeganistão ao Zimbábue.
Não representa, Alberto.
O pior é que o tal do futebol continua nos provocando, né?… que bom! Traz crônicas deliciosas para uma manhã de domingo. Bravo!
ResponderExcluirVerdade, caro Hayton! A continuar assim, perde a graça: a automação afasta o esporte da sua raiz popular...
ResponderExcluirEnquanto os fogos pipocavam em homenagem a N Sra da Assunção, eu lia sua crônica . Não sou amante de futebol (exceto nos jogos da Copa) mas amo ler suas crônicas. A vida é como um
ResponderExcluirJogo de futebol. A gente corre atrás de um sonho, dribla as dificuldades, avança ou recua, conforme as circunstâncias, faz alguns gols, ou não, e quando pensa que já está chegando lá soa o apito final. Nelza Martins
Esta comparação que você acaba de fazer entre o futebol e a vida é uma das coisas mais lindas que já li sobre o esporte. E você ainda vem me dizer que não é amante do futebol? Sei não… acho que esse amor está mais evidente do que você admite.
ExcluirQuanta saudade do futebol de VÁRzea. O juiz com o poder para decidir, sempre dizia: Na dúvida, a gente marca para o time da casa.
ResponderExcluirBela e emocionante crônica.
ResponderExcluirO futebol raiz é o que já vem no sangue do brasileiro.
Enquanto a modernidade do VAR não acabar a emoção do futebol, vamos cutir.
Os velhinhos que mudam as regras são muito teimosos. Fazem malabarismos movidos pela declarada intenção de aumentar o tempo de futebol efetivamente jogado pra 60 minutos: obrigam os árbitros a contarem nos dedos o tempo que o goleiro demora pra repor a bola em jogo; o tempo que um jogador demora pra cobrar um lateral; o tempo que outro leva pra sair de campo quando é substituído. Tentam punir os que simulam contusões ou ficam tempo demais sendo atendidos no gramado. Pra todas essas situações inventaram punições: escanteio pro adversário, reversão do lateral, jogador que fica um minuto fora do jogo.
ResponderExcluirConcordo com o Hayton: não seria mais simples definir dois tempos de 30 minutos de jogo efetivo, parando o cronômetro em todas as interrupção? E isso não seria nenhuma invenção: já funciona perfeitamente no futsal e no basquete!
Fui peladeiro, hoje torcedor. O VAR -e seus derivados- e as bets estão acabando com a essência do futebol. Coisa chata. Bom jogo a todos hoje! Abs,
ResponderExcluirGradim.
Meu amigo, nunca conseguiu compreender o futebol… até ler sua crônica de hj, criativa e divertidíssima! Finalmente, meu “placar” saiu do zero e consegui entender o porquê da regra do impedimento! Sua didática foi perfeita!! 🤗
ResponderExcluirExcelente, amigo. É pra tirar o tubo. - José mucio
ResponderExcluirAgora tem umas regrinhas novas. Vamos ver. Ontem mesmo o Flu bateu o Palmeiras por 3x2. Quem sabe já melhora
ResponderExcluirAté eu que não entendo nada de futebol achei muito interessante, principalmente as sugestões. Valeu amigo!
ResponderExcluirSensacional
ResponderExcluirExcelente texto. Às vezes, quando penso que o VAR está de olho na partida, não fico com vontade de assistir ao jogo.
ResponderExcluirRealmente, sem acabar com o impedimento. No entanto, como sugestão, poderia só existir sua marcação se o ocorrido fosse dentro da grande área.
Isso mesmo, Egmar! Seria uma forma de “alargar” um pouco mais o campo. E se acatada outra sugestão – redução de 11 para 10 jogadores –, haveria mais espaço para os jogadores criativos ampliarem o número de oportunidades de gols.
ExcluirE pensar que hoje tem jogo decisivo do Gama, que pode subir pra série C... o futebol realmente revira túmulos.
ResponderExcluirParabéns pelo texto, Sr Cronista.
Além de uma magnífica crônica de sua lavra, Hayton, adorei a comparação feita por Nelza Martins. Paulo Sampaio.
ResponderExcluirComo sou das antigas, já não vejo muita graça no futebol. E percebo que a cada dia, está ficando cada vez mais sem graça. Suas sugestões são perfeitamente possíveis, envie para a CBF e FIFA. Quem sabe não acatam. O futebol agradeceria.
ResponderExcluirSe tá ruim, ainda VAR piorar... São tantas faltas, reclamações, discussões que minam a paciência. A vantagem é que não dá pra parar de assistir.
ResponderExcluirO futebol melhoraria muito, com certeza, se a FIFA adotasse esse pacote de sugestões. Ficaria mais dinâmico, a bola rolaria, sairiam mais gols. Deveriam também simplificar as regras de análise do VAR. Ontem, teve um pênalti claro do Palmeiras a favor do Fluminense. O juíz não marcou, o VAR não chamou e aí os comentaristas fazendo esforço pra explicar o inexplicável. Situação ideal: que sempre seja um jogão que não precise de intervenção do VAR.
ResponderExcluirParabéns pela excelente crônica, Hayton!
Haroldo Vieira
Concordo e humildemente acrescentaria que as substituições fossem como no vôlei ou basquete: sem limites, podendo o jogador voltar a campo caso substituído. Penso que faria uma enorme diferença na dinâmica do jogo, proporcionando quem sabe os 5 gols por partida....No mínimo
ResponderExcluir..
Concordo com todas as sugestões oferecidas para aperfeiçoamento do futebol!
ResponderExcluirMas (sempre tem um “mas”), discordo com veemência da manutenção do impedimento.
A principal razão? Tá, inclusive, nas boas argumentações da crônica: a emoção do gol, sem invenções ou intervenções.
O VAR deveria se restringir ao que o árbitro não viu, um lance fora do alcance de sua visão ou alguma infração que mereça uma reanálise conjunta.
Pois é. Tem que prender o Gozo até o VAR autorizar. Durma com um barulho desse.
ResponderExcluirAbraço
Realmente, ver uma partida de futebol, hoje, exige mais paciência do que paixão.
ResponderExcluirDepois de muito tempo sem ir a estádios, resolvi matar a saudade no Rei Pelé, assistindo a CSA x São José, para dar uma força ao azulão rumo à série A.
Ledo engano: matei foi a saudade de ficar em casa e vou passar mais uns bons anos sem voltar.
Estádio de futebol está parecendo até cartório: é tanta checagem, revisão, consulta e conferência que daqui a pouco o juiz vai pedir reconhecimento de firma antes de validar o gol.
É melhor acompanhar pela TV mesmo, pelo menos, quando aparecer “Checagem do VAR”, dá tempo de levantar, ir ao banheiro, tomar uma água ou pegar mais uma cerveja gelada e voltar para comemorar ou não o resultado.
Para o jogo fluir, minha sugestão é simples: menos VAR, mais futebol! Porque, desse jeito, daqui a pouco vão precisar colocar intervalo também para a torcida se recuperar das checagens.
⚽😂
Aumentar o campo de jogo ou reduzir a quantidade de jogadores é a mesma coisa: mais espaço!
ResponderExcluirSó que a primeira exigiria investimento em obras e alguns estádios talvez tivessem de ser refeitos, já que as arquibancadas estão muito próximas do campo.
A segunda visaria ao mesmo objetivo sem requerer investimentos e ainda teria o benefício de reduzir a folha salarial de nossos clubes já endividados.
ResponderExcluirAmigo Hayton,
Suas sugestões para mudar as regras são muito boas!
Penso que esses recursos tecnológicos poderiam enriquecer o esporte e não limitar o talento dos grandes jogadores!
O grau de precisão que vem sendo buscado no futebol limita e inibe o desenvolvimento da criatividade dos jogadores talentosos!
Com isso, muitos nem ariscam dar sequência ao improviso das jogadas geniais, pois pode ser que um fio da cabelo ou a ponta da espinha do nariz vai estar indicando impedimento!
As jogada foi genial, o drible único e o gol anulado, pois o “bite é byte” poderão estar desordenados na escala dos valores!
O improviso e a ginga deixam de ser relevantes para o futebol tecnológico!
Concordo, Edson. E essa história de o gozo do gol acontecer em duas etapas parece reflexo ejaculatório precoce. Perde parte da graça, não?
ExcluirSaudades de pilar jogando contra Mário cabo e Zé doidão. Batiam em todo mundo ,porém gol era gol , não usavam a patente pra anular. É claro que tinha que respeitar, nada de comemoração
ResponderExcluirUma síntese das sugestões: todas são bem pertinentes. Os Sergios Reide e Rau , complementam as sugestões. Prolongaria-se a linha da grande área até a lateral e aí sim definiria a famosa “banheira”, como sugere o Edmar. Criaria a necessidade dos times ficarem “espalhados” no campo para evitar redução de jogadores e criaria-se muito espaço para o jogo. Ficaria sensacional esse novo Futebol. Excelente crônica.
ResponderExcluirGostei das novas regras que você sugere para o futebol, Hayton.
ResponderExcluirEu que gosto do basquete sei bem o que você quis dizer.
Tomei um susto nas primeiro linhas do texto. Afinal, quem nasceu os dentes como bancário e olha se as letras da bolacha estão de cabeça pra cima antes de morde-la, jamais recusa engenhocas que aumentam a precisão e o controle de qualquer coisa mesmo que "Seu Dorgival" passe a ser 25-144-2.
ResponderExcluirVocê mexeu num "serpentário", não tenha dúvida.
ResponderExcluirRealmente, o futebol deixou de ser uma coisa agradável pra aqueles que não torcem com paixão, mas são apreciadores do esporte, passando a ser algo quase insuportável pra os que realmente o amam e torcem com pelo menos intensidade.
Concordo em "gênero, número, grau e caso" com sua analise e sugestões.
Confesso que era até um pouco mais radical, achava que deveria ser extinta a lei de impedimento. Afinal, se são onze contra onze, cada um que se cuidasse pra se defender.
Como o radicalismo é uma coisa perniciosa, estou sempre disposto a modificar meu ponto de vista quando encontro uma idéia que enxergo como mais sensata. Assim, encampo sua sugestão, ela é mais equilibrada.
Quanto a tempo de jogo, há mais de trinta anos venho dizendo aos amigos que o futebol deveria ser como o basquete e o futsal, tempo contado só com a bola rolando, pois seria a única maneira de se acabar com essa "cera" indecente que presenciamos em todos os jogos.
Então, louvando sua idéia nessa brilhante crônica, fico na esperança que ela chegue ao conhecimento dos que comandam nosso futebol, pois quem sabe eles se sensibilizariam e aí passassem a discutir a idéia.
O futebo brasileiro lhe agradece, curva-se em reverência.
Boa tarde, caro Hayton!
ResponderExcluirSaudações futebolísticas!
Se ler suas crônicas às quartas-feiras já é uma graça, imagine você aos domingos quando não temos mais a vontade, tampouco acesso aos "Jornais dos Esportes", "Revista Plakar" e tantos outros que me faziam feliz cada leitura e rápidos folheios quando as páginas não me interessavam.
Com efeito, os preciosismos tecnológicos tem enfeiado o espetáculo do futebol, no entanto, havemos de convir que, de alguma maneira e abraçada a seriedade e honestidade na sua condução em campo, o mundo estaria a salvo, por exemplo:
a) do passo à frente do inimitável Nilton Santos e que livrara a Seleção Brasileira da marcação de uma penalidade máxima;
b) do gol de mão, a cargo de Maradona, que propriciara um Campeonato Mundial à Argentina;
c) da clássica cotovelada que Pelé impusera ao jogador uruguaio que poderia ter lhe custado um cartão vermelho e, por seu turno, desfalcaria o selecionado brasileiro na final memorável de 1970 contra a Itália,
só para ilustrar estes três episódios, sem esquecermos de outros tantos em que a bola batera no travessão e adentrara o gol e o árbitro, na posição em que se encontrava, não tivera a certeza, muito menos a coragem em um domingo de Maracanã lotado, para apontar para o centro do campo, validando gol.
Hei de concordar consigo, o famigerado VAR tem pregado poucas e boas, digamos assim, na alegria do torcedor, pelo menos na "retirada" do grito característico e dos abraços em quem você nunca tivera visto antes, mais gordo ou mais magro - futebol tem dessas - sem descuidarmos de anotar o tempo decorrido entre os gritos eufóricos e a validação ou anulação do pretenso gol, fazendo com que certas partidas de futebol ultrapassem sempre ou quase sempre dos cem minutos decorridos. U'a lástima.
E não deixemos de nos referir aos maus árbitros, varianos ou varienses, que por incompetência ou deslealdade à profissão, deixam de apontar situações contrárias a clubes de grande envergadura e se arvoram em apontar a favor destes, como sói ocorrer, em tempo recente, na peleja, em pleno Barradão, entres dois clubes da minha admiração: o Leão da Barra (Vitória Esporte Clube) e o Verdão do antes Parque Antártica (Sociedade Esportiva Palmeira) de malograda decisão capaz de desanimar qualquer torcida futebolística.
Não que advogue que "tire o tubo" do VAR, mas que este instrumento seja operado por árbitros de excelsa competência e seriedade.
Tenho dito!
Ave futebol!
Ave torcedor!
Ave alegria em estádios!
De Munique, Alemanha, para as Alagoas e para todo o Brasil 🇧🇷
Tonho do Paiaiá
Eu gostei do limite para faltas. Não entendo como não foi adotado isso até hoje. No futsal sempre existiu.
ResponderExcluirDiminuir o número de jogadores também vale pensar.
Tenho achado o futebol no Brasil cada vez mais chato. Muita reclamação, pouca técnica e já não se revelam jogadores como antes.
Fora o ingresso caro que tira o cidadão pobre do estádio, se não for de torcida organizada.
Muito marketing no futebol e pouca espontaneidade.
Não sei por que ainda insisto em acompanhar.
Ótima crônica. Acho que a regra do impedimento seria para lance que tenha o corpo inteiro fora da linha, porque um pé só é pouco.
ResponderExcluirLembro que as dimensões oficiais do campo de futebol era 110m x 75m, e os jogadores brasileiros tinham mais espaço para mostrar suas habilidades técnicas. Curiosamente, a FIFA resolveu reduzir o tamanho do campo para 105m x 68m, facilitando a vida dos volantes e zagueiros.
ResponderExcluirSou totalmente favorável ao VAR e a toda tecnologia que impeçam a falha do árbitro no jogo. Assistimos recentemente a uma das melhores edições de Copa do Mundo, tanto no sentido de bola rolando, quanto no disciplinar e coletivo. Algumas falhas que ocorreram devem ser corrigidas com mais tecnologia ainda. Na minha visão, o impedimento e o jogo violento são os dois itens que merecem ser mais aperfeiçoados. É um pecado um craque fazer um gol Puskas e o lance ser anulado "por uma espinha no rosto", como disse o Hayton. É revoltante um cabeça de bagre bater covardemente em um atacante e o árbitro não expulsá-lo. Uma sugestão seria somente marcar impedimento dentro da grande área, ou, mais rigorosamente ainda, dentro da pequena área. Quanto ao jogo violento, minha sugestão é que a partir da quinta falta, qualquer que seja ela, o jogador seja expulso. A transparência no futebol é que fez os times brasileiros crescerem nas competições sul-americanas. Antes, contra nove países de fala espanhola não tínhamos vez. Era o famoso vale tudo, pra eles. Ah, sim! É preciso ainda rever as dimensões do campo, voltar aos 110 x 70 e aumentar o tempo de jogo para 50 minutos. Orlando Salvador
ResponderExcluir...cada tempo.
ResponderExcluirHahahahahaha
ResponderExcluirJá que não há como piorar, tem meu apoio (que vale tanto quanto o apito silenciado pelo VAR).
Parabéns pela crônica! Mais um golaço, nem precisou recorrer ao VAR!
ResponderExcluirkkkk
Assino embaixo nas sugestões apresentadas. Talvez com elas poderíamos resgatar um pouco do encanto que tínhamos pelo esporte em nossa juventude, embora duvide muito, tanto de uma coisa (implementações), quanto da outra (volta do encanto). Faz tempo que não me empolgo em assistir a uma partida de futebol, quando tenho um mínimo de paciência para o fazer.
ResponderExcluirApós assistirmos bons jogos na Copa do Mundo, voltamos à mediocridade do Campeonato Brasileiro. O torcedor paga para assistir 90 minutos de futebol e, contadas as interrupções do VAR, da cera dos goleiros, do fingimento de contusões, das rodinhas em torno do árbitro e das paradas para reidratação, não temos nem 45 minutos de bola rolando.
ResponderExcluirUrge uma revisão geral das regras do futebol, examinando-se sugestões como as que você apresentou, entre as quais destaco a que proibiria o jogador de atrasar a bola, após ter ultrapassado a linha divisória do meio de campo.
Quando os goleiros não sabiam jogar com os pés, os jogadores tinham medo de atrasar a bola.Assim, compulsariomente, o jogo era jogado para frente. Outro fato que faz a bola ser passada mais para trás do que para frente, é a ausência de pontas que driblem para a linha de fundo, porque o jogador que é canhoto, joga na ponta direita e o que é destro joga pela esquerda. Com raras exceções,esses jogadores sempre atrasam a bola, por não ter habilidade de ir ao fundo fazer o cruzamento para o 9.
Sou a favor de acabar com o VAR, profissionalizando os árbitros e dando-lhe todas as condições técnicas e físicas para fazer boas arbitragens.
Mesmo sem entender de futebol, percebi, em um jogo da última Copa , que o tal do VAR tirou muito da emoção da torcida na hora do Gol, que pode ser anulado após a manifestação de alegria dos torcedores.Como você já disse ter sido jogador de peladas e leitor da Placar, acredito na eficácia das mudanças sugeridas. Obrigada pela crônica extra!
ResponderExcluirÓtima sugestão, concordo. Precisamos manter a beleza, energia e as belas discussões. Do jeito que esta, como xingar a mãe do árbitro???. É tudo o VAR..........
ResponderExcluirGostei do receituário médico prescrito pelo autor para o paciente, futebol-arte. Pena que os atuais dirigentes estão muito mais interessados na rentabilidade do esporte.
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