DE TOGA OU DE BERMUDA?
Hayton Rocha
Meu saudoso amigo Carnaúba faleceu no ano passado, privando o mundo de sua mente brilhante, sob todos os aspectos. Jamais aceitava uma notícia sem antes submetê-la ao tribunal de suas desconfianças. Não era advogado, mas recorria de tudo com motivos de sobra.
Achei que fosse me telefonar assim que soube do juiz mineiro afastado de suas atividades depois de aparecer, durante uma sessão virtual de julgamento, bebendo vinho na boca da garrafa, fumando e vestindo bermuda por baixo do paletó.
Carnaúba nem esperaria que eu dissesse “alô”. Iria direto ao ponto:
— Desde quando beber vinho impede alguém de julgar?
Eu tentaria explicar que não era apenas a bebida. Havia o cigarro, a bermuda, a garrafa levada à boca e o caráter solene de um julgamento transformado em um alpendre de fim de tarde.
Carnaúba não se daria por satisfeito:
— Se ele tivesse bebido antes da sessão, estaria tudo bem? O tribunal dispõe de bafômetro virtual? E se bebesse numa taça de cristal, com o dedo mindinho levantado, seria falta grave ou harmonização gastronômica?
Era assim. Carnaúba não procurava respostas. Espetava perguntas na casca da realidade para saber se ela estava madura.
O Conselho Nacional de Justiça determina que as sessões virtuais mantenham a liturgia dos atos presenciais. Magistrados devem usar vestimenta adequada, como terno ou toga. A toga, todos sabem, é uma espécie de cortina jurídica: cobre o homem para que enxerguemos apenas a autoridade. O problema começa quando a cortina se abre e aparece uma bermuda ou um par de sandálias.
Carnaúba certamente se interessaria:
— A norma diz alguma coisa sobre cueca?
Eu faria cara de quem não entendeu, apenas para vê-lo explorar um pouco mais o seu ponto de vista.
— Tô falando sério. Se a câmera mostra o paletó e a gravata, quem garante que, da cintura para baixo, a República não esteja de samba-canção? E o asseio das partes pudendas, como fica? Há corregedoria para sovaco fedido? Fiscal de meia furada? Perícia em roupa íntima?
Antes que eu respondesse, ele dispararia outra:
— A Justiça precisa parecer séria ou precisa ser justa?
Essa seria mais complicada.
O juiz Milton Lívio Lemos Salles foi afastado cautelarmente. Seus processos foram redistribuídos, ele não poderá ingressar no tribunal para fins funcionais nem utilizar veículos oficiais. Continuará, porém, recebendo os vencimentos enquanto durar a apuração. No mês passado, segundo a folha do TJMG, recebeu R$ 83.583,55 líquidos.
Carnaúba faria um muxoxo:
— Oitenta e três mil reais por mês para ficar em casa?
— É o que deu nos sites de notícias.
— Bebendo?
— Se quiser.
— Fumando?
— Desde que não prejudique os vizinhos.
— De bermuda?
— Até sem ela…
Então concluiria que havíamos encontrado a punição mais cobiçada da história.
Em breve, bancários, caixas de supermercado, enfermeiros, professores e metalúrgicos reivindicariam isonomia: o direito de, depois de uma garrafa de vinho, serem afastados, proibidos de trabalhar e condenados a receber salário integral em casa, de pernas pro ar.
A disponibilidade remunerada é uma dessas invenções que só o Direito consegue explicar sem rir. Para o cidadão comum, disponibilidade significa estar pronto para trabalhar. No serviço público, dependendo da carreira, pode significar receber para não chegar nem perto do trabalho. É a língua portuguesa julgada à revelia.
Nada disso absolve o magistrado. Julgar a vida alheia exige lucidez, decoro e alguma distância da adega ou da geladeira. Quem decide sobre patrimônio, laços de família e liberdade não pode transformar uma sessão numa degustação transmitida pela internet. A Justiça já anda suficientemente cambaleante sem precisar de ajuda do álcool.
Mas Carnaúba desconfiaria da indignação seletiva, inclusive por parte da imprensa. Perguntaria se a garrafa nos escandalizou mais do que certas sentenças. Se uma bermuda causa maior dano à dignidade da Justiça do que processos que envelhecem em gavetões. Ou se o cigarro diante da câmera produz mais fumaça do que algumas decisões nebulosas.
Pena que Carnaúba já não está neste plano. Se estivesse, eu talvez lhe dissesse que o juiz será julgado, como deve ser. Mas que a Justiça brasileira, com a devida vênia, também deveria aproveitar a sessão para se olhar no espelho.
Carnaúba ajeitaria os óculos na ponta do nariz, faria aquela pausa de quem preparava a sentença e arremataria:
— De toga ou nu da cintura pra baixo?

Como sempre,show de bola meu amigo Hayton. Gil Messi.
ResponderExcluirCaro Hayton, bom dia. Bem humorada e oportuna essa sua crônica. Há juizes que cometem falhas, como as descritas por você, ao exibir maus modos no exercício da profissão, o que é censurável. Por outro lado, há outros que cometem estripulias jurídicas, para obter vantagens pessoais, ferindo de morte a moral, a ética e a própria lei, a qual deveria honrar e defender, o que é condenável!
ResponderExcluirParabéns!
Forte abraço.
Lacerda Jr.
Nosso judiciário está nu em praça pública. Haja toga pra cobrir tanto despudor.
ResponderExcluirBom dia Parahyba 🤝
ResponderExcluir.
Esse Carnaúba, em vida, teve algum fã clube?
Se teve e os amigos/associados o preservam in-memória, consiga pra mim uma vaguinha de sócio.
Um cabra desses, mesmo quem não o conheceu pessoalmente, como é o meu caso, se deliciaria com os “causos” que os seus amigos trouxessem à luz sobre os seus significativos e admiráveis rompantes.
Fraterno amplexo!
Tinha. Eu!
ExcluirExcelente crônica!! Mas nem
ResponderExcluirMe espanta. Estou acostumada com suas crônicas das quartas-feiras e já as espero com um pouco de ansiedade, pensando : “qual o tema da vez”?
Parabéns por mais uma bela crônica!
ResponderExcluirBem lembrado o nosso colega Carnaúba.
Dizem que a "vergonha está na cara". No caso, certamente o mestre Carnaúba, dotado de grande saber jurídico, diria que a postura nas decisões importa mais, desde que não ultraje o rigor da lei, mesmo que tenha sido proferida nu com a mão no bolso.
ResponderExcluirCaro Hayton.
ResponderExcluirEsta sua crônica realizou uma proeza: ressuscitou o Carnaúba sem cometer nenhuma ilegalidade, embora ele certamente recorresse da própria ressurreição por falta de contraditório e ampla defesa.
A crônica é ótima porque começa com uma bermuda, uma garrafa de vinho e um cigarro e termina discutindo a própria Justiça. E o Carnaúba, como sempre, faz o serviço: desconfia do óbvio, desmonta as certezas e transforma a notícia em interrogatório.
A pergunta “A Justiça precisa parecer séria ou precisa ser justa?” E aí está a graça, e a provocação inteligente. A toga pode esconder a bermuda, mas não esconde uma decisão injusta. A garrafa aparece na câmera; certas injustiças, porém, ficam anos escondidas nos processos. Qual seria o mais grave, perguntou eu.
Não sabia se ria ou se chorava quando cheguei ao trecho dos R$ 83 mil recebidos em casa . Dependendo do ponto de vista, descobrimos uma nova modalidade de punição: afastar o sujeito do trabalho e continuar pagando integralmente. O Carnaúba, claro, enxergaria imediatamente a oportunidade de uma greve geral por isonomia.
Na minha opinião você foi feliz em não absolver o juiz. Quem julga patrimônio, família e liberdade alheios precisa de lucidez e decoro. Mas também foi além da indignação fácil, perguntando se a Justiça se preocupa mais com uma bermuda diante da câmera do que com decisões que deixam marcas muito mais profundas.
Afinal entendi que a crônica na realidade não é sobre toga, bermuda ou vinho. É sobre a distância, às vezes desconfortável, entre parecer autoridade e merecer autoridade. E o Carnaúba faz falta. Principalmente nestes tempos em que anda faltando justamente quem tenha coragem de ajeitar os óculos, olhar para a solenidade toda e perguntar: “Mas quem foi que disse?”
Parabéns caro amigo
Sempre um presente para nossa reflexão, acompanhado de uma qualidade ímpar.
ResponderExcluirNada como uma comparação nos dias de hoje do que é justiça no Brasil, taça de vinho, bermuda, cigarro; nada comparativo com relações escusas de todo poder judiciário. James
ResponderExcluirMais uma excelente crônica, caro Hayton! A postura desse juiz mineiro ilustra perfeitamente o lado avesso da justiça. Inclusive, o noticiário recente(ontem) escancara a podridão que infelizmente grassa nos bastidores dos nossos tribunais. Lamentável.
ResponderExcluirTô com o Carnaúba e não abro...
ResponderExcluirMt bom. A questão é questionar para entender ou para justificar? Boa lembrança.
ResponderExcluirMeu amigo Hayton, sua crônica de hoje é extremamente oportuna. Com muito humor e inteligência, você mostra como, muitas vezes, um belo discurso pode esconder a nudez do caráter e a podridão que se encontra por trás das cortinas.
ResponderExcluirDe todo modo, quanto mais alto se sobe, maior é a visibilidade e, consequentemente, maior deve ser a responsabilidade de manter uma postura compatível com a posição e o cargo que se ocupa. Afinal, a exposição pode até não revelar quem realmente somos, mas certamente aumenta a cobrança sobre nossos comportamentos e atitudes.
Parabéns mais uma vez! Você conseguiu, com muito humor e sutileza, ser cirúrgico — e, ao mesmo tempo, provocador — em sua crônica de hoje.
Não por acaso o filósofo Zé Simão sentenciou: "Brasil da piada pronta". O texto salva a "hipocrisia" do ato punitivo.
ResponderExcluirO sábio Carnaúba vai fazer falta.
ResponderExcluirTalvez, nos dias de hoje, ele nos ajudasse a entender o que acontece em nosso País.
Pelo visto, a Justiça brasileira resolveu inovar no figurino e no protocolo nesse caso do juiz mineiro.
ResponderExcluirA cena seria apenas pitoresca se não revelasse algo bem mais sério: o preocupante desprezo pela liturgia, pela instituição e, principalmente, pelo cidadão que espera da Justiça postura, equilíbrio e respeito.
Mas há um detalhe que torna tudo ainda mais curioso: afastado, sim; desamparado, jamais! As mordomias do cargo continuam preservadas. Afinal, no Brasil, até quando a Justiça manda alguém para o banco de reservas, parece fazer questão de manter o camarote, o salário e o cafezinho.
E o problema não termina na bermuda do juiz. De tempos em tempos, surgem notícias de magistrados envolvidos em escândalos, suspeitas, privilégios e condutas incompatíveis com a majestade da função. E quando essas histórias chegam às cortes superiores, a coisa fica ainda mais indigesta - embora, felizmente, não falte quem continue acreditando que a Justiça é cega. Só não se sabe se é de nascença ou se alguém colocou uma venda nela.
Enquanto o cidadão comum precisa andar na linha, cumprir prazo, pagar imposto e responder por qualquer deslize, alguns integrantes da nobreza togada parecem viver sob outra legislação: a do “faça o que eu digo, mas não repare no que faço”.
No episódio mineiro, pelo menos o figurino foi sincero: paletó por cima, bermuda por baixo, vinho na mão e fumaça no ar.
Talvez tenha faltado apenas o martelo. Não o do juiz, mas o da Justiça brasileira, para ver se acorda.
E assim seguimos nós, pobres mortais, esperando que um dia a Justiça deixe de ser apenas cega e consiga também enxergar a si própria.
Carnauba deve estar, do outro lado, dando boas risadas.
Seria cômico se não fosse trágico. Nem cera de carnaúba, nem óleo de peroba salvam as caras de pau como essas aí que vimos sem nos espantar mais. Adorei a crônica.
ResponderExcluirHayton, que bela surpresa nesta quarta-feira! Usando a genialidade de um diálogo com o saudoso Carnaúba, você toca direto nas feridas do Judiciário. De forma singela e com uma ironia leve, mostra que essa palhaçada de discutir se o juiz está de toga ou de bermuda é só cortina de fumaça. Serve apenas para esconder a lentidão e a hipocrisia de um tribunal que adora julgar as aparências, ignorando a realidade.
ResponderExcluirDe lentidão jurídica eu entendo bem: tenho um processo contra a Paulo Miranda Imobiliária desde 2002 e estamos tentando executar a sentença desde 2010. O mais incrível é que o caboclo segue firme e forte nas atividades e, até agora, nada de receber. Olha que comprei o imóvel em 1996 para entrega em1999. Êta mundo velho sem justiça!
Mas voltando à crônica, foi impossível não imaginar um cenário hilário. Já pensou, Hayton, você na Superintendência do BB fazendo uma live com os gestores de sungão, uma cachaça da braba do lado e um belo charuto na boca? Intimando a galera a socar 30 Ourocap e 50 Brasilprev na goela dos clientes naquele mesmo dia!
Se o Judiciário precisa se olhar no espelho para ver que está nu da cintura para baixo, o Banco do Brasil descobriria ali o verdadeiro significado de "bater meta com corpo e alma" — e o compliance que lutasse com essa nossa nova "disponibilidade" de boteco!
Guardada as devidas proporções, tivemos um caso peculiar em um encontro de gestores com outro superintendente, mas foi com leveza.🤣🤭
Simbora viver e torcer para que esse Judiciário seja passado a limpo. Os jornais de hoje estão recheados de bizarrice envolvendo nossa Suprema Corte. Se espremer, o caldo engrossa e abala as estruturas da nação.
Magistral a ideia (e brilhante a sua execução) de colocar na boca de Carnaúba questionamentos importantes.
ResponderExcluirMuitas vezes nos deixamos levar pelo supérfluo. É fácil nos indignaremos com um juiz que não segue os padrões mínimos de respeito à liturgia do cargo.
É óbvio que é inadequado beber vinho durante um julgamento. Que é no mínimo tosco atuar de bermuda abaixo do paletó.
Mas o fato concreto é que nossa indignação (do público e da imprensa) muitas vezes não é a mesma em relação aos conteúdos das decisões.
A indignação não passa nem perto quando o dinheiro compra uma sentença, quando um pobre é condenado e fica preso por furtar comida num supermercado, enquanto um milionário é solto depois de matar a tiros um inocente ou de cometer crimes gravíssimos dirigindo comprovadamente bêbado.
Talvez precisemos vestir com vestes mais justas nossa capacidade de indignação.
Parabéns por mais uma bela crônica, principalmente agora que a justiça brasileira está roubando a cena
ResponderExcluirEita lembrança boa...
ResponderExcluirGrande pessoa, o Carnaúba.
Tive a ventura de ter trabalhado um pouco com ele, e desfrutado muito de sua ótima companhia.
Foram muitas cervejas, devidamente agasalhadas por um bate papo da melhor qualidade.
Raro uma semana sem que degustássemos umas cervejas geladas, porém, no foro adequado.
A liturgia, o decoro do cargo, deve ser respeitado, no meu sentir.
Todos são livres para optarem por uma vida menos formal, com muito mais liberdade com sua aparência, seus hábitos, etc.
Agora, receber paga para ser formal e não querer ser, não cai bem. É incoerente. É o meu pensar sobre o assunto.
Mas, voltando ao Carnaúba, o vi pela última vez no supermercado na Ponta Verde, já passando dos 90 anos. Conversamos um pouco.
Saudade gostosa.
Momentos bons que se vão...
Crônica danada de boa. Com muita lembrança.
Valeu!!!
Mário Nelson.
Meu amigo Hayton, tema oportuno! Consigo até rir ao ler a crônica, mas a realidade atual está trágica demais 😢
ResponderExcluirÉ preciso sensibilidade pra criar artes, compor músicas, artigos, crônicas, poesias, enfim tudo que conquiste e emocione as pessoas. Por isso, a hoje tão aclamada IA nunca conseguirá substituir o ser humano, pois não somos só carne, osso e sangue, há uma energia que nos move, nos dá a sensibilidade que produz sentimento, emoção, tanta coisa mais enfim.
ResponderExcluirSua crônica aí é mais uma prova do que digo, pois exalta uma pessoa singular, como você afirma.
E que coincidência feliz você produzir essa peça num momento tão marcante como este que vivemos, haja vista a podridão explícita nos fatos publicados ontem por nossa imprensa, onde fica patente o descalabro reinante nos supremos poderes desta infeliz República.
Pra finalizar, determinante, incontestável e insuperável sua afirmação na frase - "A JUSTIÇA JÁ ANDA SUFICIENTEMENTE CAMBALEANTE SEM PRECISAR DE AJUDA DO ÁLCOOL".
Disse tudo.
Crônica feita na medida pro dia de hoje, ou de ontem... Que timing, amigo Hayton! Conta-se que certo juiz, ao saber que um soldado havia acusado, condenado e executado um popular, disse o seguinte: - Gostaria de ter metade da autoridade que esse soldado pensa que tem! Em seguida, ouve-se uma voz trovejante, vinda do alto : - E EU gostaria de ter metade do poder que esse juiz pensa que tem! Sem mais para o momento, que não tenho habeas corpus preventivo!
ResponderExcluirSaudades do nosso amigo Carnaúba, o dementoso. Retratastes bem, na crônica, a imagem do grande Carnaúba, Hayton. Estamos indignados com esse mar de lama e corrupção que cresce a cada novo amanhecer, sob a batuta de Políticos, juízes, ministros, empresários, empreiteiros, banqueiros, etc.
ResponderExcluirTem jeitinho de usar burca? Se alguém ainda tiver vergonha... só a toga já não está adiantando muito.
ResponderExcluirE se estivesse sem gravata? A falta de decoro seria completa. Onde já se viu? Sem gravata? Assim não pode, assim não dá!
ResponderExcluir"Na mosca". Crônica bem apropriada para o momento atual. E os 03 últimos parágrafos, então... desses nem preciso falar.
ResponderExcluirNão tive a sorte de conhecer Carnaúba. Ele certamente teria me "espetado" com suas perguntas e me trazido para a realidade mais cedo.
ResponderExcluirHouve um tempo em que eu acreditava, na seriedade dos cargos. No "prometo cumprir e fazer cumprir", dos discursos de Formatura e, mais ainda, nos de Posse. No decoro, na liturgia dos cargos, nas sessões solenes. Se fossem Juízes então! Eram incorruptíveis, infalíveis, imparciais e "intocáveis", com suas togas cobrindo-os de "Autoridade". Eu acreditava até em "Papai Noel".
Feliz ou infelizmente, essas "crenças" já acabaram, há muito tempo...
Boa crônica, Hayton.
ResponderExcluirAcerca do assunto, lembrei da historia do pai da cantora chilena Violeta Parra. O velho era palhaço, e, pra melhorar os ganhos, trabalhava de palhaço em porta de loja.
Certo dia ao fim do expediente, tirou a roupa de circo, vestiu roupa caseira e calçou um chinelo. E assim vestido, foi a um restaurante tomar um vinho. Na chegada foi impedido de entrar porque estava de sandália. Não teve dúvida, abriu a mochila das costas, retirou sapatão de palhaço, calçou, sentou, cruzou as pernas e pediu o vinho, devidamente bem posto à mesa do restaurante.
Mais uma crônica "real" mas divertida no meio de tantas outras. É relaxante ler todas elas. Parabéns, Hayton, pelo dom da escrita e dos temas. (Emilton, Rio)
ResponderExcluirCaro Hayton, você se supera a cada crônica, quão maravilhosas são, contudo, o que podemos dizer desse judiciário que perdeu total credibilidade devido sua nudez moral e ética, quando faz de cada brasileiro, um idiota? Infelizmente, nossa justiça não me representa. Só vi agora poucos Ministros que realmente honram a toga que veste, (somente na minha opinião André Mendonça, Fux, Nunes Marques), o resto acabou.
ResponderExcluirAmigo Hayton, como sempre, cada crônica em um show. Parabéns!
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