A ÁGUA E O TEMPO
Hayton Rocha
Sexta-feira passada, meu velho e querido amigo Biramar me perguntou, com palavras mais elegantes, se não havia uma crônica cochilando dentro daquela fotografia de quase duas décadas atrás que voltou a circular pelas redes sociais.
Na imagem, um jovem Lionel Messi dá banho em Lamine Yamal, então com poucos meses de vida. Não foi coisa de profeta, montagem de computador nem milagre produzido por inteligência artificial. A cena nasceu de uma campanha beneficente realizada pelo Unicef em parceria com o Barcelona. Messi foi sorteado entre os jogadores do clube. Yamal, entre as crianças participantes. O acaso, que escreve melhor do que qualquer um de nós, colocou os dois diante da mesma banheira.
Biramar acreditou que eu pudesse retirar alguma novidade daquela água antiga. Confesso que fiquei tentado. Mas já haviam espremido a fotografia até a última gota. Falaram em bênção, coincidência, destino e passagem de bastão. Só faltou alguém garantir que Messi, enquanto ensaboava o menino, percebera em seu pezinho esquerdo os sinais de um futuro craque.
Resolvi esperar a final da Copa do Mundo. No domingo, os dois estariam em lados opostos: Messi pela Argentina, Yamal pela Espanha. Talvez os deuses do futebol, sempre dispostos a corrigir os cronistas, acrescentassem alguma coisa à história.
Acrescentaram. Ao contrário do esperado, nenhum dos dois fez uma grande partida. Messi viveu sua atuação mais apagada no torneio. Não finalizou no alvo, não deu um passe decisivo a um companheiro e caminhou boa parte do jogo cercado por espanhóis que acompanhavam seus passos como perdigueiros bem treinados. Yamal também esteve abaixo de seus melhores dias. Correu, marcou, tentou, mas encontrou pela frente dois ou três adversários que lhe fecharam portas, janelas e, por precaução, até o basculante.
A Espanha venceu por 1 a 0 na prorrogação. Depois do apito final, enquanto os campeões corriam de um lado para outro, Yamal procurou Messi. Encontrou-o sentado no gramado, derrotado e sozinho naquela solidão que às vezes acontece diante de oitenta mil espectadores. O argentino se levantou e os dois se abraçaram.
Então a antiga imagem reapareceu. Ali estavam novamente o homem e o menino. Só que agora a água escorria dos olhos de Messi. A criança que ele banhara por acaso acabava de ajudá-lo a lavar a alma após uma derrota. O tempo, espécie de fotógrafo sem coração, invertera as posições.
Disseram que era uma passagem de bastão. Pode ser. Mas o futebol não é corrida de revezamento, e gênios como Messi não entregam o bastão a ninguém. Deixam-no caído no gramado, à espera de que algum menino tenha coragem de apanhá-lo.
Aos 39 anos, em sua sexta Copa, Messi talvez chorasse pelo provável adeus à seleção, pela lembrança da final perdida em 2014 no Brasil ou porque certas medalhas de prata pesam mais do que âncoras. Os torcedores o aplaudiram e cantaram seu nome. Algumas despedidas doem ainda mais quando vêm acompanhadas de um amor intenso.
Ou talvez chorasse por se lembrar do próprio começo. Aos dez anos, Messi foi diagnosticado com deficiência do hormônio do crescimento. O tratamento era caro demais para a família e para o Newell’s Old Boys. O Barcelona enxergou no pequeno argentino aquilo que os olhos comuns ainda não conseguiam ver, assumiu as despesas e o levou para a Espanha.
Mais tarde, Ronaldinho Gaúcho o acolheu no time principal, como quem protege uma chama pequena antes que ela aprenda a iluminar estádios.
Messi nasceu argentino, cresceu futebolisticamente espanhol e foi amparado por um brasileiro. Yamal nasceu na Espanha, filho de pai marroquino e mãe da Guiné Equatorial. Talvez o abraço entre os dois conte uma história muito maior do que aquela final.
Fronteiras são invenções humanas. Funcionam razoavelmente bem para desenhar mapas, carimbar passaportes e organizar Copas do Mundo. Quando servem para barrar pessoas, separar sangues e medir a dignidade de alguém pelo lugar onde nasceu, tornam-se cercas erguidas contra os ventos que varrem a História.
O futebol sabe disso. As seleções da Espanha, da França e da Inglaterra mostram em campo o que certos intolerantes se recusam a enxergar fora dele: algumas das mais belas realizações humanas nasceram da mistura. Quando povos, cores, sotaques e histórias diferentes vestem a mesma camisa, o preconceito pode até permanecer nas arquibancadas, mas perde de goleada dentro de campo.
Biramar tinha razão. Havia uma crônica cochilando naquela fotografia. Só não estava dentro da banheira. Estava esperando a água virar lágrima.
Seus dois penúltimo parágrafos são lapidares. ROCHA, Hayton. Magníficas Crônicas. Vida, julho 2026. Que governantes e quem os elege leiam e entendam.
ResponderExcluirShow de crônica e momento muito oportuno para cria-la! Emocionante! Hayton, além de craque na linguagem, mestre e artista no arranjo das palavras. Parabéns caro e velho amigo Hayton.
ResponderExcluirBom dia Caríssimo Parahyba!
ResponderExcluirFotografia perfeita, digna do grande Emílio Guerreiro.
Mostrou as curvas da vida, justinho como elas, por obra do Criador, se realizam.
Abraço fraterno - Parabéns 🤝
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P.S. O Grande Bira, singelo e discreto que só ele, futucou a onça 🐆 da inspiração na hora certa.🫶
Essa sensibilidade precisa ser compartilhada e quem sabe os insensíveis acabem enxergando?
ResponderExcluirExcelente. Mensagens para várias situações em uma fotografia detalhada pela crônica, com alerta contra o preconceito.
ResponderExcluirMaurício
Quanta emoção e ensinamento em tão poucas palavras... amei conhecer essa história. Gratidão!
ResponderExcluirExcelente crônica. . Mas que mensagem essa foto nos trás? A imaginação voa por todos os lados, e não encontra resposta. Mistério da meia noite, diria Zé Ramalho. Kkk
ResponderExcluirQue golaço de crônica, Hayton! Em "A àgua e o tempo", você assinou um texto porreta e completamente arrebatador, daqueles que dão um nó na garganta e arrepiam a alma.
ResponderExcluirCom uma sensibilidade, que lhe épeculiar, você driblou o clichê da mídia e fez uma conexão profundamente emocionante entre a água da banheira de 2007 e as lágrimas de Messi no gramado.
Para coroar essa crônica tão arretada, a sua jogada contra a intolerância — usando a ancestralidade de Yamal para mostrar que fronteiras são invenções humanas — transformou o texto em uma lição gigante de humanidade, onde o preconceito perdeu de goleada para a sua escrita belíssima crônica.
Simbora viver sem medo de ser feliz e assistir aos novos craques do belo futebol mundial!
Muito mais que um banho de bacia ou um “banho de cuia”, seu texto foi um banho de crônica! Gol de placa, gol de letra, golaço aço aço!
ResponderExcluirMuita sensibilidade. Bela crônica!
ResponderExcluirTenho que me curvar a dois grandes mestres, brilhantes e bem sucedidos no que fizeram e, ainda, fazem. Não ao Messi ou Lamal, mas ao Biramar e Hayton, que escreveram parte de capitulos importantes da minha vida profissional. Parabéns aos dois, pela ideia e pela cronica. Forte abraço
ResponderExcluirBela crônica, a fotografia retrata a grande coincidência de dois craques do futebol mundial. A diferença entre eles que começaram jogando no Barcelona estar na consciência política, Yamal quando campeão levantou a bandeira da Palestina defendendo sua origem, já o Messi decepcionou diante do racismo de sua nação e marcando um gol contra virando as costas para os jogadores campeões da seleção da Espanha.
ResponderExcluirParabéns amigo ! Linda crônica.
ResponderExcluirOs "deuses" do futebol utilizam regras diferentes das que a FIFA cria para agradar patrocinadores e matar o há de belo no esporte. Os belos textos não sofrem com as interferências da "dona da bola".
ResponderExcluirPoucos tem arte de transformar gestos, coisas, imagens em preciosas mensagens. E quando tudo parecia já ter sido extraído de uma imagem que caminhou por todos os continentes vem o Hayton e dá uma última lapidada. Parabéns por mais uma vez compartilhar a geniosidade de sua mente.
ResponderExcluirMuito legal, meu caro! Um craque das palavras fadando de outros que brilharam com a bola no pé!
ResponderExcluirAbs
A inspiração sempre te acompanha nessa vida e, assim, mais uma crônica que nasce e é construída com muita beleza!
ResponderExcluirParabéns!
Mais uma excelente crônica! Esta, como as outras, é de alta qualidade literária que utiliza o futebol apenas como ponto de partida para refletir sobre o tempo, a sucessão entre gerações, a gratidão, a superação e a riqueza da diversidade humana. A força do texto está na capacidade de transformar uma fotografia conhecida em uma metáfora sobre a vida, mostrando que os acontecimentos adquirem novos significados à medida que o tempo passa. Aplausos!!!!!! (Emilton Rocha)
ResponderExcluirMaravilhosa crônica, é só o que tenho a dizer, os diversos leitores já disseram tudo. Parabéns, Hayton.
ResponderExcluirAs felizes coincidências da vida. Uma criança aleatória virou história no futebol, com o mesmo personagem que a banhou. E banho de felicidade foi essa crônica que nos mostrou a vida além do futebol. Excelente!!
ResponderExcluirBela crônica.
ResponderExcluirSão coisas inexplicáveis do futebol.
Cronica genial. Merecia estar no livro " Boleiros". Aos 90 minutos, mestre Hayton, faz essa jogada de mestre: " algumas das mais belas realizações humanas nasceram da mistura..." Gol de placa contra a suposta teoria de pureza das raças. A história de Messi e Yamal merecia uma cronica desse quilate. Que eles inspirem novas gerações. A trajetória deles não é só futebol. É superação de xenofobia, racismo, capacitismo, etc. Os argentinos, nós, o mundo inteiro tem muito a aprender com esses dois heróis.
ResponderExcluirGraça Machado
ResponderExcluirMeu amigo você agora foi demais!
Caro
ResponderExcluirHayton,
Você nos revela que uma simples fotografia pode guardar muito mais do que uma imagem congelada no tempo. Ela pode carregar histórias que só o passar dos anos é capaz de revelar. E o Biramar, nosso querido amigo Bira, teve a feliz percepção de enxergar que naquela foto havia algo além da curiosidade de ver Messi dando banho ao pequeno Yamal. Havia uma história esperando o momento certo para ser contada.
Para nossa sorte você não caiu na tentação de repetir o que todo mundo já havia dito sobre a fotografia. Preferiu esperar que o tempo fizesse o seu trabalho. E ele fez. O reencontro dos dois, agora em lados opostos de uma final de Copa do Mundo, deu àquela imagem um significado que ninguém poderia imaginar vinte anos antes.
Concordo com você quando diz que não existe “passagem de bastão” para um gênio como Messi. Os grandes não entregam o seu lugar; eles deixam um legado que desafia as novas gerações a escreverem a própria história. É uma reflexão que vai muito além do futebol.
Ao concluir você respondeu perfeitamente à provocação do Bira: a crônica realmente estava naquela fotografia. Só que ela não estava visível naquele instante; era o tempo que faltava para revelar toda a sua beleza.
Parabéns por mais um texto sensível, inteligente e profundamente humano.
Momentos de despedida, nem sempre, acontecem como planejamos, meu amigo. Caso o treinador argentino tivesse optado jogar da forma que sempre jogou poderia ter proporcionado, a ele e ao Messi, um largo sorriso ao invés do choro.
ResponderExcluirO abraço entre Yamal e Messi simboliza a verdadeira essência do esporte: respeito, união e admiração, sem barreiras, sem preconceitos e sem a necessidade de haver vencidos ou derrotados. Gestos como esse, entre tantos outros, são os que realmente permanecem na memória e engrandecem uma Copa do Mundo. Eles tornam pequenos aqueles que insistem em tentar ofuscar o brilho de um espetáculo que une milhões de pessoas ao redor do mundo. Parabéns, Hayton, por destacar com seu olhar, esse momento tão sensível e inspirador em sua crônica de hoje.
ResponderExcluirBrilhante definição que essa crônica nos deu sobre o que essa fotografia provocou em todos.. E esse imponderável momento uniu craques na bola e nas letras, para a eternidade.
ResponderExcluirSua crônica tem uma qualidade rara: ela nos faz acreditar que estamos lendo sobre futebol, quando, na verdade, estamos lendo sobre o tempo, a vida, as fronteiras desnecessárias e os preconceitos sem sentido.
ResponderExcluirO futebol é apenas o cenário; os verdadeiros protagonistas são a memória, os encontros, as despedidas e a forma como a vida fecha ciclos de maneiras que ninguém seria capaz de prever — ("derrotado e sozinho, naquela solidão que às vezes acontece, diante de oitenta mil espectadores").
Quantos de nós já não vivenciou algo parecido, na vida pessoal e/ou profissional?
E, mesmo diante disso tudo, você ainda resistiu à tentação de exagerar. Em vez de afirmar que havia "destino" na fotografia, deixou que o próprio tempo construisse esse significado.
É uma grande lição de vida. Uma lição de alguém acostumado a encontrar humanidade nos acontecimentos cotidianos. Uma lição sintetizada com muita emoção, na última frase — "Estava esperando a água virar lágrima".
(... é daquelas que causam "uma trava na garganta"... ).
Como cantou Roberto Carlos: As fotos não negam os fatos. Fato 1 banho de glória. Fato 2 banho de lágrimas. A mesma água que lava o corpo se torna a mesma que lava a alma. Belíssima crônica.
ResponderExcluirBela crônica Hayton.
ResponderExcluirVocê foi feliz ao mostrar que o tempo, assim como a água, sempre encontra o caminho de volta.
O banho festivo que Messi deu no pequeno Yamal transformou-se, agora, em banho de lágrimas, amenizado pelo abraço generoso do agora campeão espanhol. Uma bela lição de humildade e grandeza.
Lamentavelmente, essa mesma grandeza não foi vista em Messi e, principalmente, na postura dos demais jogadores argentinos ao virar as costas para os campeões da Espanha, em gesto associado ao protesto contra manifestações de combate ao racismo.
Aliás, racismo que não só os jogadores, mas a maioria dos "hermanos" é useira e vezeira em praticar contra "nosotros".
Enquanto o menino Yamal demonstrou que respeito e compaixão engrandecem o vencedor, os argentinos desperdiçaram a oportunidade de provar que também sabem perder.
No fim das contas, fizeram o que mais se condena no futebol: marcaram gol contra, não no placar, mas na própria imagem.
"Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar".
Hoje você se superou, caro amigo Hayton.
ResponderExcluirTransformar uma imagem antiga, até certo ponto corriqueira, nesse texto belíssimo, é coisa para poucos.
Ainda bem que o Biramar o cutucou e o provocou sobre o tema e nós, seus fiéis leitores, fomos brindados com esse belo presente.
Esperando aqui um atendimento médico pra solucionar ou pelo menos aliviar um problema de coluna lombar que chegou ao PVV - prazo de validade vencido - , tive tempo de acessar essa nova pérola sua.
ResponderExcluirNormalmente aguardo uns dois dias pra comparecer aqui, pois minha capacidade de redação é bem inferior aos ilustrados que aqui comparecem.
Só que hoje não resisti, pois sua peça toca fortemente a quem dela tomar conhecimento.
Pra fugir da prolixidade, vou então me louvar no que disse Graça Machado aí acima, você realmente abusou.
Não tenho dúvida de que Messi e Lamine tomando conhecimento, também ficariam emocionados. Que pena não ter como lhes enviar.
São crônicas como esta que revelam o craque que você é!
ResponderExcluirComecei a leitura com a mesma sensação que você descreveu, imaginando o que ainda poderia render uma fotografia já tão explorada.
Mas a crônica cresce parágrafo a parágrafo, surpreende pela sensibilidade e alcança seu ápice no desfecho, quando transforma uma simples imagem em uma bela e necessária reflexão sobre os tempos de tanta intolerância que vivemos.
Parabéns!
Belíssima crônica. A melhor dentre todas que tentaram reproduzir os acontecimentos do ultimo domingo. Brilhante!
ResponderExcluirDiante de tantas publicações dos leitores, só me resta dizer que sua crônica é atual e maravilhosa. Parabéns, Hayton. Paulo Sampaio.
ResponderExcluirObrigada a você e ao BIRA pois quem leu adorou a sua crrônica !!👏🏻👏🏻👏🏻
ResponderExcluirMais do que falar de futebol, o texto aborda a passagem do tempo, a solidariedade entre gerações e a força da diversidade, lembrando que talentos e sonhos não conhecem fronteiras. É uma crônica que emociona porque revela, com delicadeza e poesia, que algumas histórias precisam esperar o tempo certo para serem plenamente compreendidas.
ResponderExcluirEmbora seja inegável a qualidade genial de Lionel Messi, que já nos deixam com saudades de suas pérolas futebolísticas, a vitória da Espanha foi boa demais, para apagar o desrespeito dos argentinos na prática do "fair play". E, guardada as devidas proporções , tão boa quanto o êxito espanhol foi a crônica dessa quarta. Olé! Show de bola!!!
ResponderExcluirTornei-me leitor do Hayton graças ao meu querido amigo Carlos Volney. A partir daí passei a ser leitor de todas as crônicas que nascem dos comentários, como disse o próprio Hayton referindo-se a um desses comentários, dias atrás: "uma crônica sobre uma crônica".Cada crônica do Hayton tem o efeito de um *GÊISER* que brota com força das profundezas de uma fonte inesgotável de sabedoria que ao respingar nos leitores, transforma-os em cronistas.
ResponderExcluirHoje eu estava ocupado escrevendo uma crônica em homenagem a um grande amigo em comum com o Hayton que faleceu nesta noite.
ResponderExcluirAgora que abri a crônica do Hayton e os comentários constatei que cheguei tarde: a crônica é magistral (mais uma)!
Mas não vou resistir a ser comentarista de comentários: a de hoje é a melhor seleção de comentários que já li no blog do Hayton.
Os leitores também extrapolaram. Sobrou quase nada pra se dizer.
Apenas concordar com a maioria e destacar três pontos da crônica do Hayton: a constatação que nenhum dos dois gênios jogou grande coisa na final; a irracionalidade que toma conta dos torcedores que tentam colocar como antagônicos e inimigos mortais povos que se miscigenaram ao longo da história; e a água da banheira vertida em lágrimas de Lionel Messi!
Parabéns ao cronista e a seus leitores!
Deus sinalizou o que você diz ao estender a salvação aos gentios. Naquele momento deixou de haver essa separação do ponto de vista divino, todos passaram a ser considerados filhos de Deus, desde que quisessem. Abraço
ResponderExcluirExcelente
ResponderExcluirMeu amigo-irmão,
ResponderExcluirque crônica extraordinária foi essa? Ela me fez transcender aos céus.
Confesso que estou aqui engasgada com um nó na garganta. Ou, talvez, com uma lágrima escondida, prestes a rolar face abaixo.
Nunca imaginamos a história de vida que cada pessoa carrega.
Mas, a história desses dois vai muito além do nosso entendimento.
Você tinha toda razão, era preciso esperar um pouco. A água da banheira era só o começo de duas trajetórias que, anos depois, se encontrariam num gramado, transformada em lágrima e orgulho.
Só a sabedoria Divina para explicar esse espetáculo da vida.
Nenhuma taça valerá mais do que as 3 fotos desses craques. Porque elas eternizarão esses momentos em suas almas.
Futebol não tem fronteiras, mas tem filtros. Voce viu que a Europa jogou preta com platéia branca.
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